segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

dizendo-nao
IMAGEM DA INTERNET
Você sabe dizer “não”? Ou você é do tipo que tem dificuldade em negar pedidos ou favores?
Tenho recebido em meu consultório muitas pessoas que possuem dificuldade em dizer “não” em situações sociais, como quando alguém lhe pede um favor, ou lhe oferece algo para comer. Mas, de onde vem essa dificuldade?
A dificuldade de dizer “não” está diretamente relacionada com nossas crenças, e a avaliação que fazemos de nós mesmos e do outro. Se a forma como eu me vejo me transmite insegurança, e me faz sentir necessidade de ser aceito por todas as pessoas, terei mais dificuldade em dizer não, pois em minha mente, se eu negar algo a alguém a pessoa pode se afastar de mim ou se chatear comigo. Se eu fui ensinada na infância que é feio dizer “não” quando alguém pede um favor, também terei dificuldade com isso, e se por acaso vier a negar o favor, poderei me sentir culpada por estar agindo mal.
Dizer “não” é, em muitos momentos, necessário. E se não sabemos fazer isso, um dos prejuízos que podemos ter é sofrer com o stress. Isso porque quando dizemos “sim” para tudo e todos, acumulamos mais responsabilidades e atividades do que somos humanamente capazes de realizar. Um dos aspectos essenciais de uma vida saudável é ter temperança. Temperança significa dizer “não” para aquilo que é ruim e ser equilibrado naquilo que é bom.
Trabalhar é bom, mas trabalhar 12 horas por dia, 7 dias na semana não é saudável. E às vezes você terá que dizer “não” para seu chefe ou colegas de trabalho, recusando-se a fazer tantas horas extras. Ir à casa da avó fazer uma visita é muito bom, mas se você está trabalhando para emagrecer, você terá que aprender a dizer “não”, quando a avó oferecer aqueles quitutes gostosos que ela faz com muito carinho para você. Você pode até dizer: “Ah, mas meu chefe vai ficar zangado e posso até perder o emprego!” ou então “Minha avó vai ficar ofendida e eu não quero deixá-la triste!”. Essas são formas de pensar muito comuns que fazem com que as pessoas continuem dizendo “sim” quando deveriam dizer “não”.
Na verdade, negar algo não significa ofender ou chatear pessoas, mas cuidar de si mesmo e respeitar seus próprios limites. Você pode encontrar outra forma de colaborar com sua equipe. Pode encontrar também outra forma de lidar com os quitutes feitos pela avó. Mas, o primeiro passo é convencer a si mesmo de que você não precisa dizer “sim” sempre, e que buscar o equilíbrio naquilo que é bom (porque aquilo que é prejudicial nós nem devemos fazer) é necessário para ser alguém saudável e feliz.

Karyne M. Lira Correia – Psicóloga e Mestre em Psicologia, atua na área clínica, é palestrante e consultora na área de treinamentos. – www.karynemlira.com

domingo, 28 de fevereiro de 2016

depressao-fe-vida-e-saudeComo o cristão pode enfrentar os transtornos mentais sem culpas nem julgamentos
Não é novidade para ninguém que em algum momento de nossas vidas teremos de enfrentar conflitos. Medos, perdas, tristezas, frustrações, angústias, que infelizmente fazem parte da rotina humana após a entrada do pecado na humanidade. Não que isso seja propriamente uma alteração patológica, uma doença.
O transtorno depressivo maior é uma das principais causas de incapacidade para o trabalho, comprometimento na vida social, acadêmica e, com certeza, familiar. Com alta morbidade e mortalidade.
O humor deprimido e a perda de prazer são os sintomas principais da depressão. Associados a eles estão a diminuição do interesse e motivação, baixa autoestima, choro fácil, culpa, irritabilidade, ansiedade, insônia ou sono em excesso, aumento ou perda do apetite. Alguns pacientes dizem que não conseguem nem se “levantar da cama”. Além disso, vem uma fadiga inexplicável, sentimentos de vergonha ou autodepreciação, negativismo, isolamento, ideias de morte, e, por fim, a tentativa de suicídio.
Você pode estar se perguntando o porquê de todos esses sintomas. Encontramos diversas causas que atualmente vem sendo estudadas, como fatores biológicos, genéticos e neuroquímicos. Outros atuam como fatores desencadeantes como a perda de pessoas queridas, moradia, trabalho, separação precoce da mãe, assim como negligência e maus tratos durante os primeiros anos de vida, sendo relacionados a uma maior vulnerabilidade a doenças mentais como depressão e esquizofrenia ao longo da infância e vida adulta.
Cada vez mais tenho me deparado com pacientes nesta situação. Percebo um sofrimento imenso devido a maioria destes serem cristãos. Isso porque eles concluem que seu problema acontece talvez por falta de fé, e têm sentimentos de que Deus não se importa com eles, e de que não são agradecidos pelas bênçãos do Senhor. Tudo isso atua como um rolo compressor e essas pessoas acabam se sentindo excluídas, desafortunadas e se afastam do convívio de seus queridos, da igreja e do trabalho, chegando até o desfecho mais temido… o suicídio.
O que dizer de uma família aparentemente perfeita? Imagine a cena: pais que se amam e se respeitam, com estabilidade financeira, filhos obedientes, guardadores da lei de Deus, membros ativos na igreja. No entanto, mesmo assim a mãe dessa família sofre com uma tristeza profunda, desanimada, incapaz de manter a alegria e equilíbrio na vida. É neste momento que os julgamentos se iniciam, possivelmente dentro da família, amigos e inclusive na igreja. Esta pessoa passa a ser vista como preguiçosa, mal agradecida, sem fé, mãe negligente e, como já ouvi muitas vezes “ela tem de tudo, mas não desfruta de nada”…
Se essa é a sua situação, tenha a certeza de que Deus não te condena por sentir tudo isto e está disposto a prover tratamento adequado para suas angústias, aliviar suas tensões e te conceder uma vida produtiva. Ele conhece, entende profundamente este transtorno e, o melhor, está disposto a te ajudar.
Primeiramente, não tenha medo nem preconceito de buscar ajuda profissional. Alguns consideram isso uma demonstração de fraqueza ou falta de fé, afinal, muito desequilibrio e fanatismo permeiam esta questão. O que precisamos entender é que muitos pacientes necessitarão de acompanhamento profissional e, principalmente, medicamentoso nesse caso. Buscando sempre nosso ideal, princípios imutáveis de uma vida saudável, alimentação adequada, exercicio fisico e uma vida religiosa pura e positiva.
Como eu gosto de dizer, descanse nos braços do Senhor, busque tratamento imediato com um profissional de saúde mental e inicie uma nova caminhada com esperança.
Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso”… Mateus 11:28

POR: Dalton Duarte de Lima Júnior - Psiquiatra, Médico Assistente de Dependência Química da Casa de Saúde Nossa Senhora do Caminho, Médico do Núcleo Infantil da Universidade de Santo Amaro.
FONTE: vidaesaude.tv

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

cristaoscansados.net-wp-content-uploads-2013-05-Legalismo-ou-Amor
 Se você está lutando com o legalismo, não lute abandonando os seus bons momentos. Esta é uma boa advertência que eu me lembro de ter ouvido certa vez de um pastor. Em outras palavras, existe uma tentação de presumir que combater o legalismo é correr das boas coisas, quer seja a leitura da Bíblia ou atos de amor, porque nos enganamos ao achar que elas fazem parte do problema. Todos estão sujeitos a essa tentação. Somos bombardeados diariamente com várias escolhas. O que comer, o que vestir, o que assistir, onde estudar e trabalhar, com quem sair. Dessa forma se torna muito fácil confundir princípios com práticas. Uma confusão pode se formar na linha entre realmente viver para a glória de Deus, ou viver atrelado ao legalismo. Mas penso que a dúvida começa com a definição do legalismo.
O que é legalismo. Legalismo é perseguir boas obras com a intenção de conseguir o favor divino. O ponto é salvar a si mesmo. São boas obras sem a crença de que Deus nos justifica pela fé somente. John Piper explica da seguinte forma: “A essência do legalismo é quando a fé não é o motor da obediência”. Quando trabalhamos arduamente para Deus em vista de obtermos seu favor, não estamos operando pela fé. Ao invés disso, estamos afirmando que devemos acrescentar alguma coisa ao trabalho finalizado de Cristo na cruz. Seu trabalho não foi suficiente, portanto, devemos trabalhar para deixá-lo feliz – devemos tomar o trabalho em nossas próprias mãos para sermos aceitos por Deus.
Mas a Bíblia nos diz que somos justificados pela graça através da fé somente, e não é um trabalho nosso, mas um presente gratuito de Deus. Nossa salvação não é, e nunca será, resultado de nossas obras: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus” Efésios 2:8. Não há nada que possamos fazer para ganhar o favor salvador de Deus. Se estamos em Cristo, nós TEMOS o seu favor, sempre!
Eu sei que quando sou tentado pro lado do legalismo, é simplesmente por ambição própria. Eu quero pegar meus bons atos e ficar desfilando com eles para Deus e o mundo. É por isso que Efésios 2:9 é tão importante: “não por obras, para que ninguém se glorie”. O motivo pela qual a nossa salvação é gratuita, é para que ninguém fique por aí se achando. Nossa salvação não é no fim das contas acerca de nós, mas acerca de Deus. Deus faz o trabalho e Ele recebe todo o crédito por isso. O legalista quer fazer o trabalho, merecer o favor e receber a glória por isso.
O que não é legalismo? Aqui é onde a confusão começa a se formar. Igualar a busca pela santidade com o legalismo pode causar um mundo de problemas. Esse erro pode eventualmente levar à projeção de um julgamento sobre os outros ou a uma vida de licenciosidade. Mas perseguir a santidade e viver de forma legalista não é a mesma coisa. Legalismo é uma questão do coração, não obediência a Deus e amor radical ao próximo. Legalismo se dá quando tentamos merecer o favor de Deus, e não quando o seguimos porque fomos salvos pela graça.
Novamente Piper explica: Veja bem, legalismo não é simplesmente a busca pela lei. É a busca da lei pelos motivos errados – com algum outro propulsor que não seja a fé. A lei de Deus DEVE ser buscada. O Filho de Deus “condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da Lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Romanos 8:3b-4. Nós devemos buscar o cumprimento da lei – pelo Espírito. Vamos chamar essa boa busca de “obediência pela fé”.
Essa notícia é libertadora. Podemos buscar a Jesus, amá-lo, aprender sobre Deus, e podemos fazer isso como um ato preenchido de obediência pela fé. Quando acordamos pela manhã e nos prostramos desesperadamente perante Deus, é um ato que expressa a nossa necessidade dele. Quando abrimos as nossas Bíblias para ouvir a sua voz, nós o fazemos não porque procuramos a sua aceitação, mas para andarmos em sua companhia.
O que estamos realmente perseguindo? No começo do texto eu citei algumas das escolhas que encaramos diariamente por aí. Com certeza nós temos muitas. Mas por um acaso alguma delas resume o que é seguir a Jesus – coisas como comer ou não comida orgânica ou vestir ou não calça jeans? Nós podemos gastar toneladas de energia em várias atividades, mas Deus nos chama para perseguir algo bem mais incrível, e de alguma forma, mais simples. Ele nos chama para sermos santos: “Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância. Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: ‘Sejam santos, porque eu sou santo’.” 1 Pedro 1:14-16.
Assim como um filho obedece a seu pai, nós somos chamados para sermos crianças obedientes ao Pai celeste. Nós buscamos a Deus porque “não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que nós fomos redimidos da nossa maneira vazia de viver, transmitida por nossos antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo” 1 Pedro 1:18-19. A instrução de Pedro parece guerra: “estejam com a mente preparada, prontos para agir; estejam alertas e ponham toda a esperança na graça que será dada a vocês quando Jesus Cristo for revelado.” 1 Pedro 1:13 – o que não é legalismo, mas fé.
Com certeza devemos estar atentos aos perigos de se inclinar para o legalismo. Mas lembremo-nos que a busca por Cristo, especialmente pela guerra contra o pecado, não deve ser negligenciada apenas porque nossos corações são tentados pelo erro. Como podemos combater qualquer tentação? Nós recordamos o que Deus fez através de Cristo e o que ele nos prometeu fazer, que é somente pela sua graça, não por nossas obras.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

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Diretor regional da ADRA Brasil na Bahia, Luís Fernando.
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O governador do Estado, Rui Costa,
 elogiou a mobilização dos adventistas na Bahia
O diretor regional da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA)Brasil para o Estado da Bahia, Luiz Fernando, e o líder do Ministério Jovem da Igreja Adventista para Bahia e Sergipe, pastor Alceu Filho, participaram do encontro. Em discurso, Luís Fernando salientou a importância dessa unidade em torno de um problema social que afeta a vida de milhares de famílias, e apontou o trabalho que já vem sendo feito pelos adventistas no Estado. “A Igreja Adventista do Sétimo Dia, com seus 2,4 mil templos e 180 mil membros, está usando as redes sociais, todos os eventos, para divulgar o combate ao mosquito. Essa convocação do governador Rui Costa é muito boa porque já tínhamos a iniciativa própria e, com a parceria com o Governo, teremos mais material e ferramentas para levar aos nossos membros, que vão levar a campanha para as comunidades”, afirmou.
Em sua página pessoal em uma rede social, o governador da Bahia elogiou a iniciativa dos adventistas no combate ao Aedes Aegypti. “São 180 mil membros sendo chamados ao bom combate”, escreveu. Durante o evento, foi apresentada uma das iniciativas em andamento, que é a biofábrica Moscamed, em Juazeiro, capaz de produzir mosquitos modificados geneticamente e que, ao se reproduzirem, formam gerações estéreis. “Nós já estamos fazendo testes com mosquitos em Jacobina e Juazeiro, com resultados positivos. Nos lugares onde eles foram soltos, a população de mosquito reduziu em até 80%. Agora estamos procurando apoio do governo federal para produzir este mosquito em larga escala e distribuí-lo pelos lugares onde há os principais focos”, declarou Rui Costa. 
[Equipe ASN, Heron Santana] FONTE: noticias.adventistas.org

Passamos a vida sendo ensinados que devemos criar e manter essa amizade, mas temos uma tendência muito forte a esquecer das coisas.
O conceito forte de amizade, é de alguém a quem consideramos tanto, que desejamos estar perto sempre que possível. Amamos gastar horas em conversas, e até mesmo em silêncio; basta saber que estamos juntos.
E..nossa! Como é péssimo quando estamos distantes. Como fazem falta e nos deixam aquele buraco, aquela sensação ruim da ausência.
Será que somos realmente amigos de Deus? Será que nosso desejo é tão forte que não podemos passar um dia sem abrir a palavra, para ouvir Deus falar conosco? Será que gastamos tempo contado pra Ele os acontecimentos do dia, os anseios, os desejos?
Eu quero construir uma amizade sincera, profunda e duradoura com Àquele que mais se preocupa comigo, e você?
Hoje pode e deve ser o dia de começar. 
Não perca tempo. ELE É O MELHOR AMIGO QUE EXISTE!

IMAGEM DA INTERNET
Você já tentou, e tentou e tentou e chegou ao ponto de pergunta “De onde me virá o socorro?”.
Quantas vezes nos encontramos em situações aparentemente sem solução, onde nossas tentativas são vãs e ficamos físico e emocionalmente esgotados.
Quantas vezes nos movemos de um lado para o outro na incessante busca por alternativas, quando finalmente desistimos e perguntamos “E agora?”.
Saiba que a Bíblia diz no Salmo 121:2 que “O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra”.
O nosso socorro provém dAquele que se preocupou com cada detalhe da formação e criação do lugar onde vivemos. Se Deus cuida das aves, das flores…quanto mais de vocês cuidará.
Erga os olhos para os montes e confie, o seu socorro virá do SENHOR!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Desculpem o transtorno, nosso site está passando por algumas modificações em breve novidades!
"Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres." Salmos 126:3
(Algumas mudanças já podem ser vista como por exemplo o nosso design)
Continue conosco através das nossas redes sociais:

sexta-feira, 13 de novembro de 2015



Precisamos falar sobre a mansidão. Talvez nenhum outro assunto seja tão relevante hoje em dia. A impressão que tenho é que o ódio prevaleceu. É irônico perceber isso agora, quando nunca tivemos tanta oportunidade de aproximação entre as pessoas em qualquer época anterior. A web surgiu como uma chance de confraternização de fato. Barreiras seriam quebradas, preconceitos seriam superados, o respeito e a tolerância ditariam uma nova era. O discurso era incrível. Mas a realidade provou que era apenas uma utopia, uma miragem no deserto de ódio e ressentimento que nos envolveu a todos. E no qual corremos o perigo de achar que esse estado de indelicadeza é normal.
Sinto um certo espanto quando vejo o perfil de amigos antigos em uma ou outra rede social. O trato doce e educado de alguns, que tanto admirava, cedeu espaço ao cinismo. A defesa de ideais, que antes era marcada pela paixão, hoje se manifesta nas redes sociais com a arrogância de quem se imagina ter uma espécie de opinião suprema. Se antes a defesa da fé ocorria na esteira da cordialidade, hoje prevalece um evangelismo autoritário, repressivo, teclado em computadores ou smartphones tendo como combustível uma ironia depreciativa.
A mesma plataforma que definiu a liberdade plena para expressar a minha opinião é a que uso para reprimir uma opinião contrária à minha. Os limites não ficam claros entre a liberdade de expressão e a liberdade de repressão. Em meio a isso, todos parecem ter uma opinião sobre tudo. Todos falam. Pouquíssimos escutam. E os que falam usam as palavras não como argumentos, mas como instrumentos de violência gratuita. “Vivemos um tempo de grande brutalidade, em todos os sentidos, para tudo e para todos”, disse recentemente o ator Lázaro Ramos, comentando ataques racistas nas redes sociais contra sua esposa, Taís Araújo.
Lembro de Walden, livro do escritor Henry David Thoureau. Walden é ensaio biográfico e relato de uma experiência social. Transtornado pela corrosão das relações na sociedade norte-americana, sob imensa influência da industrialização e crescente urbanização, Thoureau, então com 28 anos, decide viver no bosque. Isolado do mundo. Redescobrindo a vida e o sentido de humanidade. “Temos de aprender a redespertar e nos manter despertos, por uma infinita expectativa da aurora”, afirmou. Eu também busco uma aurora. E é no desejo por ela que muitas vezes também prefiro o silêncio.
Acredito que não é preciso uma experiência tão radical para superar esse estado de intolerância. Mas para que a superação aconteça, é preciso viver a mansidão, como fruto do Espírito. O apóstolo Paulo definiu a mansidão como uma vocação cristã, que precisa ser exercida com humildade, delicadeza e compreensão mútua (Efésios 4:2). Como chegar a este modelo de conduta em um mundo dominado pela provocação? A escritora e educadora Ellen White escreveu algo formidável a esse respeito: “O espírito que se conserva manso em face da provocação, dirá mais em favor da verdade, do que o fará qualquer argumento, por mais vigoroso que seja”. – O Desejado de Todas as Nações, pág. 353.
IMAGEM DA INTERNET
Como praticar a mansidão em plena era digital? Como dito acima, a mansidão é fruto do Espírito, e como tal precisa ser cultivado. Eu tento seguir três atitudes. Mentiria se dissesse que é uma composição fácil. É algo difícil e que precisa ser praticado, até mesmo incluído em momentos de meditação e devoção. Mas quero compartilhar com você, e espero sinceramente, se você também busca viver a mansidão, que o ajude. São eles:
1. Você não precisa ter opinião sobre tudo, muito menos expressá-la na velocidade preconizada pelas redes.As possibilidades da comunicação digital permitiram que todos nós, repentinamente, tivéssemos opinião formada sobre qualquer coisa. De um momento para outro, viramos todos especialistas. Política, religião, comportamento, ciência, economia, geopolítica, teologia, sexualidade, medicina, direito, criminalidade, justiça, punição, vida, morte. Qualquer que seja o assunto, todos têm uma opinião a respeito. E essa opinião é resultado não de profunda análise, muito menos do estudo, mas do desejo de pertencer, de ser aceito, ou de superar inseguranças com um posicionamento. E também porque a informação é fácil e abundante. E essa é também uma ironia: o excesso de informação leva ao excesso de opinião, e esse é o caminho largo para a desorientação. Não se sentir obrigado a participar de uma conversa pode ajudá-lo a colaborar de forma mais íntegra com esta mesma conversa. Você pode explorar o silêncio para ouvir mais. E pode expor sua opinião com calma, sem o apelo do comentário em “tempo real”.
2 – Você não precisa ter sempre razão.A base da intolerância é a necessidade de ter razão sempre, de não dar o braço a torcer. Este é um sintoma bem específico desses tempos digitais. As discussões não se cruzam, porque estão em linhas paralelas. Mais do que ajudar o outro, o interesse é superar um embate. Mágoas, remorsos e até mesmo ódio se multiplicam quando o que está em jogo é apenas defender o seu ponto de vista, por melhor que ele seja.
O pastor Donald Miller, autor de Como os pinguins me ajudaram a entender Deus, tomou uma decisão a esse respeito que considero inspirada. Falando acerca de discussões sobre crença, ele escreveu:
“Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe – e a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso.”
3 – Desenvolva uma comunicação compassiva.Marshall Rosenberg, doutor em psicologia clínica da Universidade de Wisconsin e estudioso da comunicação não-violenta, afirma que grande parte dos desentendimentos entre as pessoas pode ser amenizada ou mesmo evitada com o emprego da “linguagem da compaixão”. Segundo ele, esse é um processo de comunicação que promove o respeito, a atenção, a empatia e gera o mútuo desejo de entrega a uma vida em favor do outro.
Um grande desafio que temos hoje em dia é negligenciar uma cultura que celebra resultados individuais acima da saúde das relações coletivas. A cultura digital é alimentada pela cultura do indivíduo, aquele que consegue mais cliques, mais flashes, mais compartilhamentos, mais capacidade viral. Penso que esse egocentrismo é o alimento para um estado de distorção muito comum hoje em dia, que é a incapacidade de auto-crítica. Uma cultura que apenas aplaude nos deixa tão despreparados para observar nossos erros que censuramos qualquer avaliação de nossas opiniões que não seja a aceitação. A agressão resultante é apenas uma consequência.
Um espírito manso é capaz de progredir em pessoas capazes de negar sua própria importância. Lembro de Paulo, mais uma vez: “Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus” (Atos 20:24).

POR: Heron Santana



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“Tá na hora da novela”. Esta expressão marcou a vida de muitas pessoas. O produto da TV brasileira marcou gerações, reunindo as famílias em frente ao aparelho e fazendo com que este se tornasse um ícone da cultura do nosso país, conhecido e reconhecido internacionalmente.
Com algumas exceções, recentemente as novelas brasileiras estão perdendo os índices de audiência assustadoramente. Saímos de quase 100% de famílias ligadas em momentos importantes das tramas (caso da mítica “Roque Santeiro”) para os comemorados 20 e poucos pontos de audiência média. Especialistas tentam apontar motivos: falta de interesse pela televisão, concorrência da internet, falta de criatividade, histórias sem brilho. Nada parece explicar o ocaso do formato, que fez com que a TV Globo, grande produtora de novelas, repensasse os tradicionais horários de transmissão. Outra saída: o forte apelo sexual e de tragédias trazido nas histórias, que agora mostram a imagem denegrida da humanidade em alta definição. Nada levanta de forma sustentável os índices.
Mas um fenômeno veio forte, trazendo as pessoas novamente para a frente do televisor para assistir uma trama novelística. O nome? Os Dez Mandamentos. A Rede Record de Televisão já vinha apostando em histórias bíblicas na sua produção de teledramaturgia, mas foi a primeira vez que encarou manter uma novela inteira dentro do tema.
O programa “bombou”, sendo líder de audiência e fazendo com que surgisse algumas perguntas: como uma história bíblica pode fazer sucesso numa novela? Ou ainda: uma história bíblica tem apelo para este público moderno, aparentemente tão arredio a temas religiosos tradicionais?
Esta última questão, que demonstra uma possível falta de vontade do indivíduo contemporâneo com religião, não é feita à toa. Assim como as novelas, religiões tradicionais parecem perder fôlego. Tanto que, quando aparecem visões aparentemente “progressistas” como a do Papa Francisco com a Igreja Católica, falando sobre uma espécie de atualização da religião, há uma aclamação enorme por parte da opinião pública. Muitos estudiosos e pensadores críticos da sociedade moderna atestaram inúmeras vezes a morte da religião ou declaram abertamente a posição ateísta/teísta e de desdém para com o tema da religião e de Deus, como Richard Dawkins, Jonathan Miller e Edward Wilson, só pra citar alguns.
Será mesmo o ser humano moderno (ocidentalizado, vivendo numa era cibercultural) um antirreligioso?
Seres da religião
Recentemente, nos meus estudos de doutorado, tive acesso a uma obra que considero brilhante, que é a Sociologia da Tradução. Seu principal nome, o sociólogo francês Bruno Latour. Latour, professor do Institut d’Etudes Politiques de Paris, vem conduzindo uma pesquisa de mais de 20 anos que ele chama de “Antropologia dos Modernos”. Nela, tenta entender o indivíduo contemporâneo e todas as suas facetas. No seu mais recente livro, “Enquête sur les Modes d’Existence”(não publicado no Brasil), ele apresenta um capítulo chamado Congratulando-se com os seres sensíveis à Palavra. Neste, o autor fala que, ao contrário do que a sociologia tradicional vem demonstrando, os modernos, sim, são “seres da religião”. Há uma propensão do moderno a ver com bons olhos a religião, e com ela a manutenção de algumas disfunções da religião, como o fanatismo e o dogmatismo por exemplo.
Embora o contundente estudo de Latour indique a posição positiva da modernidade ante a religião, não sei se podemos dizer que o sucesso de Os Dez Mandamentos se explica por este fenômeno. De uma maneira simples, deve-se considerar que a história apresentada na Rede Record contém variáveis importantes, como atores famosos, um roteiro bem montado, cenários bem feitos e uma produção com qualidade técnica cinematográfica. E, claro, o principal: uma história tremendamente cativante, um sucesso desde a premiadíssima e homônima produção de Cecil deMille, com Charlton Heston, Anne Baxter e Yul Brynner nos papéis principais, um ícone cult do cinema que fez recentemente 59 anos desde seu lançamento.
O grande ponto que deve ser ponderado é: a novela “Os Dez Mandamentos” tem acendido a luz da Bíblia em muita gente. Isso é muito positivo. Dados iniciais mostravam que a audiência era pesada no meio evangélico, mas é fato que a produção bem feita viralizou a história pra outros públicos e ganhou espaços importantes nos corações para a mensagem bíblica. Icônico mesmo é que a novela tem ganhado a preferência da população numa época em que a Globo, muito forte com esse tipo de programa, tenha tido que praticamente cancelar o seu último folhetim de horário nobre que possuía um nome bem sugestivo: Babilônia.
O que nos diz estas coisas? Mais do que nunca é hora de comunicar a Bíblia. Esta é uma oportunidade ímpar e não pode-se deixar passar. Independente de a sociedade moderna estar ou não propensa a abrir as portas para a religião e mesmo se a trama da novela é fiel ao texto bíblico, se milhões de brasileiros estão acompanhando e gostando de uma história bíblica, deve-se apresentar ainda mais a Bíblia de maneira real e completa. E principalmente, apresentar os Dez Mandamentos, aqueles que “permanecem firmes para todo o sempre” (Salmos 117:8).
Aproveitemos a boa oportunidade para, com a luz da mensagem bíblica, dissipar as trevas da “Babilônia” e levar o Deus dos Dez Mandamentos ao mundo!
IMAGEM DA INTERNET
PARA LER, VER E OUVIR MAIS
“A Imutável Lei de Deus” – Capítulo 25 do livro “O Grande Conflito”, de Ellen White –http://oconflitodosseculos.blogspot.com.br/2009/10/25.html
“Mar Vermelho afoga o Egito Global” – Texto de Michelson Borges www.criacionismo.com.br/2015/11/mar-vermelho-afoga-o-egito-global.html?m=0
“Modes of Existence” – Site oficial da pesquisa antropológica dos modernos, de Bruno Latour –http://modesofexistence.org/
POR: Fábio Bergamo

sábado, 17 de outubro de 2015

hipopótamo também conhecido como ” cavalo do rio”, é um mamífero simpático que atinge 4 metros de comprimento, 1,50m de altura, pesa 3 a 4,5 toneladas e pode viver até 30 anos. Se alimenta à noite ingerindo de 200 a 300kg das ervas do campo, o que o faz ficar empanturrado e sonolento durante horas. O hipopótamo costuma olhar para baixo, pois o feitio do seu pescoço dificulta olhar para cima.
A girafas, alcançam 5,30m de altura, dos quais boa parte é constituída pelo pescoço. Têm uma língua que chega a 40cm e se alimenta das folhas nos altos ramos das árvores. Quando corre, pode chegar a uma velocidade de até 50km/h e pode viver até 25 anos. O hipopótamo e a girafa são bem diferentes, mas, Deus os mantêm e os alimenta sem que tenham que ser iguais.
Nós também somos diferentes uns dos outros. Vemos e sentimos as coisas de maneiras diferentes. Todos somos jóias preciosas para Deus que nos criou. Como o hipopótamo e a girafa, somos importantes porque somos diferentes. O agricultor planta os alimentos, o aviador pilota o avião, a costureira faz nossa roupa, a professor (a) ensina, a mãe e o pai trabalham. Todos dependemos uns dos outros. Seja qual for nossa função, em casa, na escola, com os amigos, sempre faremos a diferença porque somos diferentes uns dos outros. Daniel, José do Egito, Davi foram diferentes uns dos outros e todos foram importantes. Seja você mesmo.
Quem é mais fascinante o hipopótamo ou a girafa. Quem come 300 kg de alimento ou quem alcança 5,30 de altura? Quem foi mais fiel: Daniel ou José no Egito. Quem mereceu mais estar no céu: Enoque, Moisés ou Elias. Quem de fato foi o maior: Pedro ou Paulo?
Para mim todas as perguntas acima são irrelevantes, porque a questão não é quem foi melhor, mas agradecermos por todos eles terem existido, e com suas vidas nos ajudado e vencer também. Para Deus todos tem sua importância e valor. Ninguém precisa ser melhor que o outro, só precisamos ser úteis para ajudar outras pessoas. 

Esta sim é a única maneira de sermos realmente importantes!

Pr. Ivan Saraiva
FONTE:novotempo.com/estaescrito

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