domingo, 12 de outubro de 2014

Ela gera descrédito no discurso político, mas se afastar do processo eleitoral não ajuda você nem o Brasil.
Saiba por quê
                                                                                                                                                                                                  Thiago Lobo

por Isadora Stentzler e Rafael Acosta


Neste mês de outubro, 11 candidatos disputam a presidência do Brasil, posição mais elevada do governo. Além da pessoa que vai dirigir o país, serão escolhidos os nossos representantes em diferentes setores públicos, como governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Mas, às vésperas das eleições, ainda tem gente perdida como o palhaço Tiririca que, em 2010, quando foi candidato a deputado federal, disse não saber para que servia a política nem os políticos.
Na época, o humorista ganhou a atenção dos eleitores com os bordões “o que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto" e "Pior do que tá não fica, vote Tiririca". Ironicamente, ele foi o deputado mais votado do Brasil, com quase 1,5 milhão de votos. A vitória de Tiririca nas urnas sugere pelo menos duas coisas sobre o eleitorado brasileiro: desinteresse e descontentamento. Afinal, elegemos um palhaço como nosso representante!
O ponto é que a política rege a sociedade, mas o brasileiro nem sempre se dá conta disso. Mesmo com o possível despertamento de uma geração, exemplificado nas manifestações populares históricas de junho do ano passado, ainda é preciso avançar. Foi por essa razão que a Conexão 2.0 dedicou esta matéria de capa para explicar o bê-a-bá do processo eleitoral e mostrar a experiência de alguns jovens que se interessam pela política e procuram participar ativamente dela.

Falando grego

Você deve estar pensando: “Ok, acompanhei as manifestações, mas o que isso tem a ver comigo?” Tudo, porque querendo ou não, todos somos políticos. Estamos envolvidos diariamente em questões de implicações coletivas, da vida em sociedade, como o acesso ao atendimento de saúde de qualidade, o ingresso em universidades de ponta, a sensação de insegurança ao voltar da faculdade à noite e o polêmico preço das tarifas do transporte público.
Portanto, para começar, é importante saber que, se hoje o discurso dos políticos parece soar em “grego”, foi o povo da Grécia que deu uma grande contribuição para a organização das sociedades. A política surgiu há 2.500 anos, com os cidadãos que procuravam uma forma de melhor governar Atenas.
A palavra é derivada do grego politheia. O termo refere-se a todos os procedimentos utilizados para administrar a cidade-estado (pólis). O poder, antes centrado apenas em mãos autoritárias, foi dividido entre a elite ateniense que passou a assumir funções públicas, representando o povo dentro do governo.
Primeiramente, a seleção dessas pessoas foi feita por meio de sorteio. Quem conseguia uma vaga na gestão dapólis ganhava até salário. Mais tarde, foi adotado o voto. A população também podia acompanhar as reuniões realizadas em praça pública, ficando por dentro de tudo que acontecia. Ironicamente, séculos depois, boa parte dos brasileiros parece distante desse processo.

O povo é quem manda, só não sabe
 

Desde 1889, o Brasil adotou a república como sistema de governo. No dia 15 de novembro daquele ano foi declarado o fim da monarquia, um marco da nova era na qual ingressava o país. Fomos os últimos do continente americano a adotar esse modelo. Diferentemente da monarquia, a república permite aos brasileiros a participação no processo democrático, por meio do voto, como faziam os atenienses.
Mas só votar não é o suficiente. O povo precisa acompanhar de perto como a máquina pública é administrada, reivindicar seus direitos junto a seus representantes e ser responsável em cumprir seus deveres. Porém, segundo especialistas, nos últimos anos, os brasileiros têm demonstrado desinteresse nas eleições, e acabam votando por obrigação ou se abstendo do voto.
“As eleições parecem ter perdido um pouco de espaço para outras formas de participação, como os protestos, juntamente com o declínio da confiança dos cidadãos em instituições políticas, especialmente partidos políticos e o Poder Legislativo”, explica o cientista político Guilherme Arbache. Mesmo assim, Arbache acredita que o voto ainda é o maior instrumento de poder na mão do povo. “As eleições ainda são a expressão máxima do processo democrático”, resume.
No Brasil, o modelo político adotado é o da democracia representativa. Por meio dela, líderes políticos representam o povo nas variadas esferas públicas. De acordo com a Constituição, todo brasileiro pode cobrá-los, fazendo valer seus direitos de cidadão.
Em outras palavras, se você estiver descontente com aquele buraco gigantesco na sua rua, é possível conversar com o vereador da sua cidade, o mesmo em quem você votou ou não, e pedir a ele satisfações. A atitude serve também para outros casos, como postos de saúde superlotados e escolas sem professores.
Esses representantes atuam mais especificamente nos chamados três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Apesar de distintos, eles estão interligados e o funcionamento deles é o que torna a democracia mais sólida e eficaz (veja o tópico “Tripé político”).

Na prática

Para entender um pouco mais como funciona a política, nada melhor do que começar pelas eleições. No início de julho, os interessados realizaram junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro de suas candidaturas para o pleito de 2014. Neste ano, a disputa conta com 11 presidenciáveis: três mulheres e oito homens. Enquanto que para os cargos de governador, senador e deputado competem 26.127 pessoas. Em outubro, caberá a 142.822.046 eleitores decidir quais deles serão os novos líderes do Estado.
Na última eleição presidencial, em 2010, mais de 135 milhões de pessoas votaram, sendo 2,3 milhões de jovens entre 16 e 17 anos. Mas essa representação caiu. Apesar de o número total ter aumentado, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, apenas 1,6 milhão de jovens da mesma faixa etária votarão este ano – 700 mil a menos que em 2010 (ano que já tinha registrado queda em comparação com 2006). É interessante entender o comportamento desse grupo que vota facultativamente, já que para os demais a participação na eleição é obrigatória.

A tecnologia e o voto

O processo é apurado a partir da contagem das urnas eletrônicas. Mas nem sempre foi assim. Na época da República Velha, o voto era feito em papéis e levava meses para que os brasileiros soubessem quem seria eleito. Normalmente, os votos eram transferidos de todas as cidades do Brasil para o Rio de Janeiro, em meio às limitações de transporte da época, o que colocava em xeque a confiabilidade do resultado.
As coisas mudaram um pouco em 1881 com a Lei Saraiva, ainda nos tempos do império. É que a lei impôs a criação do título de eleitor, estabeleceu eleições diretas e determinou que só poderia votar quem tivesse mais de 21 anos, fosse alfabetizado e possuísse renda superior a 200 mil contos de réis.
Menos de um século depois, foi criado o primeiro Código Eleitoral brasileiro, então prevendo o uso de uma “máquina de votar”. Somente entre as décadas de 80 e 90 é que surgiram as urnas eletrônicas. No entanto, 765 cidades já usarão urnas biométricas e sistema digital de registro de voto neste ano. Em duas delas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bento Gonçalves (RS) e Florianópolis (SC), haverá um projeto-piloto de votação mista: com e sem identificação biométrica.
Dos eleitores, 23,8 milhões estão cadastrados biometricamente e deles 21,6 milhões votarão após autenticação do voto com as digitais na eleição deste ano. Essa forma de votação, independentemente do tipo da urna, é considerada democrática, uma vez que a escolha de todas as pessoas tem o mesmo peso e vale a soma da maioria das intenções.
Em outros países, cuja democracia também é o sistema vigente, o voto é optativo. Assim, só vota quem quiser, e aquele que se abstém não é multado em 3,50 reais, como no Brasil. Canadá, Estados Unidos, El Salvador, Cuba, Colômbia e Paraguai são alguns dos países em que o voto não é obrigatório.

Por que participar?

Mas como se envolver com política e por que fazer isso? No Brasil, apenas 9% dos jovens se consideram politicamente participantes, seja pelo engajamento em algum comitê partidário ou em coletivos e diretórios. E os demais? Segundo a pesquisa Agenda Juventude Brasil 2013 que apresentou este dado, 38% da jovens não gostam e não se envolvem com política.
A razão desse fenômeno pode estar relacionada ao desinteresse, mas também ao analfabetismo político. Nas grades estudantis, por exemplo, não há uma matéria de educação política que ensine o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro ou a administração nacional. No máximo, o assunto é pontuado na disciplina de Geografia.

Experiência positiva

Porém, da cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia, vem um bom exemplo de alguém que contrariou essa lógica. Francisco Kelvin, de 17 anos, tem uma opinião bem firme sobre tudo o que tem a ver com política. “Nossas relações no dia a dia são atos puramente políticos. Nossa vida é política”, pontua. “Nesse sentido, sempre me coloquei como tal e sempre procurei exercer isso: na escola, em casa, na minha militância...”, relata, mostrando seu interesse pelo tema.
O estudante apresenta outro ponto de vista sobre o desinteresse dos jovens pela política: “É que nossa política é chata. Essa talvez seja a questão. Nossos políticos estão ultrapassados. Falam chatices. E o jovem sabe disso”, opina.
Apesar de não ser um tema indigesto, Kelvin sempre gostou do assunto, o que o levou a se engajar logo cedo. Aos 15 anos, ele já participava do projeto Protagonismo Juvenil e da Patrulha Eleitoral – iniciativas que estimulam o adolescente a desenvolver atividades além dos interesses individuais na cidade em que vive.
Como tomou gosto, Kelvin não parou. Um ano depois, envolveu-se no movimento estudantil na escola e na comunidade e então nos programas Parlamento Jovem e Jovens Embaixadores, no qual ganhou uma viagem para os Estados Unidos, realizada em janeiro.

Mais perto do parlamento

O Parlamento Jovem é uma iniciativa da Câmara dos Deputados que seleciona menores de idade para passar uma semana em Brasília a fim de conhecer a rotina dos parlamentares. Já o projeto Jovens Embaixadores é um programa criado em 2002 e busca beneficiar os alunos brasileiros da rede pública de ensino que se destacam por sua atuação comunitária. Os selecionados passam três semanas nos Estados Unidos.
Ambas as experiências foram significativas para Kelvin mas, por meio do Parlamento Jovem ele entendeu melhor o sistema legislativo brasileiro. “Fiquei uma semana em Brasília trabalhando como deputado. Foi uma experiência riquíssima, vivenciei um pouco do nosso processo legislativo, vi o quanto ele é lento e cansativo, porém de suma importância para nós”, avalia.
Kelvin não sonha em assumir um cargo eletivo. Ele prefere a militância e sonha, na verdade, em se formar em Biologia ou Geografia, mas sempre continuar na luta por uma reforma política. Mas, caso um dia se candidate a algo, será para uma função legislativa e não executiva, ele garante.

Militância com e sem partidos

Mas para quem tem convicções alinhadas às de partidos, vale a filiação. Coisa que o estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo, Kauê Scarim, de 22 anos, fez. Scarim milita desde 2011 no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Hoje ele também é diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE) e militante no coletivo da juventude do PSOL, o JSOL. De acordo com ele, dos aproximados 89.222 mil filiados ao partido, um terço são jovens.
No Brasil existem 32 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral e mais de 15 milhões de pessoas filiadas a eles. Segundo o TSE, “a filiação partidária é o ato pelo qual um eleitor aceita, adota o programa e passa a integrar um partido político”. O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) é o que soma mais filiados, ultrapassando 2 milhões de pessoas. Já o Partido da Causa Operária (PCO) é o que tem menos, apenas 2,6 mil filiados.
No entanto, politização não tem ligação direta com partidarização. Pode-se ser uma pessoa politizada, mas sem estar filiado. É o caso de muitos jovens que exercem influências positivas em suas comunidades ou que lutam por um bem comum.
No ano passado, as manifestações pela redução da tarifa dos ônibus foram conduzidas por jovens, sobretudo estudantes. Havia os partidários no meio do movimento, como Scarim, mas uma grande maioria não era filiada. O que abre mais uma vez a margem para mostrar que politização não tem que ver com partidarização.
Pensamento defendido também por Kelvin que, por algum tempo, teve ideais muito alinhados aos da cartilha petista, mas que não se considera um militante do partido, e sim das bandeiras que defendem uma reforma política.

Religião e política

Vivemos em um Estado laico, termo de origem latina (laicus) que significa sem religião ou secular. Sendo assim, o Brasil não possui uma religião oficial. Essa posição ajuda a garantir, por exemplo, que ateus e religiosos de várias matrizes, sejam maioria ou minoria, tenham os mesmos direitos de expressar sua fé ou descrença.
Conforme está escrito na Constituição, no Art. 5º, Inciso VI, "é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias".
Quem estudou em nível doutoral a relação entre o Estado e as organizações religiosas foi Josias De Benedicto, professor do curso de Direito do Unasp. Segundo ele, nessa discussão costuma haver confusão com a definição de termos como "Estado laico", "igreja e Estado", "liberdade de crença" e "liberdade religiosa”.
De acordo com Josias, “o ideal de um estado laico é efetivar uma separação entre ‘religião e estado’ e não apenas separar ‘igreja e estado’”. É importante entender que “religião é o todo; igreja é parte”. Ou seja: “se igreja é um símbolo religioso do cristianismo, ela não é do islamismo (mesquita) e do judaísmo (sinagoga)”, diferencia. Confusão semelhante ocorre com as expressões "liberdade de crença" (qualquer tipo) e "liberdade religiosa" (crença especificamente religiosa).

Cristãos no debate

De acordo com o professor, no que diz respeito aos cristãos e à política, infelizmente, há um mal-entendido em boa parte das igrejas. Para ele, devido a ideias distorcidas vindas dos púlpitos, os fiéis são induzidos a não se inteirarem na política. “Muitos líderes cristãos pregam uma suposta incompatibilidade entre vida cristã e vida política, confundindo politicagem com política. Grande erro!”, observa Josias, alertando ainda para o fato de que “não participar da vida político-democrática significa correr o risco de ser governado por descrentes que abominam a Deus”.
Contra a maré dos cristãos que preferem não entrar em discussões políticas, o funcionário público Diego Fortunato considera importante estar atento ao cenário político em que vive. Aos 30 anos de idade, o adventista do sétimo dia já votou em seis eleições. Para ele, votar conscientemente garante inclusive a segurança dos próprios cristãos. “É preciso estar consciente se o candidato é liberal ou conservador, se ele segue uma linha democrática ou se seu partido tem ligação histórica com ditaduras e regimes comunistas que reprimem o cristianismo e qualquer liberdade religiosa”, adverte.
Na Bíblia é possível ver representantes do povo de Deus envolvidos em questões civis. José, Moisés, Ester e Daniel, todos tiveram contato com os governantes de sua época. José foi governador no Egito. Similarmente, Daniel alcançou o topo do poder civil em Babilônia, e aquela nação foi beneficiada por isso. Mais tarde, o profeta teve influência no governo medo-persa dos imperadores Ciro e Dario. No Novo Testamento, há registro de Paulo pregando para o alto escalão do Império Romano. E assim foi com os cristãos ao longo da história.
Segundo Márcio Costa, professor de Teologia do Instituto Adventista Paranaense (IAP), Ellen G. White, uma das pioneiras da Igreja Adventista, era favorável e encorajava os jovens para que se candidatassem a cargos públicos. “No entanto, ela advertia que, tal qual José no Egito, a religião deve ser o esteio de todas as decisões. Não pode haver incoerência entre o exercício da função e a prática da fé”, complementa o especialista em história do adventismo.
Na visão do teólogo, o estado e a igreja exercem funções complementares e, em alguns tópicos compartilham a mesma agenda, como a promoção da justiça e da paz e o investimento em saúde e educação. “Ao estado compete a manutenção da ordem social por meio do cumprimento das leis, o que envolve punição ou recompensa e, à igreja cabe a transformação pessoal por meio do evangelho”, define.
Ao falar sobre a importância do perfil do candidato a ser escolhido, ele aconselha que os cristãos analisem, além das propostas e capacidade administrativa do político, como o discurso e a conduta dele revelam seus princípios morais (veja o tópico “Cartilha”). “O voto, portanto, é um dispositivo que a democracia nos dá de representar a vontade de Deus”, conclui o teólogo Márcio Costa.

Tripé político

Executivo. Está dividido em três níveis: federal (presidente), estadual (governador) e municipal (prefeito). É responsável pela execução de programas em áreas como educação, saúde, agricultura, habitação, saneamento e prestação de serviços públicos.
Legislativo. Também é divido em três níveis: municipal (vereadores), estadual (deputados) e federal (deputados e senadores). São os parlamentares que devem fazer do legislativo o principal fórum de debate social, ouvindo a população e a representando em suas decisões. Eles também fiscalizam o Poder Executivo.
Judiciário. Pune quem não cumpre a lei e protege os direitos individuais e coletivos dos brasileiros. É dividido por áreas: federal, estadual, do trabalho, eleitoral e militar. Os juízes ou magistrados são selecionados via concurso público.

Cartilha

Assim como outras denominações, a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem orientado seus membros sobre a postura da organização em tempos de eleição. Seguem abaixo as principais diretrizes.
A igreja, suas instituições e funcionários não manifestam apoio a nenhum regime político, partido ou candidato. Ela é apartidária. Por isso, não mantém bancada de parlamentares e nem permite que seus templos, reuniões e materiais sejam usados para propaganda eleitoral.
A igreja recomenda que seus membros participem das eleições e que votem em candidatos que: (1) combatam as drogas legais e ilegais; (2) defendam e liberdade religiosa, a separação entre igreja e estado e a proteção à família; (3) e que tenham propostas concretas para melhorar a vida da população.
A igreja desaconselha que candidatos adventistas peçam votos em reuniões oficiais e solicita que eles deixem suas funções na congregação local durante a campanha. Para se candidatar, pastores e funcionários da igreja devem se desligar da organização. Adventistas eleitos não são representantes da denominação no parlamento ou poder executivo.
Fonte: Documento “Os adventistas e a política”, redigido pela sede sul-americana da Igreja Adventista e publicado na Revista Adventista de setembro de 2014, nas páginas 12 e 13.

Saiba quem (não) representa você

Câmara dos Deputados: representa o povo brasileiro, legisla sobre os assuntos de interesse nacional e fiscaliza a aplicação dos recursos públicos. Durante quatro anos, os 513 deputados federais criam, reformulam e votam leis (www2.camara.leg.br).
Senado Federal: além de aprovar leis e fiscalizar o Poder Executivo, os 81 senadores podem processar e julgar o presidente da República, regulamentar as agências reguladoras e suspender a execução de leis julgadas pelo STFcomo inconstitucionais. Cada estado elege três senadores para um mandato de oito anos (www.senado.gov.br).
Presidência: governa o povo e administra os interesses públicos; exerce o papel de chefe de Estado e de governo; e executa as leis elaboradas pelo Poder Legislativo, mas também pode iniciar esse processo. É eleito(a) para um mandato de quatro anos, com possibilidade de reeleição (www2.planalto.gov.br).

Artigo retirado do site: www.conexao20.com.br site oficial da Revista Conexão 2.0

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

10-agua-b
“Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” (João 7:37).
Eduardo não se sentia muito bem. A boca estava seca, os lábios se achavam partidos, e ele sentia tanta tontura que chegava a cair frequentemente. E sempre que isso acontecia, ele ficava deveras desalentado.
Um dia ele resolveu consultar o médico. Certamente não precisava ficar nessa condição o resto da vida. Depois que o médico tomou conhecimento de seus sintomas, meneou a cabeça e disse: “Eduardo, seu problema é que você está com sede!” Eduardo ficou mais aliviado, e perguntou: “Que devo fazer?”
O médico encostou-se na poltrona.
Em primeiro lugar, você precisa notar o que o incomoda mais: se é a secura da boca, os lábios partidos ou alguma outra coisa. Digamos, por exemplo, que sejam os lábios partidos que lhe causam mais incômodo. Trate-os até ficarem curados. Lide então com alguma outra coisa. Use sua força de vontade. Isso é a chave.
Eduardo foi para casa, e depois de dizer várias vezes por dia: “Resolvi não ter lábios partidos”, achava-se em pior estado do que antes. Procurou outro médico. Este ficou comovido ao ouvir a história de Eduardo, e exclamou:
- Não posso imaginar por que os outros médicos não lhe contaram a verdade! O que você precisa fazer quando está com sede é tomar água!
- Água? Perguntou Eduardo. Isso parece ser bom! Onde posso encontra-la?
- Ela vem do poço – respondeu o médico.
Eduardo retirou-se apressadamente e começou a cavar um poço. Dentro de pouco tempo faltaram-lhe as forças. Era evidente que iria morrer antes que pudesse cavar até atingir a profundidade suficiente. Soube então da boa-nova de que já fora cavado um poço. Só teria de falar com o dono do poço, e ser-lhe-ia concedida toda água de que necessitasse. Eduardo foi até o poço e aceitou a dádiva que lhe foi feita. Agora ele percorre aquela região, transmitindo a todos a agradável notícia.
Em nossa vida cristã, quantos de nós desperdiçamos muito tempo procurando vencer os sintomas do pecado e obter a água da vida por nós mesmos! Quando compreendemos que o uso apropriado de nossa vontade é chegar-nos a Cristo, o qual faz o convite: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”, alcançaremos a vitória que em vão procuramos obter por nossas próprias forças. Não precisamos cavar o poço – ele já foi cavado. Tudo que temos de fazer é dirigir-nos a Cristo e aceitar as riquezas de Sua graça.
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-> Autoria: Morris Venden          fonte: novotempo.com/amiltonmenezes

domingo, 24 de agosto de 2014

sorrir-beneficios-saude-vida-e-saude
Sorrir é o melhor remédio. E já existem razões científicas para isso. Um estudo da Universidade Loma Linda, na Califórnia (EUA), aponta que o riso aumenta a produção e a atividade no organismo das células NK (do inglês, Natural Killers), responsáveis por destruir vírus e até tumores presentes no organismo como o câncer.
Como se isso não fosse o bastante, o riso também pode diminuir o risco de problemas cardíacos, aumentar os níveis de HDL (colesterol bom), e até prevenir o aparecimento das temidas rugas! Além disso, um estudo da Universidade Wayne, em Michigan, nos Estados Unidos, mostrou que quanto mais largo o sorriso de uma pessoa, maior pode ser a sua expectativa de vida.
Confira outros benefícios de sorrir mais para a saúde:
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Rir faz bem ao coração

O riso pode ser um dos fatores para reduzir doenças cardíacas, segundo estudo da Universidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA). Os pesquisadores analisaram dois grupos de pessoas que haviam sofrido um ataque cardíaco. Um dos grupos foi estimulado a assistir vídeos de humor durante 20 minutos diariamente. Após um ano, eles apresentaram queda de 66% da proteína C-reativa, um marcador da inflamação e do risco de problemas cardiovasculares. No outro grupo, a queda dessa substância foi de apenas 26%. Mostrando assim, que as pessoas que riram mais tiveram o risco de problemas cardíacos reduzido significativamente.
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Colesterol lá em baixo

Em outro estudo, os pesquisadores da Universidade de Loma Linda acompanharam 20 pacientes diabéticos com altas taxas de colesterol ruim no sangue, sendo que todos usavam remédios para controlar esses problemas. Metade desses pacientes continuou com o tratamento padrão, enquanto a outra metade, além de tomar a medicação, assistia a filmes de comédia diariamente, durante 30 minutos. Após um ano, o grupo que foi estimulado a rir mais elevou seus níveis de HDL (bom colesterol) em até 26%. No grupo de controle o aumento foi de apenas 3%.
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Antirrugas natural

Ao dar boas risadas, nós movimentamos 12 músculos faciais e, em uma gargalhada são movimentamos 24 músculos faciais. Quando conversamos e gargalhamos ao mesmo tempo, então, são 84 músculos. Todo esse exercício facial estica a pele, retardando o aparecimento de rugas.
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Exercite-se rindo!

Uma boa gargalhada pode ser tão boa quanto a prática de exercícios físicos, de acordo com pesquisa da Universidade de Loma Linda. Isso porque ela estimula a circulação, produz endorfina e também movimenta músculos não somente do abdome, mas também das pernas, braços e pés. Os pesquisadores afirmam que o riso pode ser inclusive a chave para a saúde de idosos que não conseguem praticar atividades físicas.
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E agora, está esperando o que pra abrir esse sorriso?

15-Jesus-o-caminho-b
“E eis que Lhe trouxeram um paralítico deitado. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.” Mateus 9:2
Jerônimo era um bom esposo e pai exemplar, mas não aceitava a Jesus. A esposa, dona Joana, dizia que a única coisa que faltava para que o lar fosse realmente feliz, era que Jerônimo decidisse entregar a vida a Cristo. Mas os anos passavam e Jerônimo não tomava a decisão. Era um homem correto, um cidadão cumpridor de seus deveres, assistia de vez em quando aos cultos da igreja, mas nunca respondera a um apelo para aceitar a Jesus e unir-se ao povo de Deus.
Um domingo de manhã, enquanto ele e a família se preparavam para um  passeio, foi surpreendido por uma dor horrível na cabeça. Levaram-no ao hospital e o diagnóstico foi: derrame cerebral.
Quando saiu do hospital estava todo deformado, não conseguia andar por si só, e teve que usar uma cadeira de rodas para ser transportado de um lado para outro. Foi nessas circunstâncias que ele aceitou a Jesus e pediu o batismo.
Numa tarde sábado, o pastor Alejandro Bullón batizou Jerônimo. Dois diáconos carregaram-no para entrar nas águas do batismo. Podia ter chegado por seus próprios meios, com os próprios pés, mas adiou a decisão e quando a tomou foi preciso ser levado ao tanque pelos amigos.
No verso de hoje encontramos uma situação parecida. “Eis que lhe trouxeram um paralítico deitado”. Tratava-se de um homem que havia vivido numa vida de pecado. Não era esta a primeira vez que sentira o convite de Cristo. Quando ainda estava fisicamente bem, ouvira muitas vezes a voz do Espírito Santo trabalhando em seu coração. Mas estava completamente amarrado a vícios. Era uma situação que o envolvia por todos os lados. Alguma coisa, lá dentro, lhe dizia que não podia brincar com o pecado, que a vida que estava vivendo não o levaria a nenhum lugar bom, que estava cavando sua própria sepultura. Mas quem entra na roda do pecado não sai nunca, a menos que voluntariamente permita que Cristo opere um milagre.
O resultado da vida pecaminosa desse homem começou logo a se manifestar em sintomas físicos. A paralisia começou a tomar conta do corpo e ficou prostrado no leito do sofrimento. Em meio à dor e ao desespero de sentir-se inútil, era atormentado incessantemente pela culpa. Foi aí que acordou para as coisas espirituais e manifestou a decisão de aceitar a Jesus. Só que há não podia mais ir a Jesus por suas próprias forças, foi preciso que outras pessoas o levassem. Mas foi. E o milagre aconteceu. Jesus perdoou seus pecados e ele voltou para casa andando.
Irá você a Jesus andando com os próprios pés? Ou esperará que chegue o dia em que sejam outros que o levem? A decisão é sua, e tem que ser agora.
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-> Autor: Alejandro Bullon
-> Narração: Amilton Menezes

18-paisagem-b
“Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz” (Isaías 43:18 e 19).
Frank Deford ficou devastado pela morte da sua filha Alexandra. A fibrose cística ceifara sua vida aos 8 anos de idade. Vários meses depois do enterro, o assunto de uma possível adoção veio à tona. Talvez os Deford pudessem adotar outra menina. Chris, o filho, achou que aquela era uma boa ideia. Mas Frank relutava. Certamente dar um lar para uma criança necessitada era uma boa coisa, mas Frank nem podia pensar em trazer uma estranha para ocupar o lugar de Alexandra. Não parecia justo. Ninguém nunca poderia substituí-la naquela casa.
Mas, uma noite, a esposa de Frank fez uma observação: “Sabe, se quiséssemos ter um bebê, é pouco provável que o pudéssemos conseguir aqui nos Estados Unidos. Ele teria que vir de algum país distante.” Sim, Frank entendia isto. Então sua esposa perguntou: “Lembra-se da oração de Alexandra?” Sim, Frank se lembrava. Sua filha sempre orava: “Deus, por favor, cuida do nosso país, e traga algumas pessoas necessitadas para o nosso país!”
Lágrimas brotaram dos olhos de Frank. Agora ele entendeu. Uma criança adotada não iria substituir Alexandra, mas seria a resposta para a oração dela. Em poucos meses, os Deford, com muita alegria, receberam em seu lar uma preciosa menina vinda das Filipinas. Agora, eles podiam seguir em frente e reconstruir a vida.
Podemos ficar presos na dor do passado, ou partir para novos começos. Novos começos não ignoram nem apagam o passado, mas nos levam para além da dor devastadora. O passado é um professor, mas não é nosso senhor. Alguém disse, com muita propriedade: “Você nunca poderá correr para frente olhando para trás.”
A cada manhã, Deus nos convida para um novo começo. Frank Deford e sua esposa começaram de novo. Sua filha adotiva não substitua as Alexandra, mas trouxe-lhes uma nova alegria. Eles descobriram que as misericórdias de Deus “não têm fim”, e que elas “renovam-se cada manhã”.
Podemos descobrir este Deus de novos começos em nossa vida também. Podemos libertar-nos dos nossos erros passados. Podemos começar outra vez. Que hoje seja o seu dia de um novo começo.
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-> Autor: Mark Finley
-> Narração: Amilton Menezes

domingo, 1 de junho de 2014

fracassoPode Deus usar até mesmo os nossos fracassos, fazendo-os concorrer para o nosso bem último? Sim! Considere o caso de Marcos. Ele desistiu de ser missionário. Não aguentou os rigores das viagens missionárias de Paulo. Foi para casa como um fracasso. Mais tarde, querendo Barnabé levar o jovem na aventura missionária, Paulo recusou-se. Surgiu uma desavença entre Paulo e Barnabé sobre o que fazer com Marcos. Finalmente, Barnabé pegou Marcos e foi para Chipre.
Ficamos a imaginar o que aconteceu com Marcos sob o ministério de cura de Barnabé. O nome Barnabé significa “filho da consolação”. É exatamente isso o que ele foi para Marcos. Ele o tirou do seu fracasso e o levou de volta à fé. Deus não havia desistido de Marcos; nem tampouco o faria Barnabé. Chegada a hora certa e Marcos estando pronto, Pedro assumiu o ministério da reconstrução.
O grande pescador sabia o que era falhar para com o Senhor e receber nova oportunidade de recomeçar. Por causa de sua própria experiência, ele pôde oferecer coragem e esperança ao jovem Marcos. Deus estava operando os planos e propósitos que tinha para Marcos. Com Pedro, Marcos aprendeu em primeira mão a vida, a mensagem e o ministério de Cristo. Mais tarde, baseado nos relatos de Pedro, Marcos escreveu o segundo evangelho, um registro para a igreja primitiva do que Cristo fez e disse como Salvador. Isso não teria sido possível se ele houvesse permanecido com Paulo. O Senhor usou um desapontamento profundo a fim de dar-nos o Evangelho de Marcos. E, com o tempo, Marcos e Paulo se reconciliaram.
Que lição podemos tirar dessa história? Podemos confiar nossos fracassos ao Senhor? Conseguimos crer que uma mágoa levou a uma esperança? O desafio é confiar ao Senhor os nossos fracassos. Ele pode conduzir-nos para uma direção nova, que de outra forma jamais teria sido possível. Que Senhor espantoso! Henrieta Mears disse, certa vez: “Fracasso não é pecado. Descrença o é”
 (Escrito por Lloyd Ogilvie)

Um homem só é completo quando tem uma mulher que é feliz ao seu lado. Por isso, descubra como pequenos atos podem ajuda-lo nesta conquista.
1. Dê Atenção- A sua atenção é a maior prova do seu interesse e amor por ela. Seja um bom ouvinte e não um senhor “concerta tudo”.
2. Seja Romântico – Abrace-a, diga palavras carinhosas em todas as circunstâncias e não só nas horas íntimas. Lembre-se: romantismo nem sempre deve terminar em sexo.
3. Namore Sua Esposa – Lembre-se do tempo de namoro. Dê preferência a ela nas atividades da vida. Coloque-a em primeiro lugar e ela lhe dará a primazia.
 4. Seja Cooperativo – Quer marcar pontos importantes na conquista de um bom relacionamento? Então, ajude sua esposa nas tarefas do lar. Encare isto como um investimento. Ele voltará, em forma de gratidão, paz, carinhos e valorização.
5. Seja Sacerdote - O homem é o sacerdote da família, busque um momento durante o dia para reunir a família para a adoração.
 6. Seja Criativo - Pense em maneiras de criar situações em que você possa ficar a sós com ela. Crie pequenas coisas que a torne mais feliz. Não pense de forma prática ou racional, mas encha seu romantismo de criatividade.
 7. Não Deprecie Sua Mulher - Nunca fale mal da sua mulher, muito menos em sua rodinha de amigos. Caso não tenha nada de bom para falar (o que é improvável), fique calado. Quem valoriza o cônjuge, se valoriza.
 8. Pense Mais na Casa – O lar é uma extensão da personalidade da mulher. Converse mais sobre o lar e os filhos e ajude-a dentro das possibilidades a tornar a casa o mais confortável possível.
 9. Converse Para Decidir – Converse com sua esposa para tomar decisões. Ela é mais intuitiva e pode ajudar a enxergar coisas que você não veria.
 10.Evite Ser Negativo – 90% das coisas que falamos em casa são negativas. Incentive os pontos positivos. A comida bem preparada, o trabalho bem executado, em tudo você poderá encontrar um motivo para valoriza-la.
 11. Procure sempre a orientação de Deus - Nunca esqueça de uma coisa: Onde Deus está, há paz, amor e união, portanto, um relacionamento para ter verdadeiro sucesso, precisa da atuação Dele em todos os aspectos. Faça isso acontecer por meio da oração, leitura dos conselhos bíblicos e fundamentalmente tratando seu companheiro da maneira que Jesus tratava as pessoas. Ele as amava verdadeiramente!
 (Autoria atribuída a Ronaldo Pacífico)

beco_sem_saidaJairo era um homem rico, poderoso, culto, inteligente e famoso. Tinha aparentemente tudo que um homem precisa para ser feliz. Mas vivia atormentado por um problema que se tornava insolúvel à medida que o tempo passava. Sua filhinha estava condenada à morte pela ciência médica de seus dias. Não havia solução humana para seu estado. O dinheiro, o poder e a cultura de nada lhe serviam. Estavam num beco sem saída. Naquele tempo, andava pela Galiléia um homem chamado Jesus. Multidões O procuravam. Na Sua presença cegos enxergavam, paralíticos andavam, leprosos eram curados. Todos eles chegavam até Jesus com saúde quebrantada e os sonhos feitos em pedaços. E retornavam para casa em paz e com uma nova dimensão da vida.
Alguma coisa falava lá no fundo do coração de Jairo que sua única esperança estava em Jesus. Mas ele não podia alimentá-la. Geralmente, os que O seguiram eram ladrões, prostitutas, leprosos e miseráveis. Como ele, poderoso, inteligente e culto, podia juntar-se ao povo simples e correr atrás de Jesus?
Os dias passavam e a menina entrou em estado de coma. Ao ver sua filha morrendo, Jairo não resistiu mais. Procurou Jesus, caiu aos Seus pés e disse: “A minha filha está morrendo! Venha e ponha as mãos sobre ela para que sare e viva!”
Você percebeu? Jairo não pede ajuda. Jairo não deixa o problema nas mãos de Jesus, não diz “seja feita a Tua vontade”. Jairo ordena. Afinal de contas, líderes foram feitos para dar ordens, para comandar, para mostrar o caminho. Líderes não se submetem, não seguem, não suplicam. Mas, no relacionamento com Jesus, as coisas são diferentes: você não é o maior quando comanda, você cresce quando é comandado.
Veja Jairo, de joelhos, querendo dirigir Jesus. Podem os homens ajoelhar-se e estar, inconscientemente, querendo dizer a Deus como é que as coisas devem ser feitas? Jesus não discutiu com Jairo. Foi com ele. Mas demorou. E quando Jesus demora é porque tem para nós algo maior. A filha de Jairo morreu e esse foi o início da experiência que realmente conta na vida dele. A sua filha morreu, e ele renasceu.
Depois da morte da filha, Jairo não comanda mais, é comandado. Não dirige mais, é dirigido. Não é ele quem leva Jesus pelo braço. Jairo coloca a mão no braço poderoso de Jesus e é levado por Ele. A filha estava morta, mas Jesus entrou e a filha ressuscitou, porque Ele é a vida.
Que grande dia para o líder. De manhã procurou Jesus, buscando uma cura. Jesus demorou, mas ao anoitecer lhe deu uma ressurreição.
Comandar ou ser comandado No reino de Deus, as coisas são diferentes. É quando o grão morre que renasce transformado em muitos grãos; é fazendo-se pequeno que se cresce; é morrendo que se vive. (Escrito pelo Pr. Alejandro Bullón)


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: “Tenho algo importante para te dizer”. Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: “Por quê?”
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou “você não é homem!” Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta
satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me
senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso
filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar
meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. “Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio” – disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então, quando eu a carreguei para fora da casa, no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo “O papai está carregando a mamãe no colo!” Suas palavras me causaram
constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho “Não conte para o nosso filho sobre o divórcio” Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da
casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto,
seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse “Todos os meus vestidos estão grandes para mim”. Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso… ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração….. Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse “Pai, está na hora de você carregar a mamãe”. Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos
segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o
meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: “Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo”.
Eu não consegui dirigir para o trabalho… fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia… Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela “Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar”.
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa “Você está com febre?” Eu tirei sua mão da minha testa e repeti.” Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta
de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe”.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: “Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe”.
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama – morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio – e prolongou a nossa vida juntos
proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, do seu marido, façam pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
Um casamento centrado em Cristo é um casamento que dura uma vida toda.
(Recebi o texto acima, por e-mail. Não sei quem escreveu. Acho, também, que pouco importa se é um relato real ou fictício. Por isso resolvi publicar aqui. Se salvar do divórcio um casamento fragilizado, terá valido a pena).

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