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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Os reflexos nervosos, a sensibilidade e a capacidade de agir com precisão dependem do respeito e atenção às determinações dos ponteiros do relógio biológico. Cada um de nós possui um ritmo próprio, preestabelecido em nossos genes: acordar, dormir, comer, trabalhar. A disposição recebe influência da Natureza, do dia e da noite, do frio ou do calor e da posição da Terra em relação ao Sol. A ciência hoje afirma que o sono é o grande restaurador do sistema nervoso e a única maneira de preparar o cérebro para as funções do dia. Irritações, falta de memória, incapacidade para concentração, raciocínio e capacidade de julgar alterados são os déficits de noites perdidas.
Pesquisas realizadas pela Santa Casa de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, mostraram que dois em cada dez acidentes de trabalho são causados pela falta de sono. Pesquisas semelhantes feitas nos Estados Unidos revelam que a falta de sono mata mais que o álcool e as drogas. Por incrível que pareça, 31% dos desastres de carro foram relacionados a noites sem dormir. Os efeitos da perda de sono são muitos e variados. A falta de dormir adequadamente: aumenta a irritabilidade, a angústia e o nervosismo. Provoca comportamento anti-social. Tira a espontaneidade. Causa desorientação e depressão. Produz inabilidade para manter fixos os objetivos na realização de uma tarefa. Diminui a percepção e as habilidades racionais cognitivas. Afeta a capacidade física. Aumenta o tempo de reação. Diminui a habilidade para movimentos delicados das mãos. Dificulta manter boa postura. Aumenta a sensibilidade à dor. Reduz o tono muscular e a força. Descontrola o apetite.
(Recursos Para Uma Vida Natural, págs. 51-53).

sábado, 24 de setembro de 2016

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Desgosto, ansiedade, descontentamento, remorso, culpa, desconfiança, todos tendem a consumir as forças vitais, e a convidar a doença e a morte. … O ânimo, a esperança, a fé, a simpatia e o amor promovem a saúde e prolongam a vida. Por isso, seguem quatro sugestões de como lidar com a ansiedade.

1.Antecipar dificuldades duplica o sofrimento

Vivemos num mundo de sofrimento. Dificuldades e dores nos aguardam em todo o percurso. Algumas pessoa  tornam duplamente pesados os fardos da vida por estarem continuamente antecipando aflições. Se tem de enfrentar adversidade ou decepção, pensam que tudo se encaminha para a ruína, que a sua sorte é a mais dura de todas. Pensar assim traz mais sofrimento e lança sombras sobre todos os que nos rodeiam. A própria vida passa a ser um fardo.
Mas não precisa ser assim. Custará um decidido esforço o mudar a corrente de seus pensamentos. Mas a mudança é possível. Sua felicidade na vida  depende de que fixe a mente em coisas animadoras. Desvie-se do sombrio quadro, que é imaginário, voltando-se para as coisas boas tangíveis e intangíveis.

2. Esqueça o sofrimento do passado

Não é sábio ajuntar todas as penosas recordações da vida passada — injustiças e decepções — e falar tanto sobre elas e lamentá-las tanto, que nos sintamos esmagados pelo desânimo.

3. Cuide com as amizades

Se os que estão ao teu redor pertencem à classe dos que não procuram mudar sua conversa e a corrente de seus pensamentos, se eles concordam com todas as tuas impressões como se fossem uma realidade, quanto menos contato tiver com essa classe,  melhor. Eles não são teus amigos, mas teus piores inimigos.
Os que têm suportado as maiores tristezas são freqüentemente os que levam aos outros os maiores confortos, introduzindo a luz do sol aonde quer que vão. Esses foram enternecidos por suas aflições, não perderam a esperança e confiança  quando assaltados pelas dificuldades, mas se apegaram mais intimamente a Deus.

4. Antídoto contra a ansiedade

A crença em Deus pode ser um remédio para toda ferida. Se você estudar a Bíblia vai encontrar um Deus amoroso. Em cada dificuldade suplique a Ele que mostre um meio de saída para a  sua dificuldade, e então seus olhos se abrirão para ver o remédio e aplicar ao vosso caso as curadoras promessas que foram registradas em Sua Palavra. Você terá fé e esperança. Você enxergará as coisas boas da vida,  as quais agirão como antídoto à tristeza e ansiedade.
Experimente!!


sábado, 14 de maio de 2016

IMAGEM DA INTERNET

Que o mundo está se tornando um lugar tenebroso pra se viver, todos nós sabemos e concordamos. Mas veja bem…
Será que está tudo tão horrível mesmo?
Certo, pode ser que você esteja enfrentando um problema mais complicado que o da grande maioria. Mas veja bem…Será que não há absolutamente nada de bom em meio a isso?
Perceba que com o passar do tempo e com a quantidade de coisas ruins que temos para observar, a vida se transforma em uma grande desgraça. Nos esquecemos por completo que há coisas boas que temos, recebemos, possuímos, sentimos, ou mesmo desejamos.
A gratidão por essas coisas fica lá, lá no fundo, num canto, bem escondidinha. Mas sabe de quem é o prejuízo? NOSSO, claro.
Manter o coração e a mente agradecidos é fator essencial para viver uma vida mais leve e positiva. Quando valorizamos as coisas e/ou momentos bons que temos, conseguimos perceber que nossa vida é muito abençoada. Afinal, o simples fato de acordarmos com vida já é motivo mais que suficiente pra notar o amor de Deus e Seu cuidado.
Você pode pensar que não tem mais nada pra oferecer, que sua vida não faz sentido, e muitas outras coisas ruins. Mas Deus já lhe conhecia ainda no ventre de sua mãe (Jeremias 1:4). Ele planejou você! Todos os dias Ele deseja que você aprenda a viver grato pelo que tem, e seguro com o que há de vir, pois o que provém da mão DELE é, com certeza, a melhor coisa para nossa vida.
Tente agradecer por algo bom hoje…e deixe Deus cuidar do amanhã!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

De fato, a esperança se tornou objeto de estudo da ciência nas últimas décadas, com diversas pesquisas mostrando seus efeitos positivos. A primeira coisa que os pesquisadores afirmam é que a esperança é resultado de decisão e escolha. E, uma coisa é certa, a esperança tem poder sobre a mente e o corpo. O interesse de psiquiatras, psicólogos e médicos na esperança se deve a seu potencial de cura e realização.
O pesquisador norte-americano Charles S. Snyder, autor do livro “A psicologia da esperança” (The Psychology of Hope), lançado em 1994, entende a esperança como uma ideia motivacional que possibilita a uma pessoa acreditar em resultados positivos para suas metas e aspirações. Segundo ele, a pessoa que tem esperança consegue desenvolver estratégias de vida e de sobrevivência de forma mais eficaz e reúne motivação para colocá-las em prática.
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Na área da saúde, as pesquisas têm demonstrado que o sentimento de esperança exerce grande influência em eliminar ou reduzir problemas físicos e psicológicos antes de eles acontecerem. Ou seja, o sistema imunológico e hormonal da pessoa cheia de esperança é mais eficaz. As pesquisas de Snyder comprovaram que a esperança ajuda o indivíduo a reagir positivamente em caso de doenças e lesões. Essas pessoas são mais fortes em tolerar a dor. O psicólogo comprovou que os portadores de esperança têm mais capacidade ou habilidade adaptativa para resolver seus problemas.
A esperança realmente tem poder. A emoção ou o sentimento de esperança, portanto, é capaz de promover não só a saúde mental, mas também física. Alguns psicólogos relacionam a depressão à ausência de esperança, situação em que a pessoa não vê mais solução para si mesma. Mas, para muitos pesquisadores, a esperança é apenas uma questão de “pensamento positivo”; algo que nós mesmos produzimos. Isso ocorre quando se ignora a origem e o mecanismo geral dessa emoção. No entanto, essa visão limitada da esperança tende a ser superada com os estudos de Anthony Scioli, professor de psicologia do Keene State College, em New Hampshire, nos Estados Unidos.
Desde o final dos anos 1990, ele tem estudado a esperança cientificamente e demonstrado sua forte dimensão espiritual e religiosa. Scioli comprovou que a esperança está ligada a virtudes como paciência, gratidão, amor e fé. E estas são virtudes originalmente bíblicas. O pesquisador afirma que a esperança não estabelece vínculo só com o próximo, mas sobretudo com um Ser superior, ou seja, com Deus.Isso mostra que a verdadeira esperança é diferente de otimismo e pensamento positivo. Ela liga a pessoa a um Deus pessoal que é fonte de poder.
A palavra “esperança” existe na maioria dos idiomas, o que sugere que nenhuma cultura consegue viver sem esperança. Na Bíblia, ela é usada mais de 100 vezes, e o que mais chama a atenção é que a esperança bíblica não é fruto de pensamento positivo. Não é algo que as pessoas têm em si mesmas nem uma força especial que alguns recebem ao nascer. A esperança é algo que as pessoas desenvolvem em sua relação com Deus.
Três coisas se destacam na esperança segundo a Bíblia. Primeiro, as pessoas esperam a solução de seus problemas em Deus: As pessoas trabalham e se esforçam, mas contam com o poder de Deus ao enfrentar e superar os desafios e os perigos da vida. Além disso, os personagens bíblicos consideram Deus como sua própria esperança. Deus é a própria esperança no sentido de que Ele é a fonte do poder desejado e esperado.
Um terceiro aspecto importante da esperança é que ela leva as pessoas a ter confiança em relação ao futuro. As promessas de Deus são fonte de esperança e certeza. Portanto, a expectativa daqueles que têm esperança em Deus é tremendamente positiva. Por isso, eles enfrentam os desafios com otimismo e reúnem mais forças em todos os sentidos, conforme comprovam as pesquisas mencionadas. A esperança tem poder.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

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Um homem foi roubar milho no campo de seu vizinho. Ele levou seu filho pequeno para ficar vigiando na entrada do terreno e avisar se alguém estivesse se aproximando do local. Antes de começar a pegar o milho ele olhou ao redor e a seguir olhou novamente, fazendo o sentido contrário para se certificar que que não havia ninguém ali.
Quando se preparava para encher a bolsa de milhos, seu filho gritou: “Pai, faltou olhar para uma direção!” O pai supôs que alguém estivesse chegando e perguntou ao filho de que direção ele estava falando. O menino respondeu: “Você se esqueceu de olhar para cima.” O pai, envergonhado e com a consciência profundamente atingida, pegou o filho pela mão e apressou-se em sair do local sem levar o milho que planejara roubar.
Como nós, cristãos, temos agito em relação a Deus? Temos estado preocupados em relação às pessoas que nos rodeiam, para mostrar uma proximidade Dele que na realidade não existe ou temos olhado para cima, cientes de que a tudo Ele vê. Temos estado receosos que os homens percebam o quanto somos infiéis ou temos sido verdadeiros, crendo na palavra do Senhor que nos ensina que o Seu temor é o princípio da sabedoria?
Quando aprendemos a olhar para cima, mesmo que o caminho seja esburacado, não cairemos, mesmo que tenha pedras pequenas e grandes, não tropeçaremos, mesmo que seja ladeada por precipícios, estaremos seguros e protegidos.
Aqueles que temem ao Senhor e olham para cima antes de tomar decisões, não correm o perigo de dar um passo em falso e verem seus propósitos frustrados. Aquele que anda de cabeça baixa, confiando em si próprio, pode, arrependido, perceber que andou muito e não chegou a lugar algum.
Você quer ser uma pessoa abençoada e vitoriosa? Olhe sempre para cima.
“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Salmos 111:10)

segunda-feira, 2 de maio de 2016


A você mamãe, desejamos que as bençãos dos céus continuem sobre a sua vida, dando-lhe a sabedoria e força necessárias para continuar nessa longa jornada que o SENHOR tem preparado para você... 
Uma tarefa de grande valor e responsabilidade que só você sabe fazer (e fazer bem feito), ser Mãe é ser um instrumento de Deus na terra...

Quando se assentar o juízo, e os livros forem abertos; quando o “muito bem” (Mateus 25:21) do grande Juiz for pronunciado, e a coroa de glória imortal colocada na fronte do vencedor, muitos erguerão essas coroas à vista do Universo reunido e, indicando sua mãe, dirão: “Ela me fez tudo quanto sou mediante a graça de Deus. Seus ensinos, suas orações, foram abençoados quanto à minha salvação eterna.”
– Mensagem aos Jovens, 330

terça-feira, 8 de março de 2016

Será que as mulheres são mais felizes no mundo moderno?

Será que as mulheres são mais felizes no mundo moderno?
Não adianta. Tenho mesmo uma personalidade reflexiva e sempre aproveito essas datas comemorativas para analisar certas questões. No dia 8 de março comemoramos mundialmente o Dia da Mulher e resolvi analisar o tema. Para isso, vou pegar uma família brasileira de classe média e observar as mudanças que ocorreram ao longo dos anos.
Muito bem, a mulher que nasceu no início do século XX não tinha direito a voto e interferia de forma indireta nas decisões de seus maridos, irmãos, filhos e outros parentes ou amigos do sexo masculino. Suas funções eram ter filhos, criar e educar. Era pacata e gastava seu tempo com os afazeres domésticos. Nas horas livres fazia tricô e crochê. Não estudava, não entrava em mercados ou ambientes do gênero, afinal, mulheres de família não frequentavam esses lugares. Sua maior alegria era estar cercada pelos seis filhos da família.
Uma de suas filhas, nascida perto da década de 30 tinha um espírito mais aventureiro. Já havia meninas estudando e ela decidiu que também queria estudar. Casou cedo e logo teve filhos, como era o hábito, mas percebeu que não gostava de ficar só em casa, cuidando de afazeres domésticos e, portanto, mergulhou um pouco mais profundamente no preparo acadêmico. Lógico que essa atitude não foi vista com bons olhos pela família. Mas outras estavam fazendo o mesmo e ela seguiu em frente. Foi uma das primeiras professoras de sua cidade.
Já estamos na terceira geração e, entre a década de 40 e 50, nasceu mais uma menina na família, que agora já tem a prole reduzida para 4 crianças. Essa já é mais estimulada aos estudos, mas ainda com foco na casa. Entre aulas de matemática e português, também frequenta aulas de prendas domésticas, costura e culinária. Casa, tem dois filhos e começa a administrar uma rotina de trabalho e família.
Nascida entre as décadas de 60 e 70, a quarta geração da família já vive os reflexos do feminismo que explodiu na Europa e nos Estados Unidos e, que, mesmo que com menor força, também chegou forte ao Brasil. A realidade é outra, a família já não se preocupa nem um pouco em ensinar as artes domésticas para a doce menina. O foco agora são os estudos e os cursos extras bastante necessários, como inglês e datilografia.
A quinta geração nasce um pouco mais tarde, afinal a mãe está se dedicando ao trabalho e aos seus cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado. Além disso, administra três jornadas de trabalho. É uma geração que nasce perto da virada para o século XXI, mergulhada em um mundo consumista que valoriza o “ter” e não o “ser’. A menina, ainda novinha, já tem seu computador, seu ipad e seu celular de última geração. Foca nos estudos e nos intercâmbios, estuda e faz vários cursos de especialização. Tarefas domésticas? O que é isso? Casar? Hum… talvez, mas um pouco mais tarde. Enfim… casa. Filhos? Hum… talvez, mas um pouco mais tarde. Enfim, lá pelos 35, 37, nasce o filho, único, porque hoje em dia está difícil.
Vamos parar nosso relato por aqui e vamos dar um rápido passeio pela Bíblia. Gosto demais do texto bíblico de Provérbios 31:10-31. Acredito que ele seja uma descrição do desejo de Deus para nós, mulheres. O texto é longo e não dá para transcrever aqui, cito apenas alguns pedaços e convido você a ler: “Se você encontrar uma esposa fiel e dedicada, achará um tesouro mais valioso que ouro e pedras preciosas… Ela sempre procura ajudar o marido… Ela compra os tecidos e faz as roupas da família. Sem se cansar, ela anda à procura da melhor comida para sua família, procurando sempre o preço mais barato. Antes de o sol raiar ela já está de pé, preparando a primeira refeição da família… Com a agulha e a linha ela faz roupas e dá aos pobres e necessitados… Suas grandes virtudes são a energia e a honra. Ela não se preocupa com a velhice. Quando ensina seus filhos ela mostra sabedoria, ensina e corrige com amor… A mulher que fizer isso deve ser elogiada diante de todos; deve receber cumprimentos e homenagens de toda a sociedade”.
Quando a gente vê o que aconteceu ao longo da história e lê um texto como esse, com certeza ficamos confusas. Afinal, especialmente nós e nossas filhas já fomos criadas, moldadas nesse contexto mais moderno e temos dificuldade de nos adaptar ao conselho bíblico. Mas, para não esticar muito o artigo, deixo a você a seguinte reflexão: será que somos mais felizes hoje? Será que nossas filhas, que levarão avante essas mudanças serão mais felizes? O que é o ideal: a forma humana de moldar a vida, ou o conselho de Deus? Pense e, se quiser, deixe seu comentário.

POR: Márcia Ebinger

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

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IMAGEM DA INTERNET
Você sabe dizer “não”? Ou você é do tipo que tem dificuldade em negar pedidos ou favores?
Tenho recebido em meu consultório muitas pessoas que possuem dificuldade em dizer “não” em situações sociais, como quando alguém lhe pede um favor, ou lhe oferece algo para comer. Mas, de onde vem essa dificuldade?
A dificuldade de dizer “não” está diretamente relacionada com nossas crenças, e a avaliação que fazemos de nós mesmos e do outro. Se a forma como eu me vejo me transmite insegurança, e me faz sentir necessidade de ser aceito por todas as pessoas, terei mais dificuldade em dizer não, pois em minha mente, se eu negar algo a alguém a pessoa pode se afastar de mim ou se chatear comigo. Se eu fui ensinada na infância que é feio dizer “não” quando alguém pede um favor, também terei dificuldade com isso, e se por acaso vier a negar o favor, poderei me sentir culpada por estar agindo mal.
Dizer “não” é, em muitos momentos, necessário. E se não sabemos fazer isso, um dos prejuízos que podemos ter é sofrer com o stress. Isso porque quando dizemos “sim” para tudo e todos, acumulamos mais responsabilidades e atividades do que somos humanamente capazes de realizar. Um dos aspectos essenciais de uma vida saudável é ter temperança. Temperança significa dizer “não” para aquilo que é ruim e ser equilibrado naquilo que é bom.
Trabalhar é bom, mas trabalhar 12 horas por dia, 7 dias na semana não é saudável. E às vezes você terá que dizer “não” para seu chefe ou colegas de trabalho, recusando-se a fazer tantas horas extras. Ir à casa da avó fazer uma visita é muito bom, mas se você está trabalhando para emagrecer, você terá que aprender a dizer “não”, quando a avó oferecer aqueles quitutes gostosos que ela faz com muito carinho para você. Você pode até dizer: “Ah, mas meu chefe vai ficar zangado e posso até perder o emprego!” ou então “Minha avó vai ficar ofendida e eu não quero deixá-la triste!”. Essas são formas de pensar muito comuns que fazem com que as pessoas continuem dizendo “sim” quando deveriam dizer “não”.
Na verdade, negar algo não significa ofender ou chatear pessoas, mas cuidar de si mesmo e respeitar seus próprios limites. Você pode encontrar outra forma de colaborar com sua equipe. Pode encontrar também outra forma de lidar com os quitutes feitos pela avó. Mas, o primeiro passo é convencer a si mesmo de que você não precisa dizer “sim” sempre, e que buscar o equilíbrio naquilo que é bom (porque aquilo que é prejudicial nós nem devemos fazer) é necessário para ser alguém saudável e feliz.

Karyne M. Lira Correia – Psicóloga e Mestre em Psicologia, atua na área clínica, é palestrante e consultora na área de treinamentos. – www.karynemlira.com

domingo, 28 de fevereiro de 2016

depressao-fe-vida-e-saudeComo o cristão pode enfrentar os transtornos mentais sem culpas nem julgamentos
Não é novidade para ninguém que em algum momento de nossas vidas teremos de enfrentar conflitos. Medos, perdas, tristezas, frustrações, angústias, que infelizmente fazem parte da rotina humana após a entrada do pecado na humanidade. Não que isso seja propriamente uma alteração patológica, uma doença.
O transtorno depressivo maior é uma das principais causas de incapacidade para o trabalho, comprometimento na vida social, acadêmica e, com certeza, familiar. Com alta morbidade e mortalidade.
O humor deprimido e a perda de prazer são os sintomas principais da depressão. Associados a eles estão a diminuição do interesse e motivação, baixa autoestima, choro fácil, culpa, irritabilidade, ansiedade, insônia ou sono em excesso, aumento ou perda do apetite. Alguns pacientes dizem que não conseguem nem se “levantar da cama”. Além disso, vem uma fadiga inexplicável, sentimentos de vergonha ou autodepreciação, negativismo, isolamento, ideias de morte, e, por fim, a tentativa de suicídio.
Você pode estar se perguntando o porquê de todos esses sintomas. Encontramos diversas causas que atualmente vem sendo estudadas, como fatores biológicos, genéticos e neuroquímicos. Outros atuam como fatores desencadeantes como a perda de pessoas queridas, moradia, trabalho, separação precoce da mãe, assim como negligência e maus tratos durante os primeiros anos de vida, sendo relacionados a uma maior vulnerabilidade a doenças mentais como depressão e esquizofrenia ao longo da infância e vida adulta.
Cada vez mais tenho me deparado com pacientes nesta situação. Percebo um sofrimento imenso devido a maioria destes serem cristãos. Isso porque eles concluem que seu problema acontece talvez por falta de fé, e têm sentimentos de que Deus não se importa com eles, e de que não são agradecidos pelas bênçãos do Senhor. Tudo isso atua como um rolo compressor e essas pessoas acabam se sentindo excluídas, desafortunadas e se afastam do convívio de seus queridos, da igreja e do trabalho, chegando até o desfecho mais temido… o suicídio.
O que dizer de uma família aparentemente perfeita? Imagine a cena: pais que se amam e se respeitam, com estabilidade financeira, filhos obedientes, guardadores da lei de Deus, membros ativos na igreja. No entanto, mesmo assim a mãe dessa família sofre com uma tristeza profunda, desanimada, incapaz de manter a alegria e equilíbrio na vida. É neste momento que os julgamentos se iniciam, possivelmente dentro da família, amigos e inclusive na igreja. Esta pessoa passa a ser vista como preguiçosa, mal agradecida, sem fé, mãe negligente e, como já ouvi muitas vezes “ela tem de tudo, mas não desfruta de nada”…
Se essa é a sua situação, tenha a certeza de que Deus não te condena por sentir tudo isto e está disposto a prover tratamento adequado para suas angústias, aliviar suas tensões e te conceder uma vida produtiva. Ele conhece, entende profundamente este transtorno e, o melhor, está disposto a te ajudar.
Primeiramente, não tenha medo nem preconceito de buscar ajuda profissional. Alguns consideram isso uma demonstração de fraqueza ou falta de fé, afinal, muito desequilibrio e fanatismo permeiam esta questão. O que precisamos entender é que muitos pacientes necessitarão de acompanhamento profissional e, principalmente, medicamentoso nesse caso. Buscando sempre nosso ideal, princípios imutáveis de uma vida saudável, alimentação adequada, exercicio fisico e uma vida religiosa pura e positiva.
Como eu gosto de dizer, descanse nos braços do Senhor, busque tratamento imediato com um profissional de saúde mental e inicie uma nova caminhada com esperança.
Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”… Mateus 11:28

POR: Dalton Duarte de Lima Júnior - Psiquiatra, Médico Assistente de Dependência Química da Casa de Saúde Nossa Senhora do Caminho, Médico do Núcleo Infantil da Universidade de Santo Amaro.
FONTE: vidaesaude.tv

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

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Diretor regional da ADRA Brasil na Bahia, Luís Fernando.
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O governador do Estado, Rui Costa,
 elogiou a mobilização dos adventistas na Bahia
O diretor regional da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA)Brasil para o Estado da Bahia, Luiz Fernando, e o líder do Ministério Jovem da Igreja Adventista para Bahia e Sergipe, pastor Alceu Filho, participaram do encontro. Em discurso, Luís Fernando salientou a importância dessa unidade em torno de um problema social que afeta a vida de milhares de famílias, e apontou o trabalho que já vem sendo feito pelos adventistas no Estado. “A Igreja Adventista do Sétimo Dia, com seus 2,4 mil templos e 180 mil membros, está usando as redes sociais, todos os eventos, para divulgar o combate ao mosquito. Essa convocação do governador Rui Costa é muito boa porque já tínhamos a iniciativa própria e, com a parceria com o Governo, teremos mais material e ferramentas para levar aos nossos membros, que vão levar a campanha para as comunidades”, afirmou.
Em sua página pessoal em uma rede social, o governador da Bahia elogiou a iniciativa dos adventistas no combate ao Aedes Aegypti. “São 180 mil membros sendo chamados ao bom combate”, escreveu. Durante o evento, foi apresentada uma das iniciativas em andamento, que é a biofábrica Moscamed, em Juazeiro, capaz de produzir mosquitos modificados geneticamente e que, ao se reproduzirem, formam gerações estéreis. “Nós já estamos fazendo testes com mosquitos em Jacobina e Juazeiro, com resultados positivos. Nos lugares onde eles foram soltos, a população de mosquito reduziu em até 80%. Agora estamos procurando apoio do governo federal para produzir este mosquito em larga escala e distribuí-lo pelos lugares onde há os principais focos”, declarou Rui Costa. 
[Equipe ASN, Heron Santana] FONTE: noticias.adventistas.org

Passamos a vida sendo ensinados que devemos criar e manter essa amizade, mas temos uma tendência muito forte a esquecer das coisas.
O conceito forte de amizade, é de alguém a quem consideramos tanto, que desejamos estar perto sempre que possível. Amamos gastar horas em conversas, e até mesmo em silêncio; basta saber que estamos juntos.
E..nossa! Como é péssimo quando estamos distantes. Como fazem falta e nos deixam aquele buraco, aquela sensação ruim da ausência.
Será que somos realmente amigos de Deus? Será que nosso desejo é tão forte que não podemos passar um dia sem abrir a palavra, para ouvir Deus falar conosco? Será que gastamos tempo contado pra Ele os acontecimentos do dia, os anseios, os desejos?
Eu quero construir uma amizade sincera, profunda e duradoura com Àquele que mais se preocupa comigo, e você?
Hoje pode e deve ser o dia de começar. 
Não perca tempo. ELE É O MELHOR AMIGO QUE EXISTE!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015



Precisamos falar sobre a mansidão. Talvez nenhum outro assunto seja tão relevante hoje em dia. A impressão que tenho é que o ódio prevaleceu. É irônico perceber isso agora, quando nunca tivemos tanta oportunidade de aproximação entre as pessoas em qualquer época anterior. A web surgiu como uma chance de confraternização de fato. Barreiras seriam quebradas, preconceitos seriam superados, o respeito e a tolerância ditariam uma nova era. O discurso era incrível. Mas a realidade provou que era apenas uma utopia, uma miragem no deserto de ódio e ressentimento que nos envolveu a todos. E no qual corremos o perigo de achar que esse estado de indelicadeza é normal.
Sinto um certo espanto quando vejo o perfil de amigos antigos em uma ou outra rede social. O trato doce e educado de alguns, que tanto admirava, cedeu espaço ao cinismo. A defesa de ideais, que antes era marcada pela paixão, hoje se manifesta nas redes sociais com a arrogância de quem se imagina ter uma espécie de opinião suprema. Se antes a defesa da fé ocorria na esteira da cordialidade, hoje prevalece um evangelismo autoritário, repressivo, teclado em computadores ou smartphones tendo como combustível uma ironia depreciativa.
A mesma plataforma que definiu a liberdade plena para expressar a minha opinião é a que uso para reprimir uma opinião contrária à minha. Os limites não ficam claros entre a liberdade de expressão e a liberdade de repressão. Em meio a isso, todos parecem ter uma opinião sobre tudo. Todos falam. Pouquíssimos escutam. E os que falam usam as palavras não como argumentos, mas como instrumentos de violência gratuita. “Vivemos um tempo de grande brutalidade, em todos os sentidos, para tudo e para todos”, disse recentemente o ator Lázaro Ramos, comentando ataques racistas nas redes sociais contra sua esposa, Taís Araújo.
Lembro de Walden, livro do escritor Henry David Thoureau. Walden é ensaio biográfico e relato de uma experiência social. Transtornado pela corrosão das relações na sociedade norte-americana, sob imensa influência da industrialização e crescente urbanização, Thoureau, então com 28 anos, decide viver no bosque. Isolado do mundo. Redescobrindo a vida e o sentido de humanidade. “Temos de aprender a redespertar e nos manter despertos, por uma infinita expectativa da aurora”, afirmou. Eu também busco uma aurora. E é no desejo por ela que muitas vezes também prefiro o silêncio.
Acredito que não é preciso uma experiência tão radical para superar esse estado de intolerância. Mas para que a superação aconteça, é preciso viver a mansidão, como fruto do Espírito. O apóstolo Paulo definiu a mansidão como uma vocação cristã, que precisa ser exercida com humildade, delicadeza e compreensão mútua (Efésios 4:2). Como chegar a este modelo de conduta em um mundo dominado pela provocação? A escritora e educadora Ellen White escreveu algo formidável a esse respeito: “O espírito que se conserva manso em face da provocação, dirá mais em favor da verdade, do que o fará qualquer argumento, por mais vigoroso que seja”. – O Desejado de Todas as Nações, pág. 353.
IMAGEM DA INTERNET
Como praticar a mansidão em plena era digital? Como dito acima, a mansidão é fruto do Espírito, e como tal precisa ser cultivado. Eu tento seguir três atitudes. Mentiria se dissesse que é uma composição fácil. É algo difícil e que precisa ser praticado, até mesmo incluído em momentos de meditação e devoção. Mas quero compartilhar com você, e espero sinceramente, se você também busca viver a mansidão, que o ajude. São eles:
1. Você não precisa ter opinião sobre tudo, muito menos expressá-la na velocidade preconizada pelas redes.As possibilidades da comunicação digital permitiram que todos nós, repentinamente, tivéssemos opinião formada sobre qualquer coisa. De um momento para outro, viramos todos especialistas. Política, religião, comportamento, ciência, economia, geopolítica, teologia, sexualidade, medicina, direito, criminalidade, justiça, punição, vida, morte. Qualquer que seja o assunto, todos têm uma opinião a respeito. E essa opinião é resultado não de profunda análise, muito menos do estudo, mas do desejo de pertencer, de ser aceito, ou de superar inseguranças com um posicionamento. E também porque a informação é fácil e abundante. E essa é também uma ironia: o excesso de informação leva ao excesso de opinião, e esse é o caminho largo para a desorientação. Não se sentir obrigado a participar de uma conversa pode ajudá-lo a colaborar de forma mais íntegra com esta mesma conversa. Você pode explorar o silêncio para ouvir mais. E pode expor sua opinião com calma, sem o apelo do comentário em “tempo real”.
2 – Você não precisa ter sempre razão.A base da intolerância é a necessidade de ter razão sempre, de não dar o braço a torcer. Este é um sintoma bem específico desses tempos digitais. As discussões não se cruzam, porque estão em linhas paralelas. Mais do que ajudar o outro, o interesse é superar um embate. Mágoas, remorsos e até mesmo ódio se multiplicam quando o que está em jogo é apenas defender o seu ponto de vista, por melhor que ele seja.
O pastor Donald Miller, autor de Como os pinguins me ajudaram a entender Deus, tomou uma decisão a esse respeito que considero inspirada. Falando acerca de discussões sobre crença, ele escreveu:
“Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe – e a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso.”
3 – Desenvolva uma comunicação compassiva.Marshall Rosenberg, doutor em psicologia clínica da Universidade de Wisconsin e estudioso da comunicação não-violenta, afirma que grande parte dos desentendimentos entre as pessoas pode ser amenizada ou mesmo evitada com o emprego da “linguagem da compaixão”. Segundo ele, esse é um processo de comunicação que promove o respeito, a atenção, a empatia e gera o mútuo desejo de entrega a uma vida em favor do outro.
Um grande desafio que temos hoje em dia é negligenciar uma cultura que celebra resultados individuais acima da saúde das relações coletivas. A cultura digital é alimentada pela cultura do indivíduo, aquele que consegue mais cliques, mais flashes, mais compartilhamentos, mais capacidade viral. Penso que esse egocentrismo é o alimento para um estado de distorção muito comum hoje em dia, que é a incapacidade de auto-crítica. Uma cultura que apenas aplaude nos deixa tão despreparados para observar nossos erros que censuramos qualquer avaliação de nossas opiniões que não seja a aceitação. A agressão resultante é apenas uma consequência.
Um espírito manso é capaz de progredir em pessoas capazes de negar sua própria importância. Lembro de Paulo, mais uma vez: “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus” (Atos 20:24).

POR: Heron Santana

sábado, 10 de outubro de 2015

A minha vida presta para alguma coisa? Já tive que responder esta pergunta para muita gente que se sentia fracassada, e que não via significado em sua vida. É interessante como existem momentos na vida em que não queremos mais continuar, queremos desistir e deixar que o desespero siga seu curso destruidor!
Talvez você seja apenas um garotinho (a) e espero que nunca tenha passado momentos tão tristes assim. Mas muitos adultos se sentem fragilizados, sem esperança e quando a gente olha dentro dos olhos deles vemos uma ponta de tristeza que insiste em ficar ali, mesmo nos momentos de alegria.
Parece que os sonhos se vão, algumas esperanças acabam e até aspirações são deixadas de lado. Nestes momentos tristes de seu pai ou mãe, do seu tio ou avó percebemos que os filhos são muito importantes. Parece que como filhos queremos receber tudo. Carinho, educação, presentes, casa, comida, etc. Mas aqui está uma grande oportunidade de você retribuir. Você pode ser a luz que seu pai precisa. Imagine que um abraço seu, uma palavra de incentivo, um elogio pode fazer toda a diferença na vida complexa e cheia de pressões que os adultos têm.
Hoje, exatamente hoje você pode ser usado por Deus para ajudar alguém. A depressão é o mal do século e você pode ser o agente do Senhor para trazer esperança a muita gente. E o melhor de tudo é que coisas assim trazem significado para vida da gente!
Quando era pastor de uma igreja no meio de um bairro muito pobre uma jovem me procurou chorando, perguntando entre suas incontáveis lágrimas se a vida dela prestava. O curioso é que esta garota era líder dos jovens e me ajudava muito mesmo. Ali pude mostrar para ela tudo que ela não conseguia perceber sobre si mesma. Depois de quase uma hora de conversa pude ver o sorriso dela brilhar novamente. 
Veja que ela percebeu o valor dela e eu percebi o meu. A vida é assim, nós somos alguém quando fazemos qualquer um se sentir alguém. Agora é sua vez: eleja alguém que anda meio triste e cabisbaixo e procure dar mais sentido a vida dela. Você verá que assim sua vida também ganhará mais sentido.
Então, boa ação hoje!

sábado, 26 de setembro de 2015

Imagem da internet
Recebi há algum tempo uma pergunta e aproveito para usar em meu artigo a resposta dada a essa pessoa sobre o tema do abuso sexual.
A pergunta foi a seguinte:
Fui abusado sexualmente e estuprado mais de uma vez por dois familiares meus. Sinto até hoje enorme culpa e profundo ódio, e não sei como Deus vê isso. Quando contei isso aos meus familiares, zombaram de mim e disseram que eu era gay. Tenho pensamentos obsessivos em relação ao sexo, e isso me machuca muito […] Por favor, me ajude – Anônimo.
Fiquei com muita pena de você ao ler um relato tão triste sobre sua vida. Nestas horas, sinto muito não haver neste País corrupto a pena de morte, segundo a Bíblia o permite (executada apenas por autoridades constituídas – Romanos 13:1-4), para as “pessoas” [i] assassinas que abusaram sexualmente de você e lhe estupraram:
“Se, contudo, um homem encontrar no campo uma jovem prometida em casamento e a forçar [incluindo, obviamente, uma criança, adolescente ou outro homem], somente o homem morrerá. Não façam nada à moça, pois ela não cometeu pecado algum que mereça a morte. Este caso é semelhante ao daquele que ataca e mata o seu próximo” (Deuteronômio 22:25, 26).
Se eu fiquei com raiva, muito mais você tem razões para ter revolta, ira, dor, e desejo de vingança. Deus lhe entende.
Uma das coisas importantes que mencionou em seu e-mail foi que se sentia “culpado” pelo abuso. Digo que essa afirmação é significativa porque me possibilitará lhe ajudar a compreender algo da dinâmica do abuso sexual.
O amigo sentia essa culpa porque a mente infantil não consegue separar as coisas. A criança, quando maltratada pelo pai, mãe, ou abusada por pessoas mais velhas, “sente” que tudo ocorreu por culpa dela. Além disso, as sugestões do abusador e a falta de ajuda por parte dos pais contribuem para aumentar esse sentimento e geram dor, amargura, ansiedade, frustração e baixa autoestima.
Porém, você nunca foi o culpado pelo que aconteceu. O irmão foi uma vítima do pecado como o que afeta muitas outras crianças. Os maiores culpados na história foram seus pais e irmãos que, infelizmente, além de não lhe protegerem (refiro-me aqui mais especificamente aos seus pais), se deixaram usar pelo diabo para destruir sua autoestima, ao invés de reconstruí-la.
Afinal, como um pai e uma mãe maduros irão ridicularizar o filho (e na frente os irmãos!) por este ter sido abusado por um primo maior?! Não é de admirar que não tenha se sentido à vontade para falar a eles do estupro que veio a sofrer depois, aos 13 anos de idade.
Vamos falar sobre seus pensamentos.
O Senhor sabe que você não tem culpa alguma pelos tipos de pensamentos que vêm à sua mente. Por isso, não se martirize. O Criador não olha para o amigo do mesmo modo que vê outra pessoa que nunca foi violentada. Jamais perderá sua salvação, pois o sangue de Cristo é infinitamente mais poderoso do que aquilo que lhe incomoda em sua mente!
Vou lhe dar algumas dicas.
1) Aceite sua limitação. Parece contraditório, mas, quanto mais aceitarmos nossas limitações, mais libertos seremos delas. O amigo não pode mudar seu padrão mental de uma hora para outra e talvez não o consiga fazê-lo totalmente.
Portanto, é possível que fique com algumas sequelas. Porém, com o passar do tempo em que o irmão for submetido à psicoterapia, a intensidade dos pensamentos diminuirá.
Sempre que os pensamentos lhe assaltarem, lembre-se de que o Senhor lhe entende, perdoa e sabe que foram os abusos (sexual e verbal), a insegurança e o sentimento de abondo que criaram esses caminhos neurais“fora de rota” em sua mente. Apegue-se à graça dEle todos os dias, pois o Criador promete lhe sustentar!“Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim” (2Co 12:9).
2) Viva sua vida com Cristo, como tem feito e, quando vierem as lembranças ruins, diga a você mesmo:Fulano, estou com você. Ninguém mais irá abusar de nós. Cuidarei de ti, menino. Deus nos compreende e sabe que não temos culpa alguma”. Esse diálogo com o eu é fundamental para sua mente registrar que você se ama e se perdoa, e que o “Eu adulto” está apoiando e cuidando do “Eu infantil”, que está ferido e precisa de amor, carinho e cuidados. Tenha certeza de que essa atividade diária contribuirá muito para seu processo cura!
3) Escreva em um papel toda a raiva que sente dessas pessoas assassinas. Inclusive, a mágoa que tem dos pais e irmãos que, na época, foram extremamente ignorantes e insensíveis em lidar com você. Em seguida, queime esse papel. Esse desabafo será uma válvula de escape para que a pressão de sua mente diminua.
4) Faça a terapia do perdão com seus pais e irmãos. Diga a você mesmo, ou escreva: “eu perdoo vocês por não terem me ajudado e me ridicularizado quando contei que fui abusado”. O registro desse perdão na mente será terapêutico. Todavia, não se cobre. Dê tempo a si mesmo.
5) Tenha uma vida sexual satisfatória com a esposa. Cuidar da sexualidade é muito importante, pois, satisfeito física e psicologicamente, menos sua mente irá para outros caminhos.
6) Pratique atividade física. Ela é vital para que nossa mente vá adquirindo mais força para dominar os pensamentos: “O proporcionado esforço das faculdades mentais e físicas evitará (no seu caso, diminuirá) a tendência aos pensamentos e atos impuros […] O exercício […] é maravilhosa salvaguarda contra a sobrecarga do cérebro” (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1 [Tatuí, SP. Casa Publicadora Brasileira, 2001], p. 120).
É impossível que pessoas, especialmente que tenham sido abusadas, vivam felizes e se recuperem do trauma sem atividade física regular.
7) Evite alimentos estimulantes como café, chá-mate, refrigerantes e carnes vermelhas (quanto menos carne comer, melhor). A temperança no comer (tirando da dieta o prejudicial e comendo com moderação aquilo que é saudável) também facilita o trabalho de dominar as paixões sexuais. Coma verduras e use diariamente frutas, legumes e castanhas. Além disso, beba bastante água.
8) Invista o que for preciso para fazer terapia. Não há como curar traumas tão profundos sem ajuda profissional. Com certeza, esse será um dos melhores investimentos de sua vida depois de sua comunhão com Deus, de seu casamento e da atividade física.
9) Quanto tiver quedas em relação à pornografia, peça perdão a Deus e creia que Jesus lhe purifica imediatamente (1 João 2:1, 2). Ele sabe que sua luta é mais dura que a de outros e será paciente com o irmão nesse processo de cura, restauração e santificação. Viva pela fé (Romanos 1:17) e contemple a Jesus, não a você mesmo (ver Hebreus 12:2). Olhe somente para a cruz e nunca perderá a esperança (1 Coríntios 2:2).
Estarei em oração por sua vida e por sua mente. Deixo-lhe um texto para reflexão:
“Jesus, nosso Advogado, está familiarizado com todas as circunstâncias que nos envolvem, e trata conosco de acordo com a luz que temos e as situações em que fomos colocados [há os que foram abusados ou tiveram uma criação difícil] Alguns possuem melhor constituição [genética, física e psíquica] que outros. Enquanto uns estão continuamente atormentados, aflitos e em dificuldades por causa de seus desditosos traços de caráter, tendo de guerrear contra inimigos internos e a corrupção de sua natureza, outros não têm nem a metade dessa batalha” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, vol. 2 [Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005], p. 74).

POR: Leandro Quadros

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Li certa vez de um pastor que apresentou o desafio de um novo hábito para sua igreja: ficar 21 dias sem se queixar. Foram distribuídas pulseiras especiais aos participantes, e lembretes a fim de que pudessem permanecer sem reclamações’’. O movimento cresceu e milhares de pulseiras foram distribuídas em todo o mundo. Durante 21 dias milhares de pessoas descobriram um novo modo de viver! A experiência mostrou que pessoas rancorosas, mal resolvidas se tornaram pessoas mais agradáveis, mais queridas e seus relacionamentos melhoraram!
Deus leva isso tão a sério que, por causa das queixas dos israelitas no deserto, milhares deles não entraram na Terra Prometida (Números 14). Você é daqueles (as) que reclama de tudo? Reclama porque está chovendo, reclama porque está calor, reclama por causa da prova? Deus não gosta de queixas porque Ele sabe que isso faz mal para o nosso corpo, nos deixa com espírito triste. Umas das maneiras de vencer aqueles momentos que queremos reclamar é orar, cantar um hino que gostamos, fazer algum exercício mesmo dentro de casa, dar uma caminhada , respirar fundo, ler um bom livro e encarar com coragem o problema para resolver aquilo que nos está entristecendo.
Se formos reclamadores as pessoas ao nosso lado nunca poderão sentir-se felizes em nossa companhia. Deus, o criador do sol, da lua, das estrelas, das cachoeiras, dos anjos, do azul do céu, e da alegria, fez tudo isso para alegrar nosso coração. Quem gosta de nos ver tristes e queixosos é Satanás. Este sim, gosta de que nos sintamos derrotados e infelizes. Todas as vezes que reclamamos, estamos dando mais importância a Satanás que só pratica o mal, do que a Deus, que é todo o bem. A queixa só leva ao desanimo e ao fracasso. Ficar feliz, apesar das circunstancias da vida, é um privilégio de quem tem Deus no coração!
Portanto, encare os desafios de frente! Vença-os sem reclamar! Que tal levar essa idéia para sua escola e começar hoje mesmo a campanha dos 21 dias sem reclamar? Fale com seus professores, façam pulseiras, cartazes e dêem muitas risadas de alegria. Tenho certeza que quando terminarem os 21 dias muita gente perceberá que vale mais a pena viver sem reclamar! Isto sim,será uma experiência fantástica e Jesus ficará sem dúvida muito feliz!


Pr. Ivan Saraiva
FONTE:novotempo.com/estaescrito

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

19-paisagem-b
“Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações” (Atos 2:42).
Quando Pedro pregou o evangelho às multidões, elas queriam saber o que deveriam fazer. Depois de se arrepender e ser batizadas, aquelas pessoas se dedicaram à aprendizagem, à confraternização, à comunhão e à oração. O que importava para os novos cristãos é igualmente importante para os de hoje. Os quatro temas mencionados constituem fatores essenciais para o amadurecimento dos cristãos e a constante proximidade de Deus. Estudar a Bíblia, passar tempo com outros cristãos e participar da comunhão são ações frequentes na igreja, mas podem ocorrer em qualquer lugar. Precisamos separar tempo para a oração, que muitas vezes fica relegada a segundo plano.

Como então podemos nos dedicar à oração como aqueles primeiros cristãos? Eles certamente não desistiram do emprego nem das responsabilidades familiares para orar em tempo integral.

Continuaram com sua vida em Cristo, mas ela ganhou novo foco – dedicaram-se à comunicação com Deus! Sabiam que Deus escutava quando oravam pelas próprias necessidades ou de outros.

Desde que nos levantamos pela manhã até que nos deitamos à noite, temos sempre uma linha direta e aberta com Deus. A qualquer hora que desejarmos poderemos conversar com Deus, e Ele nos ouvirá e responderá.

Onde quer que estejamos, em qualquer momento do dia ou da noite, quaisquer que sejam as necessidades que Deus nos coloque na mente, podemos orar cientes de que Ele ouvirá e responderá. Isso é dedicar-se à oração. É assim que tornamos prioridade o diálogo com Deus.

Ore comigo agora:
Querido Deus, ajuda-me a ser diligente no estudo da Tua Palavra. Capacita-me a manter uma linha direta contigo, orando de maneira constante e dedicada. Em nome de Jesus, amém!


-> Texto: Stormie Omartian
-> Fonte: novotempo.com/amiltonmenezes
TEMPO DE REFLETIR 596 – 19 de agosto de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

a-joia-de-maior-valor
Cuidado com tudo que tem como objetivo atrair atenção para o “eu” e não para Cristo.
Já fui apresentada a várias pessoas, e em muitas ocasiões ouvi isso:
— Essa é nossa palestrante Emanuelle Sales. Você já a conhecia?
— Não. Mas conheço seu seus textos!
Acredite, com você acontece exatamente o mesmo. Talvez não pelo que você escreve, mas com certeza por algo que faz ou que aparenta ser. A gente fala tanto de não julgar as pessoas pelas aparências, mas vale lembrar que ela descreve ao mundo o que se passa dentro de nós. É óbvio que quem não nos conhece intimamente vai tirar conclusões ao nosso respeito pelo que vê. Pode ser que nossa imagem passe uma impressão equivocada, por isso cabe a nós ficar atentos a cada detalhe desse “cartão de visita”, para assim evitar julgamentos ruins, que contradigam nossa fé e nossos princípios. Esses dias recebi uma mensagem triste, porém muito realista:
“Sou cristã, membro da igreja Batista, porém tenho acompanhado alguns programas na TV Novo Tempo e também lido alguns textos a respeito da Igreja Adventista. Não uso joias porque não gosto e também porque elas não iriam me deixar mais bonita. Às vezes, fico indignada com a questão do não uso de joias pelas mulheres adventistas, porque algumas dessas mesmas mulheres têm um comportamento tão carnal que supera ao uso de joias. Por exemplo: na minha cidade, é comum vermos as irmãs se trajando de maneira tão inconveniente, usando roupas coladas e curtas, blusinhas sem manga, seios e costas à mostra, etc… O mesmo Deus que reprova o uso de joias é o mesmo que reprova a imoralidade e a indecência. Fala-se tanto sobre a questão do sábado e do uso de joias, mas e quanto à questão das vestimentas? Na verdade, no que se refere ao testemunho cristão, é uma lástima.”
Agora eu pergunto, essa pessoa falou algo errado? De jeito nenhum! Tudo que escreveu foi com grande sabedoria. Já ouvi coisas parecidas de muitas outras pessoas e de religiões distintas. “De que adianta não usar joia, mas usar sapatos mais chamativos e caros que uma?”. Vejo que várias pessoas não usam esse questionamento como justificativa para usar joias, mas sim como reflexão, pois têm interesse em cumprir os princípios bíblicos de forma integral.
Como adventista, não uso joias porque, mesmo que muito citada na Bíblia, é antinatural e sempre era relacionada à idolatria. Vemos Deus pedindo em várias ocasiões para que o povo tirasse suas joias e enfeites. Olhe só, Ele disse assim Jacó: “’Livrem-se dos deuses estrangeiros que estão entre vocês, purifiquem-se e troquem de roupa. Venham! Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo por onde tenho andado’. Então entregaram a Jacó todos os deuses estrangeiros que possuíam e os brincos que usavam nas orelhas, e Jacó os enterrou ao pé da grande árvore, próximo a Siquém” (Gênesis 35:1-4). Ah, existem outros textos na Bíblia mostrando exatamente a mesma ordem.
A escritora cristã Ellen White nos dá um resumo dos textos bíblicos a respeito da vaidade: “Trajar-se com simplicidade e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie está em harmonia com nossa fé” (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 366). Ou seja, além das joias, existem outros ornamentos relacionados à ostentação. Não podemos considerar um aspecto se ignorarmos outros igualmente importantes. Decência, modéstia e pureza são princípios imutáveis e inseparáveis. Não adianta se abster de colares e brincos, mas  se cobrir com outros tipos de acessórios e roupas chamativas.
Cuidado com tudo que tem como objetivo atrair atenção para o “eu” e não para Cristo. Esse é o segredo! No assunto de vaidade, abandonar apenas um “deus” também não é o suficiente. Ao ter uma vitória, não pare por aí! Deus conhece suas lutas e o quanto você se esforçou para deixar algo que o prendia, mas Ele quer ajudá-lo a ir além, fazendo uma mudança completa em seu corpo e alma.
Veja esse vídeo sobre o assunto:

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