segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Fim do Mundo
Com certeza eu e você já nos fizemos essa pergunta muitas vezes. Quando ligamos a TV, lemos jornais na internet ou recebemos emails com notícias de crimes hediondos, catástrofes naturais, terrorismo e outras coisas mais, essa pergunta chega até a tomar um quê de revolta contra Deus por permitir que isso continue acontecendo. Pior ainda é quando essas desgraças nos atingem diretamente através da morte de um ser querido ou alguma outra tragédia pessoal.
Por que demoras Senhor?
Será que não vês o que temos que aguentar aqui neste mundo?
Pra que ficarmos mais tanto tempo aqui nesta terra? Será que a tua promessa falhou?
São perguntas importantes, e sem dúvida se você as faz, é porque de certa forma Deus o está levando a querer estar com Ele logo!
Mas o que a Bíblia diz coisa sobre essa “demora” de Jesus?
Essa ansiedade e até dúvida devido à “demora” de Jesus não é nova. O apóstolo Pedro alertou os cristãos do primeiro século (mais de 1900 anos atrás!) dizendo que “nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” (2 Ped. 3:4).
Parece que Pedro está falando aos nossos dias não é? Mas na verdade, Pedro cria que ele mesmo vivia nos “últimos dias” e estava já convivendo com a dúvida da promessa de Jesus já no primeiro século!
Mas espere um pouco, Jesus não falou mesmo: “Eis que cedo venho” em Apo. 22:12? Por que então já se passaram quase 2.000 anos desde que ele falou isso?
É verdade. Mas considere o seguinte: Deus em Seu amor não revelou exatamente quando seria o fim do mundo.
E isso tem uma boa razão de ser. Imagine como teria sido triste a vida dos crentes dos séculos passados se eles soubessem que Jesus não viria nos seus dias. Imagine se eles tivessem descoberto pelas profecias que Jesus demoraria ainda séculos para voltar! Teriam desanimado facilmente ou abandonado a fé. A promessa de Jesus que viria “cedo” ou “logo” fazia seus corações vibrarem. Sua vida cristã tirava forças da promessa do retorno de Jesus para seus dias, assim como o nosso hoje.
E considere também duas coisas:
1. A brevidade da vida humana. Adão viveu até os 950 anos, hoje o máximo que alguns chegam é 100 ou 120. Esperar pelo fim do mundo hoje é muito mais “rápido” do que para os primeiros seres humanos.
2. Ninguém vê o tempo passar durante a morte. Ela é um período de inconsciência. Segundo a Bíblia, aqueles que morreram esperando pela vinda do Senhor não terão noção da passagem de tempo, se demorou séculos ou até milênios, pois entre o momento em que fecharam os olhos na morte e a sua ressurreição para a vida eterna quando Jesus voltar, terá passado somente um milésimo de segundo! (Veja Filipenses 1:21-24; I Coríntios 15:51-52).
Sem dúvida Jesus não estava dando falsas esperanças quando disse “cedo venho”!
Mas vamos voltar ao que Pedro escreveu há muito tempo atrás, sobre a demora da vinda de Cristo: “Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.” (2 Ped. 3:8).
Aí você pode dizer, “mas isso é pra Deus não pra nós!”
Mas eu tenho a impressão de que Pedro está querendo dizer aqui que a salvação de certa forma já está consumada pelo que Jesus realizou na cruz e por isso, não importa quanto tempo demore para Deus interferir na história, se um dia ou mil anos, a nossa salvação está garantida em Jesus!
Mas isso ainda não responde o porquê da “demora”!
Novamente Pedro nos ajuda a entender porque aparentemente demora para Jesus voltar:
“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se.” (2 Ped. 3:9).
Você viu, Deus tem um propósito de amor ao “demorar”, Ele quer que todos tenham uma chance de arrepender-se e ganhar o céu através de Jesus. Deus não está lá no céu de braços cruzados, alienado do que acontece aqui neste mundo em vez de fazer algo e acabar com tudo isso. Ele está trabalhando ativamente para que o máximo de pessoas venham a conhecer suas promessas e Seu amor. Você também já pensou que a cada dia nascem novos bebês e que Deus ama bebês? Ele quer que esses bebês cresçam e tenham a chance de escolher servi-Lo. Nada O alegra mais do que uma “pecador que se arrepende” (Luc. 15:7). Isso não significa que Deus vai esperar para sempre. Paulo diz que Deus tem um dia marcado para julgar o mundo (Atos 17:31).
Mas será que não há como saber se vai demorar muito ainda a Sua vinda?
Embora Deus não tenha revelado o dia e a hora exata do retorno de Jesus, Ele deu alguns sinais de que o tempo do fim estaria próximo: haveria sinais nos céus e catástrofes na terra, guerras, fomes, falta de amor entre as pessoas (Mateus 24). Com esses sinais, sabemos que já estamos no tempo do fim pois vemos isso na TV e internet todos os dias. Só não sabemos quanto tempo ainda vai demorar.
Aqui novamente, Pedro nos ajuda a entender quanto vai demorar esse dia:
“Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas.” (2 Ped. 3:10)
Pedro diz aqui que a vinda de Jesus será uma surpresa para todos, como quando um ladrão age! E outra coisa, não importa quanto tempo demore, quando Ele vier, não terá demorado um segundo demais, pois ninguém estava esperando que fosse tão rápido! Uma escritora cristã diz que naquele dia muitos dirão Sabíamos que os juízos de Deus sobreviriam à Terra, mas não sabíamos que viriam tão cedo!”*
O apóstolo Paulo adiciona dizendo: “Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia, como ladrão, vos surpreenda; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas; não durmamos, pois, como os demais, antes vigiemos e sejamos sóbrios.” (1 Tess. 5:4-6).

"Mercado" que cresce e destroi vidas
A ex-atriz pornô Shelley Lubben, em seu livro Truth Behind the Fantasy of Porn (A Verdade por Trás da Fantasia da Pornografia), afirma que a pornografia é “a maior ilusão do mundo”. Segundo ela, muitas mulheres desse universo bebem e usam drogas para poder fingir que gostam do que fazem. Embora a indústria do sexo tente pintar outra realidade, Shelley revela que “as mulheres estão com uma dor indizível por ser espancadas, cuspidas e xingadas. [...] Pornografia é nada mais do que sexo falso, contusões e mentiras em vídeo. Confie em mim, eu sei”. No livro, Shelley traz testemunhos de outras ex-atrizes, como o de Michelle Avanti, que em sua primeira cena tentou voltar atrás: “Um ator disse que eu não poderia voltar atrás porque havia assinado um contrato”, disse Michelle. “Fui ameaçada de que se não fizesse a cena seria processada em uma enorme quantia em dinheiro. Acabei tomando doses de vodca para fazer a cena. Como eu fazia mais e mais cenas, abusei da prescrição de pílulas que me eram dadas a qualquer momento por diversos médicos em San Fernando Valley.”

Shelley diz que muitas mulheres acabam nesse mundo por culpa da extrema erotização da sociedade. “Onde mais poderia uma criança que foi hipersexualizada ter tanta atenção? Os olheiros da pornografia ficam à espreita pesquisando online por anos os perfis e predando as desavisadas fêmeas sexualizadas. Fingindo ser adolescentes ou admiradores do sexo masculino, postam palavras lisonjeiras [...] e as adolescentes emocionalmente carentes rapidamente caem na armadilha.”

Jennifer Case é outra atriz que deixou a indústria do sexo, segundo ela, “pela graça de Deus”. Hoje ela também milita contra a pornografia e diz aos homens: “Há uma pessoa real do outro lado das imagens que você está vendo, e você está destruindo a vida dela e a vida dos filhos dela.” Numa entrevista para o site The Porn Effect, Case testemunha de sua própria experiência sobre os malefícios que a indústria pornográfica provoca nas mulheres envolvidas. Ela diz que ficou traumatizada, oprimida e se sentindo abusada. Assim como outras atrizes desse segmento, ela também se tornou viciada em drogas e precisava do dinheiro da pornografia para continuar alimentando o vício. Além disso, ela teve que lidar com doenças sexualmente transmissíveis. “Tive muitas infecções diferentes o tempo inteiro. Deixei Hollywood porque fiquei muito doente por causa da clamídia. Meu abdome doía tanto que tive que voltar para casa”, disse ela.

Aliás, falando em doença... o Departamento de Saúde Pública de Los Angeles, em setembro de 2009, publicou relatórios surpreendentes de 2.396 casos de clamídia, 1.389 casos de gonorreia e cinco casos de sífilis entre artistas pornôs. Entre 2004 e 2008, repetidas infecções foram relatadas por 25,5% dos indivíduos. Também foi relatado que a prevalência de clamídia e gonorreia em artistas pornô é dez vezes maior em Los Angeles.

Mercado que só cresce

A despeito dos riscos relacionados com a pornografia (para quem faz e para quem vê), segundo matéria publicada no site LifeSiteNews, a produção e a venda de conteúdos pornográficos atualmente representam a sétima maior indústria dos Estados Unidos. “Novos vídeos e páginas de internet são produzidos a cada semana, com a revolução digital trazendo um grande número de novos sistemas de distribuição. Toda nova plataforma digital se torna uma oportunidade de marketing para a indústria pornográfica.”

Os rendimentos anuais da indústria pornográfica chegam perto dos 15 bilhões de dólares, nos Estados Unidos, e quase 100 bilhões ao redor do mundo. Essa indústria é maior do que Microsoft, Google, Amazon, eBay, Yahoo!, Apple, Netflix e EarthLink juntas. Perto de 50 milhões de norte-americanos adultos visitam regularmente sites de sexo virtual. De acordo com o National Council on Sexual Addiction and Compulsivity (Conselho Nacional sobre o Vício e a Compulsividade Sexuais), existem mais de 20 milhões de viciados em sexo nos Estados Unidos, 70% dos quais afirmam ter problemas de comportamento sexual virtual.

De acordo com pesquisas do Barna Group, quase 40% dos adultos acreditam não haver qualquer imoralidade em ver material de sexo explícito. Além disso, aproximadamente um a cada quatro acredita que não deveria haver restrições quanto à pornografia ou ao seu acesso. “Infelizmente, 28% dos cristãos acreditam que, mesmo com o que está escrito em Mateus 5:28, não há nada de errado em ver pornografia”, diz Regis Nicholl, colunista do site BreakPoint. “O mais triste é descobrir que por volta de 50% dos cristãos e 40% de seus pastores admitem ter problemas com a pornografia”, revela.

E o problema começa cada vez mais cedo. As palavras “sexo” e “pornô” estão entre as dez mais procuradas por crianças na internet. O ranking foi feito pela empresa de segurança Symantec, que identificou as cem principais buscas feitas durante quatro meses, por meio de seu serviço de segurança familiar OnlineFamily.Norton, que supervisiona o que as crianças e os adolescentes fazem na internet. A palavra “sexo” aparece em quarto lugar e “pornô” em sexto.

Por esse e outros motivos, é preciso orientar as crianças com respeito ao uso da internet. Gregory Smith, vice-presidente e diretor executivo de informação do Departamento de TI da World Wildlife Fund, em Washington, DC, escreveu o livro Como Proteger Seus Filhos na Internet (Editora Novo Conceito). Para ele, deixar a criança diante de um computador com acesso à internet, sem qualquer tipo de monitoração, é a mesma coisa que colocá-la numa esquina e não ficar vendo o que acontece. Em seu livro, ele apresenta os riscos da internet, inclui detalhes de tragédias recentes do mundo real (inclusive um diálogo explícito mantido entre um predador sexual e uma adolescente, o que torna a leitura não recomendável para crianças) e revela alguns segredos das atividades online.

Efeitos

Um grande número de jovens consumidores de pornografia na internet está sofrendo de ejaculação precoce, ereções poucos consistentes e dificuldades de sentir desejo com parceiras reais, é o que afirma reportagem publicada na revista Psychology Today. Pesquisa feita pela Universidade de Pádua, na Itália, indicou que 70% dos homens jovens que procuravam neurologistas por ter um desempenho sexual ruim admitiam o consumo frequente de pornografia na internet.

Outros estudos de comportamento sugerem que a perda da libido acontece porque esses grandes consumidores de pornografia estão abafando a reposta natural do cérebro ao prazer. Anos substituindo os limites naturais da libido por uma intensa estimulação acabariam prejudicando a resposta desses homens à dopamina. Esse neurotransmissor está por trás do desejo, da motivação – e dos vícios. Ele rege a busca por recompensas. Uma vez que o prazer está fortemente ligado à pornografia, o sexo real parece não oferecer recompensa. Então essa seria a causa da falta de desejo em muitos homens.

Em seu site, Nicholl publicou o testemunho de um homem que escreveu: “Desde que coloquei internet de alta velocidade em casa, comecei a ver muito mais pornografia e meu desejo e desempenho sexuais diminuíram lentamente. Agora está se tornando um problema real. Eu simplesmente não fico tão excitado quanto ao sexo como de costume e parece que perco o interesse depois de alguns minutos.”

William Struthers, da Faculdade Wheaton, explica que “os homens parecem ter sido feitos de tal maneira que a pornografia sequestra o funcionamento adequado de seu cérebro e tem efeito de longo prazo em seus pensamentos e vida”. Struthers é psicólogo com formação em neurociência e especialidade de ensino nas bases biológicas da conduta humana. No livro Wired for Intimacy: How Pornography Hijacks the Male Brain (Programado Para a Intimidade: Como a pornografia sequestra o cérebro masculino), ele se vale da neurociência para explicar por que a pornografia é uma grande tentação para a mente masculina. “A explicação mais simples da razão por que os homens veem pornografia (ou procuram prostitutas) é que eles são levados a procurar intimidade”, explica ele. O impulso para obter intimidade sexual foi dado por Deus e é essencial para os homens, reconhece ele, mas é facilmente mal direcionado. Os homens são tentados a buscar “um atalho para o prazer sexual por meio da pornografia” e acham que dá para se acessar esse atalho com facilidade.

Num mundo de pecado, a pornografia se torna mais do que uma distração e uma distorção da intenção de Deus para a sexualidade humana. Torna-se um veneno viciante. Struthers explica: “Ver pornografia não é uma experiência emocional ou fisiologicamente neutra. É fundamentalmente diferente de olhar para fotos em preto e branco do Memorial Lincoln ou olhar um mapa colorido das províncias do Canadá. Os homens são reflexivamente atraídos para o conteúdo de material pornográfico. Como tal, a pornografia tem efeitos de grande repercussão para estimular um homem à intimidade. Não é um estímulo natural. Atrai-nos para dentro. A pornografia é indireta e voyeurística em sua essência, mas é também algo mais. A pornografia é uma promessa sussurrada. Promete mais sexo, melhor sexo, infinito sexo, sexo conforme os desejos, orgasmos mais intensos, experiências de transcendência. [...] [A pornografia] atua como uma combinação de múltiplas drogas.”

Segundo Struthers, quando o homem vê imagens pornográficas, essa experiência cria novos padrões na programação do cérebro, e experiências repetidas formalizam a programação. “Se eu tomo a mesma dose de uma droga repetidas vezes e meu corpo começa a tolerá-la, precisarei tomar uma dose mais elevada da droga a fim de que tenha o mesmo efeito que tinha com uma dose mais baixa, na primeira vez”, explica o psicólogo.

Mas o problema não se restringe aos homens. Pesquisadores da Universidade da Califórnia e do Tennessee, nos Estados Unidos, recrutaram 308 universitárias heterossexuais, entre 18 e 29 anos, para completarem um questionário online. Elas responderam questões sobre a qualidade do namoro, satisfação sexual e autoestima. Segundo matéria publicada no site da revista Superinteressante, “o resultado mostrou uma relação entre felicidade, autoestima e filmes pornôs. Quanto mais pornografia os namorados ou maridos viam, maior era a chance de ter um relacionamento infeliz. Quem reclamou sobre o vício exagerado do namorado em assistir a vídeos pornôs mostrou autoestima mais baixa e insatisfação com o namoro e com a vida sexual. De tanto se compararem (ou serem comparadas) às moças dos filmes, elas ficam mais inseguras com o desempenho na cama ou com o próprio corpo”.

A verdade é que a pornografia traz um estresse enorme para o relacionamento, principalmente no casamento. “É comum que a esposa do usuário expresse sentimentos de traição, desconfiança e perda de autoestima. Com frequência, tais sentimentos levam à depressão clínica com feridas psicológicas e emocionais duradouras. Com o surgimento da desconfiança e da ferida, muitas mulheres decidem pelo divórcio”, diz Nicholl.

Para ter uma dimensão do problema em números: dois terços dos advogados presentes na reunião de 2003 da Academia Americana de Advogados Matrimoniais disseram que a pornografia virtual estava envolvida na metade dos casos que representaram. “Considerando as consequências negativas do divórcio, sentido principalmente pelas mulheres e crianças, a pornografia, contrariando o movimento do livre arbítrio, é uma doença social grave”, compara Nicholl.

Pornografia e violência

A socióloga americana Gail Dines é uma das fundadoras do movimento Stop Porn Culture, dá aulas de sociologia e gênero na Faculdade Wheelock, em Boston, e é uma grande crítica da indústria pornográfica. Em seu livro Pornland (Terra do Pornô), ela levanta uma hipótese perturbadora: os filmes pornográficos, acessados pela internet por qualquer adolescente, seriam os responsáveis pelo aumento de casos de violência sexual contra a mulher e contra crianças. “Os estudos mostram que entre 40% e 80% dos homens que fazem download de pornografia infantil acabarão se envolvendo em algum tipo de abuso contra menores”, disse Gail ao site Mulher 7×7.

“As imagens têm um impacto profundo sobre nós. Isso não significa que um cara que se masturba vendo pornografia irá estuprar uma mulher. Mas os estudos mostram que no caso de homens inclinados a praticar violência sexual, quanto mais pornografia eles assistirem, maior é a chance de eles cometerem crimes”, diz Gail na entrevista. “Já entrevistei muitos desses agressores e tenho certeza absoluta de que o crescimento da divulgação de materiais pornográficos usando crianças – ou explorando o universo infantil – está aumentando a violência sexual contra crianças. Algumas pesquisas mostram que entre 40% e 80% dos homens que baixam da internet pornografia infantil acabarão se envolvendo em algum tipo de abuso contra menores. Os estudos definitivamente sugerem que há uma ligação”, completa ela.

De acordo com a professora, a pornografia relaciona sexualidade ao menosprezo pelas mulheres. “É uma combinação muito ruim, especialmente quando pensamos que os meninos veem pornografia pela primeira vez por volta dos 13 anos. O que significa para um menino que ainda está desenvolvendo sua sexualidade ver esse tipo de pornografia? Quanto mais erotizamos essas imagens, mais dizemos aos homens que é dessa maneira que eles devem tratar as mulheres, que eles devem achar isso excitante. E os garotos vão construir sua identidade sexual em torno dessas imagens.”

Em seu site, o ex-candidato à presidência dos Estados Unidos, Rick Santorum, afirmou que a pornografia naquele país é uma “pandemia”. “Ela contribui para a misoginia e a violência contra as mulheres. É um fator que contribui para a prostituição e o tráfico sexual”, escreveu.

E tem mais: número significativo de pessoas envolvidas com a indústria da pornografia no cinema e na internet é vítima de tráfico internacional de humanos. O Departamento Estadual Americano registra que há mais de 12 milhões de escravos modernos, aproximadamente 1,5 milhão dos quais são forçados para o mercado do sexo.

Apelo de quem sabe o que diz

Jennifer Case
A ex-atriz Jennifer Case admite que os consumidores de pornografia têm parte da culpa pelas mazelas sofridas pelos envolvidos com esse mundo, mas ela diz que compreende que só com a ajuda de Deus os homens conseguem sair do vício, assim como foi com a ajuda de Deus que ela deixou essa indústria. “Homens, Deus ama vocês! Eu amo vocês também e sempre orarei por todos vocês, para que as cadeias sejam quebradas”, diz ela. “Você é escravo da pornografia tanto quanto qualquer atriz pornô. Se você está vendo pornografia ou está viciado em pornografia, você está tentando encher um vazio dentro de você que só Deus pode preencher. Toda vez que você vê pornografia, você está aumentando o vazio, e você destruirá sua vida.”

Ela diz ainda que a pornografia é “maligna” e “é uma droga, veneno e mentira”. “Se você pensa que poderá guardá-la no escuro, Deus a tirará para fora, para a luz, para deter você e curar você.”

Num apelo muito franco, Case diz que “essas mulheres [do mundo pornográfico] são preciosas e merecem ser amadas exatamente como vocês [homens] merecem. Há uma pessoa real do outro lado das imagens que você está vendo, e você está destruindo a vida dela e a vida dos filhos dela. Em toda pornografia existe a filha de alguém. E se fosse a sua filhinha? Você pode realmente estar ajudando na morte de alguém! Atores e atrizes pornôs morrem o tempo todo de aids, overdose de drogas, suicídio, etc. Por favor, parem de olhar pornografia.”

Impressionam os apelos sinceros de mulheres como Shelley Lubben e Jennifer Case. Elas sabem que, como qualquer vício, o da pornografia geralmente começa com o descuido e a curiosidade e vai se aprofundando, até que a pessoa se dá conta de estar escravizada pelo hábito destrutivo. O alcoólico deve ficar longe do álcool. O toxicômano deve passar longe das drogas. E o viciado em pornografia também deve tomar medidas preventivas. Se o problema é a internet, deve-se acessá-la sempre acompanhado de outras pessoas, limitar o tempo de navegação, ser muito focado e específico no uso (evitando navegar a esmo por aí) e colocar filtros no computador.

Finalmente, e mais importante: como disse Jennifer, só com a ajuda de Deus se pode conseguir a libertação do vício. Portanto, se você vive esse drama, intensifique sua comunhão com Deus por meio da oração sincera, do estudo devocional diário da Bíblia, das boas companhias e da frequência regular à igreja. Quando Jesus controla nossa mente, os pensamentos e desejos se tornam puros e corretos.

(Michelson Borges é jornalista e mestre em teologia)

ofimdomundo-setecavaleiros
No capítulo 5 do Apocalipse, João descreve a cena em que Jesus toma o livro selado da mão de Deus sob uma aclamação nunca antes vista no Universo. Neste, vamos vê-Lo abrir os selos, um por um. O capítulo 6 trata dos seis primeiros selos, o sétimo será explorado no capítulo 8 de Apocalipse. Ao invés de palavras ditadas por Jesus, João agora visualiza cenas. Assim, como em outros capítulos, a simbologia é bastante utilizada. É importante citar que a seqüência profética e simbólica dos sete selos relaciona-se com o mesmo terreno coberto pela profecia das sete igrejas, mas dando ênfase a outros eventos.
As profecias do Apocalipse não são sucessivas, mas repetitivas; isto é, elas são reafirmadas cobrindo os mesmos períodos de tempo. Os sete selos, por exemplo, e as sete trombetas cobrem o mesmo período das sete igrejas.
O princípio de interpretação profética destacado pelo próprio Senhor Jesus é que somente quando a profecia encontra o seu cumprimento é que pode ser plenamente compreendida. Três vezes Jesus disse isso no cenáculo: “Eis que vos tenho dito antes que aconteça, para que quando acontecer possais crer” (Jo 14:29, 13:19 e 16:4).
O propósito do cumprimento das profecias é fortalecer nossa fé.
Os quatro cavalos e suas diferentes cores – conforme descrito nos quatro primeiros selos – representam as quatro primeiras fases da igreja cristã (Éfeso, Esmirna, Pérgamo e Tiatira).

Os quatros cavaleiros do Apocalipse

A escassez de água no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais. De acordo com os números apresentados pela ONU – Organização das Nações Unidas – fica claro que controlar o uso da água significa deter poder.
aguaAs diferenças registradas entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento chocam e evidenciam que a crise mundial dos recursos hídricos está diretamente ligada às desigualdades sociais.
Em regiões onde a situação de falta d’água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do Continente Africano, onde a média de consumo de água por pessoa é de dezenove metros cúbicos/dia, ou de dez a quinze litros/pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia.
Segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água potável. A irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vai para a indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico.
Um bilhão e 200 milhões de pessoas (35% da população mundial) não têm acesso a água tratada. Um bilhão e 800 milhões de pessoas (43% da população mundial) não contam com serviços adequados de saneamento básico. Diante desses dados, temos a triste constatação de que dez milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças intestinais transmitidas pela água.
Vivemos num mundo em que a água se torna um desafio cada vez maior.
A cada ano, mais 80 milhões de pessoas clamam por seu direito aos recursos hídricos da Terra. Infelizmente, quase todos os 3 bilhões (ou mais) de habitantes que devem ser adicionados à população mundial no próximo meio século nascerão em países que já sofrem de escassez de água.
Já nos dias de hoje, muitas pessoas nesses países carecem do líquido para beber, satisfazer suas necessidades higiênicas e produzir alimentos.
Numa economia mundial cada vez mais integrada, a escassez de água cruza fronteiras, podendo ser citado com exemplo o comércio internacional de grãos, onde são necessárias 1.000 toneladas de água para produzir 1 tonelada de grãos, sendo a importação de grãos a maneira mais eficiente para os países com déficit hídrico importarem água.
Calcula-se a exaustão anual dos aqüíferos em 160 bilhões de metros cúbicos ou 160 bilhões de toneladas.
Tomando-se uma base empírica de mil toneladas de água para produzir 1 tonelada de grãos, esses 160 bilhões de toneladas de déficit hídrico equivalem a 160 milhões de toneladas de grãos, ou metade da colheita dos Estados Unidos.
Os lençóis freáticos estão hoje caindo nas principais regiões produtoras de alimentos:
• a planície norte da China;
• o Punjab na Índia e
• o sul das Great Plains dos Estados Unidos, que faz do país o maior exportador mundial de grãos.
A extração excessiva é um fenômeno novo, em geral restrito a última metade do século.
Só após o desenvolvimento de bombas poderosas a diesel ou elétricas, tivemos a capacidade de extrair água dos aqüíferos com uma rapidez maior do que sua recarga pela chuva.
Além do crescimento populacional, a urbanização e a industrialização também ampliam a demanda pelo produto. Conforme a população rural, tradicionalmente dependente do poço da aldeia, muda-se para prédios residenciais urbanos com água encanada, o consumo de água residencial pode facilmente triplicar.
A industrialização consome ainda mais água que a urbanização. A afluência (concentração populacional), também, gera demanda adicional, à medida que as pessoas ascendem na cadeia alimentícia e passam a consumir mais carne bovina, suína, aves, ovos e laticínios, consomem mais grãos.
Se os governos dos países carentes de água não adotarem medidas urgentes para estabilizar a população e elevar a produtividade hídrica, a escassez de água em pouco tempo se transformará em falta de alimentos.
Estes governos não podem mais separar a política populacional do abastecimento de água.
Da mesma forma que o mundo voltou-se à elevação da produtividade da terra há meio século, quando as fronteiras agrícolas desapareceram, agora também deve voltar-se à elevação da produtividade hídrica.
O primeiro passo em direção a esse objetivo é eliminar os subsídios da água que incentivam a ineficiência.
O segundo passo é aumentar o preço da água, para refletir seu custo. A mudança para tecnologias, lavouras e formas de proteína animal mais eficientes em termos de economia de água proporciona um imenso potencial para a elevação da produtividade hídrica. Estas mudanças serão mais rápidas se o preço da água for mais representativo que seu valor.
Com esta conscientização cada vez mais crescente, cada nação vem se preparando ao longo do tempo para a valorização e valoração de seus recursos naturais.
Fonte: Cetesb

“No tempo favorável te ouvi e no dia da salvação te ajudei, e te guardarei, e te darei por concerto do povo, para restaurares a terra, e lhe dares em herança as herdades assoladas: para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Aparecei: eles pastarão nos caminhos, e em todos os lugares altos terão o seu pasto. Nunca terão fome nem sede, nem a calma nem o sol os afligirá; porque o que Se compadece deles os guiará, e os levará mansamente aos mananciais das águas. E farei de todos os Meus montes um caminho; e as Minhas veredas serão exaltadas.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

a-joia-de-maior-valor
Cuidado com tudo que tem como objetivo atrair atenção para o “eu” e não para Cristo.
Já fui apresentada a várias pessoas, e em muitas ocasiões ouvi isso:
— Essa é nossa palestrante Emanuelle Sales. Você já a conhecia?
— Não. Mas conheço seu seus textos!
Acredite, com você acontece exatamente o mesmo. Talvez não pelo que você escreve, mas com certeza por algo que faz ou que aparenta ser. A gente fala tanto de não julgar as pessoas pelas aparências, mas vale lembrar que ela descreve ao mundo o que se passa dentro de nós. É óbvio que quem não nos conhece intimamente vai tirar conclusões ao nosso respeito pelo que vê. Pode ser que nossa imagem passe uma impressão equivocada, por isso cabe a nós ficar atentos a cada detalhe desse “cartão de visita”, para assim evitar julgamentos ruins, que contradigam nossa fé e nossos princípios. Esses dias recebi uma mensagem triste, porém muito realista:
“Sou cristã, membro da igreja Batista, porém tenho acompanhado alguns programas na TV Novo Tempo e também lido alguns textos a respeito da Igreja Adventista. Não uso joias porque não gosto e também porque elas não iriam me deixar mais bonita. Às vezes, fico indignada com a questão do não uso de joias pelas mulheres adventistas, porque algumas dessas mesmas mulheres têm um comportamento tão carnal que supera ao uso de joias. Por exemplo: na minha cidade, é comum vermos as irmãs se trajando de maneira tão inconveniente, usando roupas coladas e curtas, blusinhas sem manga, seios e costas à mostra, etc… O mesmo Deus que reprova o uso de joias é o mesmo que reprova a imoralidade e a indecência. Fala-se tanto sobre a questão do sábado e do uso de joias, mas e quanto à questão das vestimentas? Na verdade, no que se refere ao testemunho cristão, é uma lástima.”
Agora eu pergunto, essa pessoa falou algo errado? De jeito nenhum! Tudo que escreveu foi com grande sabedoria. Já ouvi coisas parecidas de muitas outras pessoas e de religiões distintas. “De que adianta não usar joia, mas usar sapatos mais chamativos e caros que uma?”. Vejo que várias pessoas não usam esse questionamento como justificativa para usar joias, mas sim como reflexão, pois têm interesse em cumprir os princípios bíblicos de forma integral.
Como adventista, não uso joias porque, mesmo que muito citada na Bíblia, é antinatural e sempre era relacionada à idolatria. Vemos Deus pedindo em várias ocasiões para que o povo tirasse suas joias e enfeites. Olhe só, Ele disse assim Jacó: “’Livrem-se dos deuses estrangeiros que estão entre vocês, purifiquem-se e troquem de roupa. Venham! Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo por onde tenho andado’. Então entregaram a Jacó todos os deuses estrangeiros que possuíam e os brincos que usavam nas orelhas, e Jacó os enterrou ao pé da grande árvore, próximo a Siquém” (Gênesis 35:1-4). Ah, existem outros textos na Bíblia mostrando exatamente a mesma ordem.
A escritora cristã Ellen White nos dá um resumo dos textos bíblicos a respeito da vaidade: “Trajar-se com simplicidade e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie está em harmonia com nossa fé” (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 366). Ou seja, além das joias, existem outros ornamentos relacionados à ostentação. Não podemos considerar um aspecto se ignorarmos outros igualmente importantes. Decência, modéstia e pureza são princípios imutáveis e inseparáveis. Não adianta se abster de colares e brincos, mas  se cobrir com outros tipos de acessórios e roupas chamativas.
Cuidado com tudo que tem como objetivo atrair atenção para o “eu” e não para Cristo. Esse é o segredo! No assunto de vaidade, abandonar apenas um “deus” também não é o suficiente. Ao ter uma vitória, não pare por aí! Deus conhece suas lutas e o quanto você se esforçou para deixar algo que o prendia, mas Ele quer ajudá-lo a ir além, fazendo uma mudança completa em seu corpo e alma.
Veja esse vídeo sobre o assunto:

terça-feira, 16 de dezembro de 2014


Mutirão de Natal venha participar desta oportunidade de demonstração de amor ao próximo.

As estatísticas mundiais, incluindo a América do Sul, indicam que diariamente milhares de pessoas ao nosso redor passam fome. Pessoas que não têm acesso à educação, a oportunidades de emprego e, devido à desigualdade de renda entre outros fatores sociais e ambientais, não têm os recursos para suprir suas necessidades básicas, incluindo o alimento. E, pessoas que aos olhos de Deus são nossos irmãos.
Nossa vontade é mudar essa situação, é abrir o coração e compartilhar nossas bênçãos com aqueles que sofrem. Para tanto, contamos com você, com o seu envolvimento sendo um doador, um divulgador e um agente de transformação através do projeto Mutirão de Natal.
Envolva-se sendo um doador, um divulgador e/ou um voluntario. Seja um agente de transformação através deste projeto e saiba mais informações na Igreja Adventista do Sétimo Dia mais próxima da sua casa. 
Saiba onde encontrar a Igreja Adventista do Sétimo Dia mais próxima de você através do site:
encontreumaigreja.com.br ou clicando na imagem (Encontre uma Igreja) na barra lateral do nosso site!

Vídeo e Imagens da Internet

Imagem da internet

Quando fico triste eu me sinto inapropriada. Talvez aconteça contigo. Não bastassem todos os sentimentos dolorosos destas nossas tristes intermitentes, ainda tem a culpa de não estar fazendo a coisa certa. Sim, é muito errado ficar triste em nossos dias. Andei lendo nos jornais e nas revistas. Vi também em uns livros e na TV. Se procurar, até no Youtube você vai achar. É proibido. Como ombreiras para mulheres ou meias coloridas e salto alto. Proibido como descombinar cinto e sapato. Ok, não é tão proibido assim a não combinação, mas você fica fora da moda e estar fora da moda não é legal, não é adequado, entende?
Então, como eu ia dizendo, a moda agora é ser feliz. Tudo bem você não ser de verdade, mas não pode, de jeito nenhum deixar alguém saber disso. O correto a se fazer é arrumar seu melhor sorriso, fotografar, postar e depois voltar a sofrer com sua dor, pois o mundo não quer saber de pessoas que não seja felizes. O tempo todo, no caso. Viu como é que tenho razão em me sentir inapropriada? É que alguém, em algum momento determinou que só a felicidade existe e se você fica triste é cafona, desajeitado, derrotado e ingrato também. E sabe como é, eu fico triste de vez em quando.
Desconfio que mais gente fica, mas não me deixa saber. A vida tem destas coisas, um dia feliz, outro triste, uma semana boa, outra nem tanto. Mas estabeleceu-se que não, não pode haver outro estado que não o de perene felicidade e êxtase. Acho que andaram mentindo pra mim e esta euforia contínua é mesmo impossível o que, no caso, me deixa mais inadequada ainda. Não que eu queira exibir minha cara triste e chorosa para o mundo. Não! Só não quero ter que mentir também fazendo parecer que sou feliz o tempo todo, o que não sou. Não sou mentirosa, aliás.
Quando eu aceito minha tristeza, minhas pequenas ou grandes dores, eu saio daquela flutuação cinematográfica, encaro meu tamanho no mundo, minha fraqueza e necessidade de algo maior que eu, que corro o risco de esquecer quando estou muito muito achando feliz. Daí insignificante me descubro correndo para os braços do único que pode me elevar o nível, o humor, o sentimento. Não que você precisa ficar sempre triste para O encontrar, mas eu preciso de umas quedas para deixá-Lo me levantar. Sabe como é…
Só que neste nosso mundinho de aparências, incertezas e incoerências, só se dá valor a quem tem jeito de feliz – mesmo não sendo – e cada um com suas dores vai se afundando nuns cantinhos, envergonhados de sua tristeza inadequada. Coisa chata esta. Ué, se não vivo num mundo perfeito – ainda! – por que raios é que eu teria que ser perfeitamente feliz o tempo todo? Não sou, mas… um dia serei.

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Jesus nasceu em meio à simplicidade indicando o que seria Seu modo de vida e Seu ministério.
O título pode soar estranho, mas a intenção é fazer um forte convite à reflexão. Para abrir um pouco mais nossa mente nesse período de forte sensibilização de boa parte do mundo cristão por conta do Natal. É muita festa, muita comilança, muitos gastos, endividamentos, reuniões sociais, mas pouco pensamento sobre o conceito deixado especialmente no relatório dos evangelistas. O nascimento de Jesus foi um episódio marcante por duas razões bem claras. Primeiro, porque mudou os rumos do cenário político e religioso do mundo até hoje. Segundo, porque cada detalhe desse nascimento dá clareza sobre o significado do tal episódio.
Quer saber o que foi o nascimento de Cristo? Então leia com atenção alguns recortes desse registro histórico. E tenha uma ideia mais ampla do que foi aquele momento singular. O espaço aqui é limitado, por isso vou me deter nos detalhes que “gritam” lições.
Jesus nasceu a partir de um milagre
Não necessito recordar o texto bíblico, mas a concepção de Jesus foi um ato miraculoso. Maria ficou grávida do Espírito Santo. Então Seu nascimento tem muito mais a ver com uma operação divina do que com ideias e genialidades humanas. Se há uma primeira palavra com que associar Natal é milagre, ou seja, aquilo que somente Deus Onipotente pode fazer.
Jesus nasceu em um lugar super simples e onde ninguém gostaria de nascer
Pense racionalmente. Você, que é pai ou mãe, gostaria que seu filho nascesse em um estábulo, em um chiqueiro ou em um pasto próximo de animais? Nem preciso imaginar muito a resposta. Claro que não! Pais escolhem as melhores maternidades, os melhores médicos, os melhores quartos e pagam o que for necessário para que o filho nasça cercado dos maiores cuidados possíveis.
O nascimento de Jesus foi o oposto disso. Ele veio à luz em uma manjedoura no meio dos bichos. Sem glamour, sem ostentação, sem a estrutura médico-hospitalar que poderia se ter à época.
Jesus nasceu em meio à simplicidade indicando o que seria Seu modo de vida e Seu ministério. Humilde desde o início. Humildade tem muito a ver com o Natal.
Os primeiros visitantes de Jesus foram pastores e não reis
Apesar da célebre menção à visita dos sábios orientais, quem primeiro apareceu para ver o menino Jesus foram pastores. Classe de gente pouco relevante no cenário social da região. Mas gente que percebeu espiritualmente que estava diante de si alguém além de um simples recém-nascido. Conseguiram enxergar além. Viram e assimilaram o que muitos nunca viram, nem assimilaram e ainda muitos não veem hoje. Visão espiritual, portanto, pode ser muito bem associada ao nascimento de Jesus.
Os presentes que Jesus recebeu eram reconhecimento espiritual e não consumismo
Os sábios ou magos (em algumas versões) do oriente chegaram até Belém por estudos religiosos. Foram até Jesus para adorá-LO, não para esbanjar ou se exibir com presentes caros. Deram o que tinham de melhor com a clara intenção de declarar que estavam diante de Alguém muito especial. Nada de consumismo exagerado pré-final de ano, enfeites caros para um pinheirinho ou vontade incontida de comer desenfreadamente. O recorte da cena dos magos com Cristo e Seus pais evidencia senso de adoração. O enfoque não eram e nunca deveriam ser os presentes e tudo o que foi criado em torno disso para consolidar o comércio e fortalecer tradições completamente descoladas da história bíblica (Papai Noel, por exemplo, o ícone que prevalece fortíssimo). O foco era Jesus, o adorado, porque simplesmente é Deus.
Não vou me deter quanto à data de nascimento de Cristo porque historicamente já se sabe que é muito improvável que tenha sido no dia 25 de dezembro. Ao mesmo tempo, é saudável a reunião familiar que se estabelece nessa data e onde as pessoas se encontram para agradecer por mais um ano. Comem suas refeições juntas, alegram-se, mas, acima de tudo, precisam lembrar do Cristo simples nascido para ser adorado e que tudo isso é um grande milagre. No caso, para quem acredita e se beneficia dessa crença, o milagre da salvação, a graça imerecida para os seres humanos pecadores.
Quando o centro dessas festividades de final de ano é Jesus os conceitos de vida são diferentes e perceptíveis na vida das pessoas. É o que mais ou menos aconteceu com gente como John Wesley, idealizador do Metodismo. Li, em uma revista chamada Conexão artigo sobre o reformador e um dos natais passados por ele entre os anos de 1778 e 1791. Lá dizia que, entre 25 de dezembro e começo de janeiro, o já idoso religioso fez celebrações e também saiu a distribuir carvão e pão para os pobres a fim de diminuir o impacto do frio impiedoso da Europa nessa época. Em um dos episódios, ficou registrado que Wesley saiu às ruas repletas de neve para angariar 200 Libras e comprar roupas para os necessitados.

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Na Igreja Adventista, como em outras igrejas evangélicas, há diferentes posições sobre se deve celebrar ou não o Natal, e em caso de celebrá-lo, sobre como fazê-lo.
Alguns consideram que não se deve comemorar o Natal porque é impossível determinar a data exata do nascimento de Jesus. Tudo indicaria que definidamente Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro. É muito pouco provável que Jesus tenha nascido no final de dezembro. Segundo Lucas 2:8, os pastores estavam pernoitando no campo, algo que não se fazia no inverno. Além disso, as autoridades nunca haveriam ordenado um censo nessa estação (Lc 2:1). É interessante destacar que a data de 25 de dezembro já existia como festividade natalícia antes da vinda de Jesus. Correspondia no calendário juliano ao solstício de inverno. Daí que os romanos celebraram o aniversário do Sol nesse dia.
Nas Escrituras Sagradas, não encontramos nenhuma referência que nos indique a necessidade de celebrar a data do nascimento de Jesus. A Bíblia é muito clara na necessidade de guardar os dez mandamentos, que incluem a observância do sábado como dia do Senhor. Esse é o único dia que biblicamente requer respeito.
Nos Escritos da Irmã Ellen White, encontramos umas 26 alusões diretas acerca do Natal. Alguns leem em seus escritos uma rejeição categórica, ao centrar-se somente em algumas de suas citações, como as duas a seguir. “Ele [Deus] ocultou o dia preciso do nascimento de Cristo, para que o dia não recebesse a honra que devia ser dada a Cristo como Redentor do mundo – Aquele que deve ser recebido, em quem se deve crer e confiar como Aquele que pode salvar perfeitamente todos os que a Ele vêm. A adoração da alma deve ser prestada a Jesus como o Filho do infinito Deus” (Review and Herald, 9 de dezembro de 1884). “Que não haja muitas pressões ambiciosas para adquirir presentes no Natal e Ano Novo. Pequenos presentes para as crianças não são importunos, mas o povo do Senhor não deve despender Seu dinheiro na aquisição de presentes caros” (Olhando para o Alto, p. 366).
No entanto, lendo todas as citações que falam do Natal, podemos perceber uma orientação clara quanto à possibilidade da celebração com certas condições. Ellen White escreve o seguinte: “Pelo mundo os feriados são passados em frivolidades e extravagância, glutonaria e ostentação… Milhares de dólares serão gastos de modo pior do que se fossem lançados fora, no próximo Natal e Ano Novo, em condescendências desnecessárias. Mas temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; e em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades vindouras uma ocasião para honrar e glorificar a Deus” (O Lar Adventista, p. 480).
“Deus muito Se agradaria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Tem chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvores de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore.”
“A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai isto a Deus como vosso presente de Natal. Sejam vossas doações santificadas pela oração.”
“As festividades de Natal e Ano Novo podem e devem ser celebradas em favor dos necessitados. Deus é glorificado quando ajudamos os necessitados que têm família grande para sustentar.”
“Não devem os pais adotar a posição de que uma árvore de Natal posta na igreja para alegrar os alunos da Escola Sabatina seja pecado, pois pode ela ser uma grande bênção. Ponde-lhes diante do espírito objetos benevolentes. […]”
“Os mais ricos também devem mostrar interesse e apresentar seus donativos e ofertas proporcionalmente aos meios que Deus lhes confiou. Que se registre nos livros do Céu um Natal como jamais houve em virtude dos donativos que forem dados para o sustento da obra de Deus e o reerguimento do Seu reino” (O Lar Adventista, p. 482, 483).
“Sendo que o dia 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, será difícil passar por alto este período sem lhe dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito. […] O desejo de divertimentos, em vez de ser contido e arbitrariamente sufocado, deve ser controlado e dirigido mediante paciente esforço da parte dos pais. Seu desejo de dar presentes deve ser levado através de puros e santos canais e feitos resultar em bênção ao nosso próximo graças à manutenção do tesouro na grande e ampla obra para a qual Cristo veio ao mundo. […]”
“As festas estão chegando rapidamente com sua troca de presentes, e jovens e idosos estão estudando intensamente o que poderão dar a seus amigos como sinal de afetuosa lembrança. É agradável receber um presente, mesmo simples, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, e parece ligar-nos a eles mais intimamente. …”
“Está certo concedermos a outros demonstrações de amor e afeto, se em assim fazendo não esquecemos a Deus, nosso melhor amigo. Devemos dar nossos presentes de tal maneira que se provem um real benefício ao que o recebe. Eu recomendaria determinados livros que fossem um auxílio na compreensão da Palavra de Deus ou que aumentem nosso amor por seus preceitos. Provede algo para ser lido durante esses longos serões de inverno” (O Lar Adventista, p. 478, 479).
“Ao final de minha longa jornada pelo leste, cheguei a meu lar em tempo de passar as vésperas de Ano Novo em Healdsburg. O salão do colégio havia sido preparado para uma reunião da Escola Sabatina. Ciprestes entrelaçados, folhas de outono, pinheirinhos e flores haviam sido arrumados com gosto; e um grande sino de folhas pendia da arcada da porta para a entrada do salão. A árvore estava bem carregada de donativos, os quais deviam ser usados em benefício dos pobres e ajudar a comprar um sino. … Nesta ocasião nada foi dito ou feito que sobrecarregasse a consciência de alguém.”
“Um dos presentes me disse: ‘Irmã White, que pensa disto? Está em harmonia com nossa fé?’ Respondi-lhe: “Com a minha fé está.’” (O Lar Adventista, p. 504).
A esta altura provavelmente o leitor esteja se perguntando se podemos celebrar o Natal ou não. Em resumo, poderíamos dizer o seguinte: Não temos nenhuma dúvida que na ocasião do Natal não deveríamos egoisticamente pensar simplesmente em nós, sendo intemperantes e glutões, mas pelo contrário, é o momento de agradecer a Deus porque Ele enviou o Seu Filho ao mundo para nos salvar, independentemente da data exata na qual Jesus nasceu.
Também estamos seguros de que é uma ocasião extraordinária, para trabalhar pelas pessoas que nessa oportunidade estão mais dispostas a que lhes falemos do amor de Deus. Também é uma excelente data para realizar um trabalho a favor dos que sofrem, como a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem feito com o projeto“Mutirão de Natal”.

Pr. Carlos Hein – Conselheiro

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