quarta-feira, 28 de março de 2012

Há pais que controlam os filhos como se estes fossem robôs. Tal atitude lhes tira a capacidade de tomar decisões, anulando a liberdade de escolha, que é um princípio fundamental no processo da educação. No entanto, os pais não podem deixar o barco correr sem nenhuma direção. Muitos procedem desse modo e colhem consequências desastrosas.
E agora vem a pergunta inevitável: Como proceder adequadamente?
Creio que o modelo divino é o padrão para os pais. M. Lloyd Erickson afirma: “O Pai celeste exerce controle prudente ao nos dizer o que é bom para nós. Ele destaca os resultados das más escolhas, porque não deseja que nos machuquemos. Mas Ele não nos força a seguir Suas diretrizes. Em vez disso, deseja que aprendamos a amá-Lo e a confiar nEle de tal maneira que Suas orientações se tornem parte de nós” (O Abraço de Deus: CPB, Tatuí, 2001), p. 91. Erickson, que é psicólogo clínico nos EUA, enfatiza: “O Pai celeste persuade, mas não coage. Impele, mas não compele. Convence, mas não força. Ele não irá quebrar o seu braço. E Ele não mata” (ibid., p. 90).
Há uma fase na vida dos filhos em que controle não é uma palavra desprezível. Quando minhas filhas eram pequenas, tive que intervir várias vezes para que elas não colocassem a mão no fogo, não atravessassem a rua, etc. Esse tipo de controle é indispensável. Mesmo assim, precisamos explicar às crianças o motivo da nossa intervenção. Elas precisam entender que nosso cuidado visa ao bem delas. Não se trata de mero capricho paterno, mas de uma atitude de proteção e amor.
A educadora Tania Zagury vai ao ponto ao afirmar: “O pai que tem autoridade ouve e respeita seu filho, mas pode, por vezes, ter de agir de forma mais dura do que gostaria, às vezes até impositivamente, mas sempre o objetivo será o bem-estar do filho, protegê-lo de algum perigo ou orientá-lo em direção à cidadania” (Limites Sem Trauma: Editora Record, SP, 2005), p.32.
De acordo com essa conceituada autora, quando não estabelecemos limites para os filhos, eles tendem “a desenvolver um quadro de dificuldades que se vai instalando passo a passo”. Então, ela enumera as consequências: descontrole emocional, dificuldade crescente de aceitação de limites, distúrbios de conduta, desrespeito aos pais, colegas e autoridades, incapacidade de concentração, baixo rendimento, agressões físicas, etc.
Como podemos ver, há dois extremos que nos cumpre evitar: de um lado, controle coercitivo; de outro, falta de controle. Feita com amor, firmeza e prudência, a educação dentro dos limites da ordem e do respeito à autoridade em todos os níveis desenvolve em nossos filhos o senso de liberdade com responsabilidade. Somente assim eles alcançam a verdadeira independência. Ou seja, estão aptos para fazer o que convém.

Rubens Lessa – Jornalista e escritor                 Fonte:http://setimodia.wordpress.com

segunda-feira, 19 de março de 2012


E esta é a confiança que temos nEle: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fizemos. 1 João 5:14, 15.
Quando orais pedindo bênçãos temporais, lembrai-vos de que o Senhor poderá achar não ser para vosso bem ou para Sua glória dar-vos justamente o que desejais. Ele, porém, atenderá a vossa oração, dando-vos justamente o que é melhor.
Quando Paulo orou para que fosse removido de sua carne o espinho, o Senhor atendeu a sua oração, não mediante o remover o espinho, mas dando-lhe graça para suportar a prova. “A Minha graça te basta”, disse Ele. Paulo alegrou-se com essa resposta à oração, dizendo: “De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” 2 Coríntios 12:9. Quando os doentes pedem a restauração da saúde, o Senhor nem sempre atende a sua oração exatamente do modo que desejam. Mas mesmo que não sejam imediatamente curados, Ele lhes dará aquilo que é de muito mais valor: graça para suportar sua doença.
Tornai conhecidas as vossas petições ao vosso Criador. Ele jamais repele alguém que a Ele recorre com coração contrito. Nenhuma oração sincera se perde. Em meio das antífonas do coro celestial, Deus ouve o clamor do mais débil ser humano. Derramamos o desejo do nosso coração em secreto, murmuramos uma oração enquanto seguimos nosso caminho, e nossas palavras atingem o trono do Rei do Universo. Podem não ser audíveis aos ouvidos humanos, porém não podem morrer no silêncio, nem perder-se no tumulto dos afazeres diários. Nada pode sufocar o desejo do coração. Ergue-se sobre o barulho das ruas e a confusão da multidão às cortes celestiais. É a Deus que falamos e nossa oração é atendida.
Você que se sente o mais indigno, não tema confiar seu caso a Deus. Há grandíssimo poder na oração. Nosso grande adversário está constantemente procurando manter afastada de Deus a mente perturbada. O apelo ao Céu, pelo mais humilde dos santos, é mais de ser temido por Satanás do que os decretos dos gabinetes ou as ordens de reis.
Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág 81.

sexta-feira, 16 de março de 2012

TUDO PASSA
Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos. Sal. 90:10.
Você conhece a teoria do creme dental? Segundo essa teoria, quando você começa a usar um novo tubo, coloca porções generosas na escova de dente. Mas, a partir da metade, inconscientemente passa a usar quantidades menores porque sabe que lhe resta pouco.
Com a vida é a mesma coisa. Quando somos jovens temos a impressão de que a eternidade é nossa. Quando chegam os anos da velhice, cada momento se torna valioso, porque sabemos que o tempo está chegando ao fim.
A Bíblia relata que os primeiros seres humanos viviam em média 850 anos. Com a entrada do pecado, o tempo de vida foi encurtando. Hoje, é uma raridade alguém passar dos cem anos. O salmista afirma que, aos oitenta, tudo “é canseira e enfado”.
A realidade é contundente. Você não tem todo o tempo do mundo para realizar o que planeja; portanto, é preciso levantar-se diariamente cedo e, depois de passar um tempo com Deus, trabalhar incansavelmente na realização dos seus planos.
Outro dia, conversei com um homem de 60 anos que me disse: “Vivi, mas não aconteci. Olho para trás e nada construí. Às vezes, me pergunto se valeu a pena ter vivido.” Sim, a vida é breve e fugaz, mas em vez de levá-lo ao pessimismo ou à autocompaixão, isso deveria conduzi-lo Àquele que permanece para sempre. É justamente “porque tudo passa rapidamente, e nós voamos”, que devemos construir os nossos sonhos, planos e realizações sobre a única Pessoa que não está limitada nem pelo tempo nem pelo espaço: Deus.


O pouco vivido com Jesus é muito, e o muito vivido sem Ele é vazio, desespero e frustração. Não importa qual seja sua idade, se você a partir de hoje passar a viver em comunhão com o Deus da eternidade, Ele o ajudará a realizar em pouco tempo o que você, sozinho, não conseguiu construir na vida inteira.
Nunca é tarde para quem acredita em Deus. Todo dia é um novo dia. A vida é um permanente começar. A despeito dos problemas e dificuldades, encare hoje os desafios, sabendo que nesta vida “tudo passa rapidamente, e nós voamos”.
Feliz Sábado!
Meditações Diárias – 2007

FONTE:http://iasdonline.com.br

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