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sábado, 15 de outubro de 2016

 As Escrituras consistentemente referem-se ao dilúvio como um evento histórico (ver Isaías 54:9; Mateus 24:37-39; Lucas 17:26, 27; Hebreus 11:7; 1 Pedro 3:20 e 2 Pedro 2:5). Os primeiros capítulos do gênesis tratam de assuntos universais como a criação, a queda, a tábua das nações, a corrupção dos seres humanos, o dilúvio e a dispersão da humanidade. A quantidade de espaço dada por Moisés ao assunto do dilúvio evidencia a grande importância histórica e teológica do evento.
O-dilúvio-e-a-segunda-vinda-de-Cristo“No ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês, nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram. Sua data precisa, com sua falta de simbolismo óbvio, traz as marcas de um fato real bem lembrado”.[1] A revelação especial concedida a Noé referente à arca, um século antes do dilúvio enfatiza o fato de que o acontecimento não foi simplesmente uma catástrofe natural.[2] Por outro lado, se o dilúvio fosse somente local e regional, não seria loucura gastar 120 anos preparando uma arca suficientemente grande para carregar animais do mundo inteiro?[3]
É declarado que o dilúvio cobriu os topos das mais altas montanhas (Gênesis 7:19, 20), isto é aproximadamente 17.000 pés de altura na região de Ararate onde pousou a arca. E aquela situação prevaleceu por dez meses (8:5) depois do começo do dilúvio. Foi uma demanda hidráulica impossível na água envolvida para apenas uma inundação local e tranquila.[4]
Embora Moisés pudesse contar com a tradição oral para descrever os fatos do dilúvio devemos lembrar que ele foi inspirado por Deus e, sobretudo, dependeu da revelação divina. E ainda que o dilúvio global seja abundamentente confirmado, cada ser humano necessita primariamente do auxílio da Palavra de Deus para entender a razão e a amplitude daquele magno evento. Diante da maldade e iniquidade universal (Gênesis 6:5) foi propósito divino enviar o dilúvio: “Disse o Senhor: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito” (Gênesis 6:7).
O dilúvio não foi enviado apenas com o propósito de destruir os impenitentes antediluvianos, mas para separar e manter na terra homens piedosos (ver Gênesis 6:8 e 9). Após o dilúvio, Deus seguiu a intenção original de abençoar a humanidade (Gênesis 9:l) procedendo como que uma segunda criação. Um dos mais difíceis problemas enfrentados por aqueles que negam o dilúvio universal é o concerto que Deus fez com Noé após o término daquela grande catástrofe, pois, se o dilúvio destruiu somente uma parte da raça humana, então aqueles que escaparam das águas não foram incluídos no concerto do arco-íris.[5]
Tanto o dilúvio ocorrido no passado, como a futura segunda vinda de Cristo são eventos descritos nas Escrituras como históricos, universais, audíveis, visíveis e de consequências catastróficas para a Terra e os ímpios. O primeiro é um símbolo do segundo, pois Jesus comparou sua segunda vinda ao dilúvio. “Porquanto, assim como nos dias anteriores comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:38). Se o dilúvio não foi real e universal; a partir do momento em que Jesus assim o apresentou, colocou em risco a credibilidade dos Seus ensinos quanto à realidade do maior evento da História: Sua segunda vinda em glória e majestade. A volta do Senhor será universalmente visível, gloriosa e audível (ver Mateus 24:27,30 e 31; Apocalipse 1:7).
Alguns intérpretes concluem pela leitura de Mateus 24:38 e 39 que a vinda do Senhor será secreta e não percebida pela maioria das pessoas do mundo, mas é exatamente o contrário o que Jesus ensinou fazendo um paralelo com o dilúvio. O que a geração de Noé não percebeu, não foi a chegada do dilúvio, mas  obviamente o momento em que finalmente a porta da arca foi fechada, e passou a oportunidade de salvar-se. Assim, o mundo inteiro será tomado de surpresa, pois a porta da graça será fechada em hora que ninguém sabe, e como o dilúvio “levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem” (vers. 39).
Afirma o apóstolo Pedro que enquanto o mundo foi uma vez destruído por água, um segundo dilúvio, desta vez de fogo purificará a terra do pecado (ver 2 Pedro 3:7). Assim como fez em relação ao dilúvio, atualmente Deus tem dado suficiente informação e avisos à humanidade sobre a iminência da segunda vinda de Cristo, e a necessidade de preparo.
[1]Derek Kidner. Gênesis introdução e comentário (São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, l985), 85.
[2]Carl E. Baugh e Clifford A. Wilson, Dinosaur (Orange, Ca: Promise Publishing CO, 1991), 115.
[3]Henry M. Morris. Scientific Criacionism (San Diego, Ca: Creation Life Publishers), 253.
[4]Ibíd., 252, 253.
[5]John C. Whitcomb e Henry M. Morris. The Genesis Flood (Phillipsburg, NJ: Presbiterian and Reformed Publishing, Phillipsburg, 1992), 22.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Kle ConQuem gosta de estar ao lado de pessoas arrogantes, orgulhosas, que vivem demonstrando serem melhores que os outros? Esse tipo de pessoa, que só pensa em si mesma, geralmente é extremamente irritante.  Elas simplesmente destroem todo tipo de relacionamento. Mas, em contrapartida, quantos gostam de estar perto de pessoas humildes? Aqueles que não pensam que são os melhores (apesar de muitas vezes serem). Esse tipo de pessoa não fica tentando impressionar os outros. Quando você conta uma história para elas, elas não veem com uma melhor ainda. Resumindo, quando você é humilde, com certeza seus relacionamentos, em todas as áreas, é melhor. A Bíblia afirma: “Não sejam egoístas; não vivam para causar boa impressão aos outros. Sejam humildes, pensando dos outros como sendo melhores do que vocês mesmos. Não pensem unicamente em seus próprios interesses, mas preocupem-se também com os outros e com o que eles estão fazendo.” (Filipenses 2:3-4, BV).
Mas vejam bem, humildade não significa inferioridade. Significa que você reconhece a importância que existe nas outras pessoas. Significa que você aceita que aqueles que estão ao seu redor são filhos de Deus e merecem a atenção e carinho devidos. Quando você começa a interessar-se pelo bem dos que estão ao seu redor, você se torna amável e prestativo. Portanto, seu relacionamento com aqueles que estão ao seu redor será gradativamente aprimorado. E tudo isso depende de sua humildade. Preste bem atenção: você não precisa estar certo todo o tempo—ter sempre a razão. E para isso você precisa ser humilde. E com certeza será muito mais fácil dizer aquela palavrinha que para alguns de nós é tão difícil: “desculpa.” “Eu errei.” “Você pode me perdoar?” Quando somos humildes de espírito não temos que fingir que somos perfeitos, o que reduz nosso stress e melhora significantemente nossos relacionamentos, e por uma simples razão: a pessoa humilde sabe pedir perdão.
Humildade melhora nossos relacionamentos. Quando estamos cheios de orgulho e achamos que somos melhores que as outras pessoas, qualquer tipo de comentário nos deixa irritados. E isso não é nada bom. Mas quando aprendermos a andar em humildade diante do Senhor, sendo somente aquilo que somos, sem precisar andar fingindo—quando aprendemos a depender plenamente dEle, nos tornamos praticamente imunes a qualquer tipo de insulto ou agressão contra nós (quer seja ela moral, física, ou emocional). E por uma simples razão: além de saber pedir perdão, saberemos também o que é perdoar.
Além disso a humildade também nos ensina a reconhecer quem de fatos somos. A questão aqui é apenas honestidade diante das suas limitações. Todos nós temos fraquezas, mas ao mesmo tempo pontos fortes. Todos nós somos assim. Humildade nos ajuda a ser honesto com ambos aspectos. Paulo também afirmou: “Levamos a Mensagem preciosa em vasos de barros sem adornos, ou seja, em nossa vida. Isso é para impedir que alguém pense que o incomparável poder de Deus nos pertence.” (2 Coríntios 4:7, AM). O que ele tinha em mente ao dizer isso? Deus coloca sua Glória, Seu poder em nós quando nos tornamos simples vasos de barro. Sem qualquer adorno, sem qualquer ostentação. Sem orgulho algum. Em outras palavras, quando entendemos o que de fato é humildade Deus pode finalmente atuar em nossa vida. O resultado? Teremos sem dúvida alguma melhores relacionamentos. Você gostaria de ter o poder de Deus em sua vida? A Bíblia diz que o segredo do poder espiritual é andar em humildade, aceitando o fato de que dependemos constantemente de Deus para viver.
“Deus dá força ao humilde, mas se opõe ao orgulhoso e ao arrogante.” (Tiago 4:6, BV).
POR: Pr. Kleber Gonçalves           FONTE: novotempo.com/viva

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