segunda-feira, 10 de agosto de 2015

ofimdomundo-setecavaleiros
No capítulo 5 do Apocalipse, João descreve a cena em que Jesus toma o livro selado da mão de Deus sob uma aclamação nunca antes vista no Universo. Neste, vamos vê-Lo abrir os selos, um por um. O capítulo 6 trata dos seis primeiros selos, o sétimo será explorado no capítulo 8 de Apocalipse. Ao invés de palavras ditadas por Jesus, João agora visualiza cenas. Assim, como em outros capítulos, a simbologia é bastante utilizada. É importante citar que a seqüência profética e simbólica dos sete selos relaciona-se com o mesmo terreno coberto pela profecia das sete igrejas, mas dando ênfase a outros eventos.
As profecias do Apocalipse não são sucessivas, mas repetitivas; isto é, elas são reafirmadas cobrindo os mesmos períodos de tempo. Os sete selos, por exemplo, e as sete trombetas cobrem o mesmo período das sete igrejas.
O princípio de interpretação profética destacado pelo próprio Senhor Jesus é que somente quando a profecia encontra o seu cumprimento é que pode ser plenamente compreendida. Três vezes Jesus disse isso no cenáculo: “Eis que vos tenho dito antes que aconteça, para que quando acontecer possais crer” (Jo 14:29, 13:19 e 16:4).
O propósito do cumprimento das profecias é fortalecer nossa fé.
Os quatro cavalos e suas diferentes cores – conforme descrito nos quatro primeiros selos – representam as quatro primeiras fases da igreja cristã (Éfeso, Esmirna, Pérgamo e Tiatira).

Os quatros cavaleiros do Apocalipse

A escassez de água no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais. De acordo com os números apresentados pela ONU – Organização das Nações Unidas – fica claro que controlar o uso da água significa deter poder.
aguaAs diferenças registradas entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento chocam e evidenciam que a crise mundial dos recursos hídricos está diretamente ligada às desigualdades sociais.
Em regiões onde a situação de falta d’água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do Continente Africano, onde a média de consumo de água por pessoa é de dezenove metros cúbicos/dia, ou de dez a quinze litros/pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia.
Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. A irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico.
Um bilhão e 200 milhões de pessoas (35% da população mundial) não têm acesso a água tratada. Um bilhão e 800 milhões de pessoas (43% da população mundial) não contam com serviços adequados de saneamento básico. Diante desses dados, temos a triste constatação de que dez milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças intestinais transmitidas pela água.
Vivemos num mundo em que a água se torna um desafio cada vez maior.
A cada ano, mais 80 milhões de pessoas clamam por seu direito aos recursos hídricos da Terra. Infelizmente, quase todos os 3 bilhões (ou mais) de habitantes que devem ser adicionados à população mundial no próximo meio século nascerão em países que já sofrem de escassez de água.
Já nos dias de hoje, muitas pessoas nesses países carecem do líquido para beber, satisfazer suas necessidades higiênicas e produzir alimentos.
Numa economia mundial cada vez mais integrada, a escassez de água cruza fronteiras, podendo ser citado com exemplo o comércio internacional de grãos, onde são necessárias 1.000 toneladas de água para produzir 1 tonelada de grãos, sendo a importação de grãos a maneira mais eficiente para os países com déficit hídrico importarem água.
Calcula-se a exaustão anual dos aqüíferos em 160 bilhões de metros cúbicos ou 160 bilhões de toneladas.
Tomando-se uma base empírica de mil toneladas de água para produzir 1 tonelada de grãos, esses 160 bilhões de toneladas de déficit hídrico equivalem a 160 milhões de toneladas de grãos, ou metade da colheita dos Estados Unidos.
Os lençóis freáticos estão hoje caindo nas principais regiões produtoras de alimentos:
• a planície norte da China;
• o Punjab na Índia e
• o sul das Great Plains dos Estados Unidos, que faz do país o maior exportador mundial de grãos.
A extração excessiva é um fenômeno novo, em geral restrito a última metade do século.
Só após o desenvolvimento de bombas poderosas a diesel ou elétricas, tivemos a capacidade de extrair água dos aqüíferos com uma rapidez maior do que sua recarga pela chuva.
Além do crescimento populacional, a urbanização e a industrialização também ampliam a demanda pelo produto. Conforme a população rural, tradicionalmente dependente do poço da aldeia, muda-se para prédios residenciais urbanos com água encanada, o consumo de água residencial pode facilmente triplicar.
A industrialização consome ainda mais água que a urbanização. A afluência (concentração populacional), também, gera demanda adicional, à medida que as pessoas ascendem na cadeia alimentícia e passam a consumir mais carne bovina, suína, aves, ovos e laticínios, consomem mais grãos.
Se os governos dos países carentes de água não adotarem medidas urgentes para estabilizar a população e elevar a produtividade hídrica, a escassez de água em pouco tempo se transformará em falta de alimentos.
Estes governos não podem mais separar a política populacional do abastecimento de água.
Da mesma forma que o mundo voltou-se à elevação da produtividade da terra há meio século, quando as fronteiras agrícolas desapareceram, agora também deve voltar-se à elevação da produtividade hídrica.
O primeiro passo em direção a esse objetivo é eliminar os subsídios da água que incentivam a ineficiência.
O segundo passo é aumentar o preço da água, para refletir seu custo. A mudança para tecnologias, lavouras e formas de proteína animal mais eficientes em termos de economia de água proporciona um imenso potencial para a elevação da produtividade hídrica. Estas mudanças serão mais rápidas se o preço da água for mais representativo que seu valor.
Com esta conscientização cada vez mais crescente, cada nação vem se preparando ao longo do tempo para a valorização e valoração de seus recursos naturais.
Fonte: Cetesb

“No tempo favorável te ouvi e no dia da salvação te ajudei, e te guardarei, e te darei por concerto do povo, para restaurares a terra, e lhe dares em herança as herdades assoladas: para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Aparecei: eles pastarão nos caminhos, e em todos os lugares altos terão o seu pasto. Nunca terão fome nem sede, nem a calma nem o sol os afligirá; porque o que Se compadece deles os guiará, e os levará mansamente aos mananciais das águas. E farei de todos os Meus montes um caminho; e as Minhas veredas serão exaltadas.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

a-joia-de-maior-valor
Cuidado com tudo que tem como objetivo atrair atenção para o “eu” e não para Cristo.
Já fui apresentada a várias pessoas, e em muitas ocasiões ouvi isso:
— Essa é nossa palestrante Emanuelle Sales. Você já a conhecia?
— Não. Mas conheço seu seus textos!
Acredite, com você acontece exatamente o mesmo. Talvez não pelo que você escreve, mas com certeza por algo que faz ou que aparenta ser. A gente fala tanto de não julgar as pessoas pelas aparências, mas vale lembrar que ela descreve ao mundo o que se passa dentro de nós. É óbvio que quem não nos conhece intimamente vai tirar conclusões ao nosso respeito pelo que vê. Pode ser que nossa imagem passe uma impressão equivocada, por isso cabe a nós ficar atentos a cada detalhe desse “cartão de visita”, para assim evitar julgamentos ruins, que contradigam nossa fé e nossos princípios. Esses dias recebi uma mensagem triste, porém muito realista:
“Sou cristã, membro da igreja Batista, porém tenho acompanhado alguns programas na TV Novo Tempo e também lido alguns textos a respeito da Igreja Adventista. Não uso joias porque não gosto e também porque elas não iriam me deixar mais bonita. Às vezes, fico indignada com a questão do não uso de joias pelas mulheres adventistas, porque algumas dessas mesmas mulheres têm um comportamento tão carnal que supera ao uso de joias. Por exemplo: na minha cidade, é comum vermos as irmãs se trajando de maneira tão inconveniente, usando roupas coladas e curtas, blusinhas sem manga, seios e costas à mostra, etc… O mesmo Deus que reprova o uso de joias é o mesmo que reprova a imoralidade e a indecência. Fala-se tanto sobre a questão do sábado e do uso de joias, mas e quanto à questão das vestimentas? Na verdade, no que se refere ao testemunho cristão, é uma lástima.”
Agora eu pergunto, essa pessoa falou algo errado? De jeito nenhum! Tudo que escreveu foi com grande sabedoria. Já ouvi coisas parecidas de muitas outras pessoas e de religiões distintas. “De que adianta não usar joia, mas usar sapatos mais chamativos e caros que uma?”. Vejo que várias pessoas não usam esse questionamento como justificativa para usar joias, mas sim como reflexão, pois têm interesse em cumprir os princípios bíblicos de forma integral.
Como adventista, não uso joias porque, mesmo que muito citada na Bíblia, é antinatural e sempre era relacionada à idolatria. Vemos Deus pedindo em várias ocasiões para que o povo tirasse suas joias e enfeites. Olhe só, Ele disse assim Jacó: “’Livrem-se dos deuses estrangeiros que estão entre vocês, purifiquem-se e troquem de roupa. Venham! Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo por onde tenho andado’. Então entregaram a Jacó todos os deuses estrangeiros que possuíam e os brincos que usavam nas orelhas, e Jacó os enterrou ao pé da grande árvore, próximo a Siquém” (Gênesis 35:1-4). Ah, existem outros textos na Bíblia mostrando exatamente a mesma ordem.
A escritora cristã Ellen White nos dá um resumo dos textos bíblicos a respeito da vaidade: “Trajar-se com simplicidade e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie está em harmonia com nossa fé” (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 366). Ou seja, além das joias, existem outros ornamentos relacionados à ostentação. Não podemos considerar um aspecto se ignorarmos outros igualmente importantes. Decência, modéstia e pureza são princípios imutáveis e inseparáveis. Não adianta se abster de colares e brincos, mas  se cobrir com outros tipos de acessórios e roupas chamativas.
Cuidado com tudo que tem como objetivo atrair atenção para o “eu” e não para Cristo. Esse é o segredo! No assunto de vaidade, abandonar apenas um “deus” também não é o suficiente. Ao ter uma vitória, não pare por aí! Deus conhece suas lutas e o quanto você se esforçou para deixar algo que o prendia, mas Ele quer ajudá-lo a ir além, fazendo uma mudança completa em seu corpo e alma.
Veja esse vídeo sobre o assunto:

terça-feira, 16 de dezembro de 2014


Mutirão de Natal venha participar desta oportunidade de demonstração de amor ao próximo.

As estatísticas mundiais, incluindo a América do Sul, indicam que diariamente milhares de pessoas ao nosso redor passam fome. Pessoas que não têm acesso à educação, a oportunidades de emprego e, devido à desigualdade de renda entre outros fatores sociais e ambientais, não têm os recursos para suprir suas necessidades básicas, incluindo o alimento. E, pessoas que aos olhos de Deus são nossos irmãos.
Nossa vontade é mudar essa situação, é abrir o coração e compartilhar nossas bênçãos com aqueles que sofrem. Para tanto, contamos com você, com o seu envolvimento sendo um doador, um divulgador e um agente de transformação através do projeto Mutirão de Natal.
Envolva-se sendo um doador, um divulgador e/ou um voluntario. Seja um agente de transformação através deste projeto e saiba mais informações na Igreja Adventista do Sétimo Dia mais próxima da sua casa. 
Saiba onde encontrar a Igreja Adventista do Sétimo Dia mais próxima de você através do site:
encontreumaigreja.com.br ou clicando na imagem (Encontre uma Igreja) na barra lateral do nosso site!

Vídeo e Imagens da Internet

Imagem da internet

Quando fico triste eu me sinto inapropriada. Talvez aconteça contigo. Não bastassem todos os sentimentos dolorosos destas nossas tristes intermitentes, ainda tem a culpa de não estar fazendo a coisa certa. Sim, é muito errado ficar triste em nossos dias. Andei lendo nos jornais e nas revistas. Vi também em uns livros e na TV. Se procurar, até no Youtube você vai achar. É proibido. Como ombreiras para mulheres ou meias coloridas e salto alto. Proibido como descombinar cinto e sapato. Ok, não é tão proibido assim a não combinação, mas você fica fora da moda e estar fora da moda não é legal, não é adequado, entende?
Então, como eu ia dizendo, a moda agora é ser feliz. Tudo bem você não ser de verdade, mas não pode, de jeito nenhum deixar alguém saber disso. O correto a se fazer é arrumar seu melhor sorriso, fotografar, postar e depois voltar a sofrer com sua dor, pois o mundo não quer saber de pessoas que não seja felizes. O tempo todo, no caso. Viu como é que tenho razão em me sentir inapropriada? É que alguém, em algum momento determinou que só a felicidade existe e se você fica triste é cafona, desajeitado, derrotado e ingrato também. E sabe como é, eu fico triste de vez em quando.
Desconfio que mais gente fica, mas não me deixa saber. A vida tem destas coisas, um dia feliz, outro triste, uma semana boa, outra nem tanto. Mas estabeleceu-se que não, não pode haver outro estado que não o de perene felicidade e êxtase. Acho que andaram mentindo pra mim e esta euforia contínua é mesmo impossível o que, no caso, me deixa mais inadequada ainda. Não que eu queira exibir minha cara triste e chorosa para o mundo. Não! Só não quero ter que mentir também fazendo parecer que sou feliz o tempo todo, o que não sou. Não sou mentirosa, aliás.
Quando eu aceito minha tristeza, minhas pequenas ou grandes dores, eu saio daquela flutuação cinematográfica, encaro meu tamanho no mundo, minha fraqueza e necessidade de algo maior que eu, que corro o risco de esquecer quando estou muito muito achando feliz. Daí insignificante me descubro correndo para os braços do único que pode me elevar o nível, o humor, o sentimento. Não que você precisa ficar sempre triste para O encontrar, mas eu preciso de umas quedas para deixá-Lo me levantar. Sabe como é…
Só que neste nosso mundinho de aparências, incertezas e incoerências, só se dá valor a quem tem jeito de feliz – mesmo não sendo – e cada um com suas dores vai se afundando nuns cantinhos, envergonhados de sua tristeza inadequada. Coisa chata esta. Ué, se não vivo num mundo perfeito – ainda! – por que raios é que eu teria que ser perfeitamente feliz o tempo todo? Não sou, mas… um dia serei.

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Jesus nasceu em meio à simplicidade indicando o que seria Seu modo de vida e Seu ministério.
O título pode soar estranho, mas a intenção é fazer um forte convite à reflexão. Para abrir um pouco mais nossa mente nesse período de forte sensibilização de boa parte do mundo cristão por conta do Natal. É muita festa, muita comilança, muitos gastos, endividamentos, reuniões sociais, mas pouco pensamento sobre o conceito deixado especialmente no relatório dos evangelistas. O nascimento de Jesus foi um episódio marcante por duas razões bem claras. Primeiro, porque mudou os rumos do cenário político e religioso do mundo até hoje. Segundo, porque cada detalhe desse nascimento dá clareza sobre o significado do tal episódio.
Quer saber o que foi o nascimento de Cristo? Então leia com atenção alguns recortes desse registro histórico. E tenha uma ideia mais ampla do que foi aquele momento singular. O espaço aqui é limitado, por isso vou me deter nos detalhes que “gritam” lições.
Jesus nasceu a partir de um milagre
Não necessito recordar o texto bíblico, mas a concepção de Jesus foi um ato miraculoso. Maria ficou grávida do Espírito Santo. Então Seu nascimento tem muito mais a ver com uma operação divina do que com ideias e genialidades humanas. Se há uma primeira palavra com que associar Natal é milagre, ou seja, aquilo que somente Deus Onipotente pode fazer.
Jesus nasceu em um lugar super simples e onde ninguém gostaria de nascer
Pense racionalmente. Você, que é pai ou mãe, gostaria que seu filho nascesse em um estábulo, em um chiqueiro ou em um pasto próximo de animais? Nem preciso imaginar muito a resposta. Claro que não! Pais escolhem as melhores maternidades, os melhores médicos, os melhores quartos e pagam o que for necessário para que o filho nasça cercado dos maiores cuidados possíveis.
O nascimento de Jesus foi o oposto disso. Ele veio à luz em uma manjedoura no meio dos bichos. Sem glamour, sem ostentação, sem a estrutura médico-hospitalar que poderia se ter à época.
Jesus nasceu em meio à simplicidade indicando o que seria Seu modo de vida e Seu ministério. Humilde desde o início. Humildade tem muito a ver com o Natal.
Os primeiros visitantes de Jesus foram pastores e não reis
Apesar da célebre menção à visita dos sábios orientais, quem primeiro apareceu para ver o menino Jesus foram pastores. Classe de gente pouco relevante no cenário social da região. Mas gente que percebeu espiritualmente que estava diante de si alguém além de um simples recém-nascido. Conseguiram enxergar além. Viram e assimilaram o que muitos nunca viram, nem assimilaram e ainda muitos não veem hoje. Visão espiritual, portanto, pode ser muito bem associada ao nascimento de Jesus.
Os presentes que Jesus recebeu eram reconhecimento espiritual e não consumismo
Os sábios ou magos (em algumas versões) do oriente chegaram até Belém por estudos religiosos. Foram até Jesus para adorá-LO, não para esbanjar ou se exibir com presentes caros. Deram o que tinham de melhor com a clara intenção de declarar que estavam diante de Alguém muito especial. Nada de consumismo exagerado pré-final de ano, enfeites caros para um pinheirinho ou vontade incontida de comer desenfreadamente. O recorte da cena dos magos com Cristo e Seus pais evidencia senso de adoração. O enfoque não eram e nunca deveriam ser os presentes e tudo o que foi criado em torno disso para consolidar o comércio e fortalecer tradições completamente descoladas da história bíblica (Papai Noel, por exemplo, o ícone que prevalece fortíssimo). O foco era Jesus, o adorado, porque simplesmente é Deus.
Não vou me deter quanto à data de nascimento de Cristo porque historicamente já se sabe que é muito improvável que tenha sido no dia 25 de dezembro. Ao mesmo tempo, é saudável a reunião familiar que se estabelece nessa data e onde as pessoas se encontram para agradecer por mais um ano. Comem suas refeições juntas, alegram-se, mas, acima de tudo, precisam lembrar do Cristo simples nascido para ser adorado e que tudo isso é um grande milagre. No caso, para quem acredita e se beneficia dessa crença, o milagre da salvação, a graça imerecida para os seres humanos pecadores.
Quando o centro dessas festividades de final de ano é Jesus os conceitos de vida são diferentes e perceptíveis na vida das pessoas. É o que mais ou menos aconteceu com gente como John Wesley, idealizador do Metodismo. Li, em uma revista chamada Conexão artigo sobre o reformador e um dos natais passados por ele entre os anos de 1778 e 1791. Lá dizia que, entre 25 de dezembro e começo de janeiro, o já idoso religioso fez celebrações e também saiu a distribuir carvão e pão para os pobres a fim de diminuir o impacto do frio impiedoso da Europa nessa época. Em um dos episódios, ficou registrado que Wesley saiu às ruas repletas de neve para angariar 200 Libras e comprar roupas para os necessitados.

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Na Igreja Adventista, como em outras igrejas evangélicas, há diferentes posições sobre se deve celebrar ou não o Natal, e em caso de celebrá-lo, sobre como fazê-lo.
Alguns consideram que não se deve comemorar o Natal porque é impossível determinar a data exata do nascimento de Jesus. Tudo indicaria que definidamente Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. É muito pouco provável que Jesus tenha nascido no final de dezembro. Segundo Lucas 2:8, os pastores estavam pernoitando no campo, algo que não se fazia no inverno. Além disso, as autoridades nunca haveriam ordenado um censo nessa estação (Lc 2:1). É interessante destacar que a data de 25 de dezembro já existia como festividade natalícia antes da vinda de Jesus. Correspondia no calendário juliano ao solstício de inverno. Daí que os romanos celebraram o aniversário do Sol nesse dia.
Nas Escrituras Sagradas, não encontramos nenhuma referência que nos indique a necessidade de celebrar a data do nascimento de Jesus. A Bíblia é muito clara na necessidade de guardar os dez mandamentos, que incluem a observância do sábado como dia do Senhor. Esse é o único dia que biblicamente requer respeito.
Nos Escritos da Irmã Ellen White, encontramos umas 26 alusões diretas acerca do Natal. Alguns leem em seus escritos uma rejeição categórica, ao centrar-se somente em algumas de suas citações, como as duas a seguir. “Ele [Deus] ocultou o dia preciso do nascimento de Cristo, para que o dia não recebesse a honra que devia ser dada a Cristo como Redentor do mundo – Aquele que deve ser recebido, em quem se deve crer e confiar como Aquele que pode salvar perfeitamente todos os que a Ele vêm. A adoração da alma deve ser prestada a Jesus como o Filho do infinito Deus” (Review and Herald, 9 de dezembro de 1884). “Que não haja muitas pressões ambiciosas para adquirir presentes no Natal e Ano Novo. Pequenos presentes para as crianças não são importunos, mas o povo do Senhor não deve despender Seu dinheiro na aquisição de presentes caros” (Olhando para o Alto, p. 366).
No entanto, lendo todas as citações que falam do Natal, podemos perceber uma orientação clara quanto à possibilidade da celebração com certas condições. Ellen White escreve o seguinte: “Pelo mundo os feriados são passados em frivolidades e extravagância, glutonaria e ostentação… Milhares de dólares serão gastos de modo pior do que se fossem lançados fora, no próximo Natal e Ano Novo, em condescendências desnecessárias. Mas temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; e em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades vindouras uma ocasião para honrar e glorificar a Deus” (O Lar Adventista, p. 480).
“Deus muito Se agradaria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Tem chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore.”
“A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai isto a Deus como vosso presente de Natal. Sejam vossas doações santificadas pela oração.”
“As festividades de Natal e Ano Novo podem e devem ser celebradas em favor dos necessitados. Deus é glorificado quando ajudamos os necessitados que têm família grande para sustentar.”
“Não devem os pais adotar a posição de que uma árvore de Natal posta na igreja para alegrar os alunos da Escola Sabatina seja pecado, pois pode ela ser uma grande bênção. Ponde-lhes diante do espírito objetos benevolentes. […]”
“Os mais ricos também devem mostrar interesse e apresentar seus donativos e ofertas proporcionalmente aos meios que Deus lhes confiou. Que se registre nos livros do Céu um Natal como jamais houve em virtude dos donativos que forem dados para o sustento da obra de Deus e o reerguimento do Seu reino” (O Lar Adventista, p. 482, 483).
“Sendo que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, será difícil passar por alto este período sem lhe dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito. […] O desejo de divertimentos, em vez de ser contido e arbitrariamente sufocado, deve ser controlado e dirigido mediante paciente esforço da parte dos pais. Seu desejo de dar presentes deve ser levado através de puros e santos canais e feitos resultar em bênção ao nosso próximo graças à manutenção do tesouro na grande e ampla obra para a qual Cristo veio ao mundo. […]”
“As festas estão chegando rapidamente com sua troca de presentes, e jovens e idosos estão estudando intensamente o que poderão dar a seus amigos como sinal de afetuosa lembrança. É agradável receber um presente, mesmo simples, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, e parece ligar-nos a eles mais intimamente. …”
“Está certo concedermos a outros demonstrações de amor e afeto, se em assim fazendo não esquecemos a Deus, nosso melhor amigo. Devemos dar nossos presentes de tal maneira que se provem um real benefício ao que o recebe. Eu recomendaria determinados livros que fossem um auxílio na compreensão da Palavra de Deus ou que aumentem nosso amor por seus preceitos. Provede algo para ser lido durante esses longos serões de inverno” (O Lar Adventista, p. 478, 479).
“Ao final de minha longa jornada pelo leste, cheguei a meu lar em tempo de passar as vésperas de Ano Novo em Healdsburg. O salão do colégio havia sido preparado para uma reunião da Escola Sabatina. Ciprestes entrelaçados, folhas de outono, pinheirinhos e flores haviam sido arrumados com gosto; e um grande sino de folhas pendia da arcada da porta para a entrada do salão. A árvore estava bem carregada de donativos, os quais deviam ser usados em benefício dos pobres e ajudar a comprar um sino. … Nesta ocasião nada foi dito ou feito que sobrecarregasse a consciência de alguém.”
“Um dos presentes me disse: ‘Irmã White, que pensa disto? Está em harmonia com nossa fé?’ Respondi-lhe: “Com a minha fé está.’” (O Lar Adventista, p. 504).
A esta altura provavelmente o leitor esteja se perguntando se podemos celebrar o Natal ou não. Em resumo, poderíamos dizer o seguinte: Não temos nenhuma dúvida que na ocasião do Natal não deveríamos egoisticamente pensar simplesmente em nós, sendo intemperantes e glutões, mas pelo contrário, é o momento de agradecer a Deus porque Ele enviou o Seu Filho ao mundo para nos salvar, independentemente da data exata na qual Jesus nasceu.
Também estamos seguros de que é uma ocasião extraordinária, para trabalhar pelas pessoas que nessa oportunidade estão mais dispostas a que lhes falemos do amor de Deus. Também é uma excelente data para realizar um trabalho a favor dos que sofrem, como a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem feito com o projeto“Mutirão de Natal”.

Pr. Carlos Hein – Conselheiro

sexta-feira, 28 de novembro de 2014



“Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo” (Filipenses 3:7).

Ninguém pode tirar de você o que já lhe foi dado. Paulo decidiu dar tudo o que possuía para Cristo. Nada era mais compensador para ele do que Cristo. Nada tinha mais valor do que o amor de Cristo. Nada era mais precioso do que Sua graça. Em comparação à sua relação com Cristo, tudo o mais empalidecia e tornava-se insignificante. Quando o apóstolo exclama: “mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo”, a palavra “perda” na linguagem original significa “esterco”, “dejeto” ou “lixo.” Cristo é tão precioso que, comparados a Ele, os tesouros do mundo são lixo.
No dia 8 de dezembro de 1934, alguns malfeitores chineses assassinaram dois missionários presbiterianos, John e Betty Stam. Os ladrões queimaram e derrubaram a casa deles. Poucos dias depois da tragédia, uns amigos cristãos encontraram a Bíblia de Betty entre as ruínas calcinadas. Em uma das páginas iniciais ela havia escrito: “Senhor, abandono meus planos e propósitos, todos os meus desejos, esperanças e ambições, e aceito a Tua vontade para a minha vida. A Ti entrego minha vida e todo o meu ser para sempre. ‘Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro: Filipenses 1:21″.
Cristo preenche o coração vazio e enriquece a alma empobrecida. Ele substitui a escória deste mundo com os encantos imensuráveis, sem preço, do Seu amor. Ellen White declara de forma sucinta: “Tudo o que é ofensivo a Deus tem de ser renunciado” — Caminho a Cristo, pág. 39. Na vida cristã, a pergunta básica é: Quem possui o seu coração?
Os ensinamentos de Jesus contêm alguns paradoxos maravilhosos. Um desses paradoxos é simplesmente este: Ao dar tudo, recebemos tudo. Hoje mesmo, Cristo nos oferece tudo dEle. Sua graça, Seu perdão, Seu poder, Sua coragem, Seu conforto, Sua esperança, Sua promessa de eternidade, a comunhão da Sua presença agora e para sempre. Em vista de tudo que Ele nos dá, tudo o que deixamos de lado é apenas lixo. Lixo! Que troca!
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-> Autoria: Mark Finley
-> Fonte: 

“Por que você está assim tão triste, ó minha alma?” (Salmo 42:5).
O salmista enfrentava um momento de ansiedade e depressão e percebeu que estava sem recursos para enfrentar o que havia pela frente. Ele se perguntava: Por que estou querendo desistir? Por que toda essa inquietação? E respondeu confiantemente: “Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda O louvarei” (Sl 42:5).
Você já parou no meio da correria do dia a dia e se perguntou: “O que é mesmo que está me preocupando?”
Há alguma coisa neste exato momento inquietando seu coração? Está aguardando ansioso o resultado de algum exame médico? Sua noiva foi rude com você? Seu marido está com um comportamento diferente? A filha já devia ter dado notícias e você não sabe onde ela está? Quanta coisa! Às vezes, é um telefonema que nos traz inquietação ou é a percepção de que alguma coisa importante foi esquecida. Ou até a frase de um amigo que, no meio da conversa, pergunta: “Mas é isso mesmo que você quer?”
Uma dessas situações ou o conjunto delas dispara dentro de nós um sentimento de ansiedade e temor que pode atrapalhar o dia. A imaginação vai a “mil por hora”. Ficamos como aquela imagem inoportuna aparecendo na tela do computador e clicamos uma e outra vez para que ela desapareça porque está tirando nossa concentração. É uma espécie de pisca-pisca em nosso cérebro, em estado de alerta, sinalizando uma situação preocupante; mas não sabemos muito bem por que estamos nos sentindo assim.
Nesse momento, o mais lógico é identificar o que nos preocupa. Não fazer de conta que tudo está bem quando, em realidade, não está. Também não devemos ignorar o que estamos sentindo.
Em segundo lugar, precisamos tomar providências para resolver a situação. Isso pode significar um telefonema, uma visita, ir a determinado lugar, gastar um tempo extra fora da agenda daquele dia e/ou conversar com alguém para que o problema seja resolvido.
A esperança não está em nós mesmos, mas em Deus. Devemos ir a Ele e permitir que Ele interprete nossos anseios. Quem sabe a situação não seja tão grave assim. Temos que pedir, finalmente, que Ele nos supra de força para enfrentar a situação.
Como é bom começar o dia sabendo que temos ao nosso lado alguém que sabe nos tirar do labirinto em que nos encontramos. Coloquemos nossa esperança no Senhor. Ele nos livrará.

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-> Autoria: José Maria Barbosa Silva

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“Uns confiam em carros, outros em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (Salmo 20:7).
Na década de cinquenta, Hollywood endeusou um jovem ator que, com uma combinação extraordinária de talento e beleza, foi indicado ao Oscar, quatro vezes consecutivas. Seu nome: Marlon Brando. No mês em que escrevo esta meditação, Brando encerrou o último capítulo de sua vida numa situação deprimente.
Patologicamente obeso e psicologicamente desequilibrado, a famosa estrela de outros tempos morreu no apartamento de um só quarto, sujo e dilapidado, escondendo suas duas estatuetas do Oscar dos credores que corriam atrás de uma dívida de quase 20 milhões de dólares.
Sua vida familiar tinha sido um desastre. Em 1990, seu filho Christian matou o namorado da irmã Cheyene e enfrentou um julgamento marcado por insinuações de incesto. Cinco anos mais tarde, Cheyene cometeu suicídio.
Houve momentos em que o excêntrico ator teve todo o dinheiro que quis. Bebeu e comeu do bom e do melhor. Torrou a fortuna e só encontrou refúgio numa ilha que comprou no Taiti. A realidade é que nunca teve paz. O dinheiro, o poder, e a fama não foram capazes de preencher o vazio enlouquecedor de seu triste coração.
O salmista Davi expressa isso no texto de hoje. Tudo o que você tocar, ver e possuir são miragens enganosas. Embora muitas vezes o ser humano não queira aceitar, é basicamente espiritual. E só pode ser feliz quando construir sobre o Senhor Jesus, a fonte da verdadeira paz e realização. Pena que, para entender isso, a pessoa precisa chegar a um ponto em que não sabe mais para onde ir, nem o que fazer. Olha para todos os lados buscando uma saída e só encontra sombras que o deixam cada vez mais confuso. Desespera-se, chora e busca inutilmente uma razão para estar vivo. O pior de tudo é que ninguém conhece sua angústia, porque ela habita no recôndito da alma.

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