Parece um disco com defeito. Estou sempre ouvindo a mesma frase: "Não vai me dizer que você lê a Bíblia!" Algumas vezes isso é dito com outras palavras: "Ah! que é isso? A Bíblia é um livro igual aos outros; você devia é ler... etc."
E existe aquele estudante que tem orgulho pelo fato de sua Bíblia estar na prateleira junto com os outros livros, talvez empoeirada, nada gasta pelo uso, mas lá está ela junto com as outras "grandes" obras.
Existe também o professor que menospreza a Bíblia diante dos alunos e que zomba só da idéia de pensar em lê-la, quanto mais de tê-la em sua biblioteca particular.
As indagações e observações acima mencionadas me perturbaram quando eu tentava, como um não-cristão, refutar a Bíblia como a Palavra de Deus ao homem. Finalmente cheguei à conclusão de que eram simples chavões ditos por homens e mulheres, quer adeptos a preconceitos e idéias preconcebidas, quer fossem simplesmente pessoas ignorantes e incultas.
Pelo que é, a Bíblia deve estar no alto da estante. A Bíblia é "única". E exatamente isso. Os pensamentos que desenvolvi para descrever a Bíblia resumem-se na palavra "única".
O dicionário define "único" como: "1. Que é um só; 2. de cuja espécie não existe outro; 3. exclusivo; excepcional. 4. a que nada é comparável... 5. superior a todos os demais".
M. Montiero-Williams, antigo professor de sânscrito, que passou 42 anos estudando livros orientais e comparando-os com a Bíblia, afirmou: se você quiser, empilhe-os no lado esquerdo de sua escrivaninha; mas coloque a sua Bíblia do lado direito — apenas ela, só ela — e que haja uma boa distância entre a pilha de livros e a Bíblia. Pois existe uma grande distância entre ela e os chamados livros sagrados do Oriente, de modo que estes se opõem àquela total, completa e definitivamente... um abismo real que nenhuma ciência do pensamento religioso conseguirá transpor" 18/314,315.
